Perdas invisíveis: como as redes de restaurantes estão deixando dinheiro na mesa
Falhas silenciosas nas gestões financeira e operacional, como problemas no estoque, nos canais de venda e processos que aumentam custos e corroem margens estão entre as principais causas
A instabilidade do setor gastronômico impõe desafios severos às redes de restaurantes e franquias. Com uma taxa de falência que pode chegar a 50% dos estabelecimentos até o segundo ano de atividade, segundo o IBGE, o segmento sofre com falhas nas gestões financeira e operacional. Dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) indicam que a falta de preparo nessas áreas é uma das principais causas de insucesso, revelando uma realidade preocupante para empresários do varejo alimentar em todo o país que acaba muitas vezes “deixando dinheiro na mesa”.
Segundo Maurício Galhardo, sócio da F360, plataforma de gestão financeira para redes varejistas e franquias, essas perdas costumam acontecer de forma silenciosa. “O grande risco é que muitos gestores olham apenas para o faturamento e deixam de acompanhar indicadores financeiros essenciais. Pequenos erros recorrentes acabam se acumulando e gerando impactos relevantes no resultado”, explica.
Principais erros
Entre os principais pontos de atenção está a gestão de estoque. Compras excessivas, falta de padronização entre unidades e ausência de controle sobre validade dos produtos aumentam o desperdício e afetam diretamente o caixa. “Sem dados consolidados, o gestor não consegue saber exatamente quanto está perdendo com sobras, desvios ou compras mal planejadas”, afirma Galhardo.
Outro fator crítico está nos custos operacionais pouco monitorados, como taxas de aplicativos de delivery, horas extras, comissões e retrabalho. De acordo com o especialista, a falta de integração entre sistemas do salão, delivery e financeiro dificulta a visualização real da rentabilidade de cada canal. Muitas vezes, o restaurante vende mais, mas lucra menos, justamente por não enxergar o custo total da operação.
A expansão sem planejamento também aparece como um erro comum. Abrir novas unidades sem uma análise financeira detalhada pode gerar desequilíbrios no fluxo de caixa e comprometer a saúde da rede como um todo. “Crescer sem controle financeiro é um dos caminhos mais rápidos para transformar faturamento em prejuízo”, alerta o executivo.
Dicas para melhorar a gestão
Para evitar essas perdas, Galhardo recomenda centralizar a gestão financeira, integrar todos os canais de venda e acompanhar indicadores em tempo real. “Quando o gestor tem uma visão clara e unificada do negócio, consegue identificar gargalos rapidamente, corrigir rotas e tomar decisões mais estratégicas”, afirma.
Segundo ele, a tecnologia tem papel fundamental nesse processo, ao automatizar controles, reduzir erros manuais e oferecer dados confiáveis para a tomada de decisão. “Hoje, quem não usa tecnologia para gerir finanças está, na prática, abrindo mão de eficiência e margem”, conclui.
Sobre a F360
A F360 é a maior plataforma de gestão financeira voltada para varejistas e franquias no Brasil. Com soluções inteligentes que otimizam resultados, aumentam a eficiência operacional e simplificam a rotina dos negócios, a F360 já transformou a gestão financeira de mais de 15 mil varejistas em todo o país. Presente nas principais redes do segmento, como, Havaianas, Cacau Show, Hering, Chilli Beans, Arezzo, Casas Bauducco, entre outras, a empresa lidera o mercado com tecnologia de ponta e um compromisso contínuo em impulsionar o sucesso de seus clientes.
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