SEGS Portal Nacional

Demais

Quando o conflito fecha rotas, a conta chega ao Brasil

  • Quarta, 29 Abril 2026 18:49
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Bartira Betini
  • SEGS.com.br - Categoria: Demais
  • Imprimir

Navio de Carga - Pixabay

Por Baudilio Regueira e João Paulo Braun*

A escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã já começa a se refletir nos números do comércio exterior brasileiro. Em março, as exportações do Brasil para o Oriente Médio recuaram 26%, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, passando de US$ 1,2 bilhão, em 2025, para US$ 882 milhões no mesmo mês de 2026, considerando 15 países da região. O cenário ocorre em meio à tensão no Estreito de Ormuz, centro de declarações recentes do presidente norte-americano, Donald Trump, de que a rota está sob controle de Washington e fechada até um eventual acordo com o Irã.

O impacto da instabilidade geopolítica vai além da retração nas exportações e atinge diretamente a logística internacional. Quando se fala naquela região, normalmente se pensa em petróleo e gás, mas o bloqueio impede a passagem de qualquer navio, inclusive porta-contêineres com mercadorias diversas.

Na prática, a restrição na rota marítima importa entraves à logística e às relações comerciais, com reflexos sobre prazos e contratos. O país está entre os que dependem diretamente do Estreito de Ormuz, corredor estratégico que liga os grandes produtores do Golfo, como Arábia Saudita, Irã e Iraque, ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico.

A dependência logística da região também expõe setores estratégicos da economia brasileira, especialmente o agronegócio, que mantém forte presença no mercado do Oriente Médio. Se há cargas destinadas à Arábia Saudita que precisam atravessar o Estreito de Ormuz, elas não conseguem chegar. E, se chegarem, será muito além do prazo inicialmente estimado. É comum a exportação de carne e frango para a região. Uma interrupção pode exigir o redirecionamento da carga.

Na prática, esse encadeamento de riscos também pressiona contratos e coberturas de seguros, que passam a incorporar exclusões cada vez mais rígidas. Ao contratar o seguro, é comum haver exclusões para determinados destinos, como Irã ou até Arábia Saudita. Existe um rol de países excluídos porque o risco aumenta, e isso prejudica diretamente o comércio.

*Baudilio Regueira e João Paulo Braun são advogados, sócios da Reis, Braun e Regueira Advogados Associados, com 25 anos de experiência em direito marítimo e transportes.


Compartilhe:: Participe do GRUPO SEGS - PORTAL NACIONAL no FACEBOOK...:
 

<::::::::::::::::::::>

 

 

+DEMAIS ::

Abr 29, 2026 Demais

Voo cinematográfico de réplica do 14 Bis marca retomada…

Abr 29, 2026 Demais

Cometa C/2025 R3 atinge brilho máximo e pode ser visto…

Abr 29, 2026 Demais

Quando o coração não acompanha o relógio

Abr 29, 2026 Demais

Dia das Mães: 78% dos bares e restaurantes esperam…

Abr 29, 2026 Demais

Warner Bros. Pictures leva final da UEFA Champions…

Abr 29, 2026 Demais

Piscinas aquecidas, atrações radicais e áreas cobertas…

Abr 29, 2026 Demais

A busca por espaço: o retorno dos terrenos amplos no…

Abr 28, 2026 Demais

Roupas de cama: quando (e como) devemos higienizá-las?

Abr 28, 2026 Demais

Kennedy Space Center Visitor Complex transforma viagem…

Abr 28, 2026 Demais

5 etapas da transformação digital: implantação e gestão…

Abr 28, 2026 Demais

Dados mostram que o processo de construção civil está…

Abr 28, 2026 Demais

5 atitudes para quem cansou de viver no automático

Abr 28, 2026 Demais

Feriados sem pausa: como manter a constância nos…

Abr 28, 2026 Demais

Aprovação do Estatuto do Aprendiz acende alerta no…

Abr 28, 2026 Demais

Fato ou fake: o que é verdade sobre a documentação para…

Abr 27, 2026 Demais

Vitreon Steel: nova harmonia de materiais para o…

Mais DEMAIS>>

Copyright ©2026 SEGS Portal Nacional de Seguros, Saúde, Info, Ti, Educação


main version