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Dia do Consumidor: Mesmo com vantagem das redes sociais, setor imobiliário não descarta canais tradicionais para chegar ao cliente

  • Sexta, 15 Março 2024 18:08
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Raquel Pinho
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Sem deixar a internet de lado, em Goiânia, corretores de imóveis ainda usam panfletagem, contatos telefônicos e plantões para se aproximar do consumidor, e asseguram que os resultados aparecem

Como o consumidor pode ser acessado. No universo digitalizado, tráfego pago, inbound marketing, reels são algumas estratégias eficientes, mas elas não anulam o contato off line. No mercado imobiliário, as pesquisas com termos relacionados à compra e venda de imóveis no Google vem aumentando e, para se ter uma ideia, só em janeiro deste ano foi 12% maior na comparação com janeiro deste ano. Na leitura dos profissionais da área, em algum momento, o meio digital faz parte do processo de venda e não se pode prescindir dele. Entretanto, os tradicionais canais de procura, como visita a decorados ou plantões de vendas, ligações, panfletagens e até indicações, ainda são formas válidas de se alcançar o consumidor.

“Já tive muito sucesso com panfletagem em Goiânia, principalmente na Avenida 136, no Marista”, conta a especialista em mercado imobiliário Mayara Lopes, parceira do Grupo URBS. Para ela, esse modelo é um complemento na hora de captar o cliente, assim como todos os outros canais. “O panfleto ainda é importante quando fazemos a abordagem. Geralmente, a pessoa quer investir, mas não sabe como. A panfletagem ajuda no sentido de captar vários telefones para contatos futuros. Com certeza segue sendo um canal ativo, apesar da internet liderar”.

“O goiano gosta de pegar o panfleto, olhar a planta de um empreendimento, por exemplo. Isso faz total diferença. Aí entra o nosso trabalho de relacionamento”, explica a consultora. Este primeiro contato através de um flyer acabou em venda para o advogado e professor universitário, Marcelo Di Rezende, de 50 anos. “Eu já estava procurando um apartamento na planta como investimento e foi na tarde de uma sexta-feira, quando recebi o panfleto da Mayara. Trocamos os telefones na hora e, no outro dia, ela me enviou todas as informações de um empreendimento no Marista. Não demorou muito pra gente fechar a compra”, detalha o advogado.

Conversa

As ligações são o principal meio de contato com os clientes da consultora imobiliária da URBS Valoriza, Poliana Amorim, de 43 anos. “Ao longo da minha jornada de trabalho via telefone, conquistei vários clientes e até me tornei amiga de muitos”. E foi através de troca de mensagens pelo WhatsApp e ligações que uma nova amizade começou entre Poliana e a empresária Lorenna Brenda Rodrigues Tavares, que comprou uma área num condomínio de chácaras.

“A Poliana me convidou para o lançamento, para aproveitar os benefícios, mas acabei que não fui. Um mês depois, a procurei e acabamos visitando o local. Ela foi muito gentil e fiquei satisfeita. Era um sonho ter uma casa maior e a Poliana ajudou a realizar. Agora, é só construir”, disse.

A consultora confirma que a principal forma de busca do cliente hoje é a internet, mas que as outras formas de captação mantêm espaços importantes. “Se o cliente não tem esta expertise [de procurar pela internet], ele vai até o empreendimento em busca do plantonista de venda”, detalha. “Independente do canal, o corretor tem que estar preparado para melhor atender o consumidor”, defende.

Faixa etária influencia

Com mais facilidade com a tecnologia, os jovens preferem procurar imóveis por meio da internet. Já os mais velhos gostam de ir ao local para falar com o plantonista de vendas e visitar o decorado.

“Eu pego todos os panfletos, gosto de ver o que tem no mercado, todas as oportunidades de investimento. Depois entro nos sites das construtoras para pegar mais detalhes, ver o preço e ver a maquete, de como o prédio irá ficar. Para quem gosta de investir, precisa ter um corretor de confiança. E a Mayara acabou virando a minha. Ela sempre me indica as novidades e já vamos marcar a visita a um decorado para eu ver a planta, a maquete, e fechar mais uma compra”, anima o advogado Marcelo Di Rezende.

Mas o futuro é a união de todos os meios. É o que acredita Mayara Lopes. “As opções de chegar ao cliente se complementam. E todos vão evoluindo com o passar do tempo, como as visitas ao decorado. Atualmente, essas visitas também acontecem de forma on-line, através da realidade virtual. E isso não tira a importância de montar um apartamento-modelo para ser apreciado. Então, um complementa o outro”, finaliza.


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