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O futuro do asfalto: sustentabilidade, durabilidade e eficiência como pilares da infraestrutura viária brasileira

  • Quarta, 25 Fevereiro 2026 18:30
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Borracha utilizada no asfalto - Crédito: divulgação

Por Edenilson Dalbosco, CEO da GRECA Asfaltos

O Brasil tem uma das maiores malhas viárias do mundo, com extensão superior a 1,7 milhão de quilômetros. Porém, de acordo com dados do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), do Governo Federal, apenas 12,4% desse total é pavimentado, o que corresponde a pouco mais de 200 mil quilômetros. O dado dimensiona o tamanho do desafio que ainda se impõe à infraestrutura do país.

Levar asfalto a alguma região sempre foi promessa e sinônimo de desenvolvimento econômico. A pavimentação favorece ligações de polos produtores a mercados consumidores, de trabalhadores a distritos industriais, de pacientes a serviços de saúde em centros urbanos, entre tantas outras, reduzindo desigualdades territoriais e ampliando o acesso a oportunidades essenciais.

De algum tempo para cá, a pavimentação também se deparou com um grande desafio: o de manter a qualidade das ligações rodoviárias com sustentabilidade, seja no sentido ambiental ou de uso racional de recursos.

A indústria do asfalto tem se preparado para atender a essa demanda, principalmente, com investimento em pesquisa e desenvolvimento de matérias-primas para a criação de rodovias cada vez mais eficientes. São produtos como os asfaltos modificados, que elevam a durabilidade e reduzem custos de manutenção, ao mesmo tempo que outras soluções ainda incorporam resíduos de pneus diminuindo impactos ambientais e aumentando a durabilidade do pavimento.

Estudos técnicos e experiências de campo indicam que o uso desses materiais pode aumentar significativamente a vida útil dos pavimentos, reduzindo a necessidade de intervenções frequentes e, consequentemente, os custos de manutenção ao longo do tempo. Avaliações baseadas em análise de ciclo de vida (LCCA) mostram que soluções mais duráveis tendem a reduzir custos totais da infraestrutura viária, mesmo quando demandam maior investimento inicial.

Essa discussão ganha ainda mais relevância quando olhamos para a realidade dos estados e municípios brasileiros, que precisam ampliar suas malhas pavimentadas ao mesmo tempo em que lidam com orçamentos limitados, extensas redes sob responsabilidade e a pressão por soluções que durem mais e exijam menos intervenções ao longo do tempo.

Em paralelo, a reciclagem de pavimentos fresados (camadas removidas por meio de fresadoras) diretamente em novas misturas reforça a economia circular na infraestrutura viária. O reaproveitamento de materiais reduz o consumo de matérias-primas virgens e as emissões de gases de efeito estufa, especialmente quando considerados todos os estágios do ciclo de vida da via — do processo produtivo do material ao transporte, aplicação, monitoramento e manutenção.

Não se trata apenas de reduzir impactos, mas de assumir o compromisso de liderar uma transformação que o setor todo precisa enfrentar. Ao unir tecnologia e sustentabilidade, é possível construir soluções inovadoras que beneficiam o meio ambiente e a sociedade.

Para nós, o avanço dessas soluções reflete uma mudança ainda maior no setor de infraestrutura. As demandas por obras mais duráveis e de menor impacto ambiental estão cada vez mais presentes. Não se discute hoje apenas o desempenho técnico, mas também como reaproveitar materiais, reduzir emissões e otimizar processos. Nosso trabalho acompanha essa transição, com foco em viabilidade operacional e ganhos reais para a sociedade.

Avançar nessa agenda significa compreender que infraestrutura viária, competitividade e sustentabilidade caminham juntas. Investir em soluções mais duráveis e de menor impacto ambiental é também investir em desenvolvimento, adaptação às mudanças climáticas e qualidade de vida para a população.

Por Edenilson Dalbosco, CEO da GRECA Asfaltos


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