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6 empresas brasileiras falam sobre internacionalização e dão dicas de como descomplicar o processo

  • Sexta, 23 Fevereiro 2024 18:31
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Luana Gasparotto
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O processo de internacionalização consiste em aumentar a atuação de uma empresa, seja ela de pequeno, médio ou grande porte, no mercado internacional. Alguns dos benefícios atrelados a este processo incluem aumentar os lucros, melhorar a competitividade do negócio e reduzir os riscos, devido à variedade de clientes e parceiros. Além disso, é essencial o comprometimento por parte da empresa para responder às oportunidades de negócios.

É fato que a ideia de internacionalizar os negócios têm avançado já que de acordo com uma pesquisa de 2023 realizada pela Fundação Dom Cabral (FDC) cerca de 68,9% das empresas brasileiras pretendem explorar novos mercados estrangeiros, sendo Estados Unidos, Chile, Portugal e México os mais visados pelas organizações.

Pensando neste cenário, listamos 6 empresas que dão dicas de como descomplicar a internacionalização e os benefícios neste processo. Confira:

Heitor Cunha, CEO e fundador da CodeBit

Após o sucesso da parceria entre AWS - Amazon Web Services, e CodeBit, especialista em tecnologia de código e cloud computing sob medida, a startup visa oferecer produtos e serviços para o mercado internacional em marketplace da empresa norte-americana, buscando utilizar a tecnologia como catalisador social para gerar impacto positivo.

“Tendo conhecimento da exigência em termos de tecnologia e das diversas demandas do mercado americano, projetamos que a oferta dos produtos em outros países, alcançando os mais de 310.000 clientes do marketplace, possa abrir margem para uma expansão da demanda, tendendo a aumentar a velocidade desse processo”, ressalta Heitor Cunha, CEO e fundador da empresa. “Entendemos que podemos, além de contribuir com tecnologia, ajudar com lições aprendidas no Brasil que possam ser úteis para outros países. Nosso foco é aumentar a demanda por nossos produtos e distribuição de conhecimentos e boas práticas que possam potencializar projetos com impacto social por todo mundo”, completa.

Lucas Castellani, fundador e CEO da Cartpanda

Segundo pesquisa da Adyen em parceria com a Opinium Research LLP e Censuswide, o Relatório do Varejo 2023 constatou que 47% das empresas brasileiras querem expandir suas vendas para o exterior por meio do e-commerce. Atentos a este cenário, a Cartpanda, plataforma que oferece soluções completas para o e-commerce, acaba de anunciar uma novidade no mercado brasileiro: o Cartpanda Global - funcionalidade cujo objetivo é facilitar vendas internacionais.

Com o novo modelo de vendas, os empreendedores digitais poderão expandir seus negócios para qualquer lugar do mundo. Com a funcionalidade, será possível ter uma loja que vende tanto no Brasil, quanto nos Estados Unidos, Portugal, Inglaterra, Holanda, entre outros países, sem se preocupar com as moedas. “Nós simplificamos todo o processo para que os lojistas tenham a melhor estrutura para trabalhar no exterior e possam se focar apenas no que importa: crescer e aumentar as vendas dos seus negócios”, ressalta Lucas Castellani, fundador e CEO da plataforma.

Ricardo Lepper, fundador e Presidente da SoftExpert

Nota-se que a transformação digital é cada vez mais essencial a nível global, por isso, a tendência é que empresas que atuam no ramo cresçam exponencialmente e até mesmo internacionalizem seus negócios. Um exemplo é a SoftExpert, empresa que oferece soluções para a gestão integrada da conformidade, inovação e transformação digital a nível global. Em atividade desde 1995, são mais de 2 mil clientes e 600 mil usuários em 50 países que utilizam o SaaS - Software as a Service - da companhia, que possui unidade em países como Brasil, México, EUA, Reino Unido, Espanha, Alemanha, Itália, França e Turquia. A internacionalização da SoftExpert teve início em 2000 e segue em expansão, sendo Turquia e Austrália os últimos países onde a companhia abriu unidades de negócio. Vivenciando este cenário, algumas das dicas dadas por Ricardo Lepper, Fundador e Presidente da empresa, são: atuação global com pensamento local; autonomia local e descentralização; exportação de capital intelectual e de experiência; aposta em diferenciação e construção de branding.

Andrea Miranda, cofundadora e CEO da STANDOUT

A STANDOUT, maior empresa de trade marketing digital do Brasil e referência em inteligência no setor, está em processo de expansão para novos mercados, com foco inicial no México e na Colômbia. “O Brasil é um expoente na América Latina quando o assunto é trade marketing digital na região. Miramos no México e na Colômbia por serem um mercado pouco explorado nesse sentido e que se assemelha ao cenário digital vivido no Brasil há alguns anos. Sentimos que o mercado sulamericano tem muito a oferecer e tem um potencial imenso nesse segmento que ainda não foi trabalhado. Hoje, contamos com dois comércios eletrônicos homologados no México no setor farmacêutico, Klyns e San Jorge; e buscamos seguir essa expansão fora do Brasil”, conta Andrea Miranda, cofundadora e CEO da empresa.

Diante disso, Andrea ressalta que a jornada de internacionalização e os benefícios neste processo fica mais proveitosa quando “temos a oportunidade de estarmos presencialmente nos países que o negócio deseja entrar, quer seja por meio de recurso próprio em estadia, quando se está focado em participação em reuniões pré-agendadas, feiras e eventos, quer seja no formato de parcerias com empresas representantes locais”.

Guilherme Amorim, Head of Innovation Services da Wayra Brasil

Para as empresas, estar em um ambiente internacional é uma boa oportunidade de fazer benchmark, estabelecer parceiros locais e rentabilizar operações em moeda estrangeira. Além disso, sinaliza aos investidores, o interesse em posicionar a empresa de forma global.

Diante desse cenário, Guilherme Amorim, Head of Innovation Services da Wayra Brasil, CVC (Corporate Venture Capital) da Vivo/Telefónica, explica que o primeiro passo é avaliar o cenário global. Uma boa forma de fazer isso é acessar relatórios de tendências, conversar com analistas de mercado e investigar a relação oferta x demanda, na geografia selecionada. O objetivo deve ser entender as necessidades locais e como prover de forma eficiente. É essencial ainda, encontrar quem são os stakeholders adequados para representar os produtos e serviços que serão oferecidos.

Beto Sirotsky, cofundador e co-CEO da BPool

Com um cenário competitivo em todo o mundo, as empresas que desejam entrar ou fortalecer sua operação em outros países precisam apostar em estratégias que envolvam inovação, criatividade e eficiência de custos. E, quando falamos em serviços de marketing, esses fatores são ainda mais cruciais, visto que se somam a esse desafio questões como cumprimento do compliance e falta de agilidade e estrutura para contratar e gerenciar o trabalho de fornecedores.

Nesse sentido, a plataforma Enterprise Gateway Marketplace (EGM), desenvolvida pela martech brasileira BPool, pode ajudar. A empresa conta com um ecossistema de 1500 agências especializadas e independentes, além de oferecer hiper curadoria na contratação de mais de 4 mil talentos freelancers por meio da Ollo. Dentro da plataforma, os parceiros da BPool são homologados por inúmeros critérios, como expertise, experiência em categorias específicas e histórico de trabalho. No início da busca, o cliente já pode definir um pacote de serviços com preço pré-estabelecido e aprovado pela área de Compras. O algoritmo, então, faz um cruzamento entre a necessidade do usuário e quem oferece determinada especialidade, recomendando a cada demanda os três parceiros mais adequados.

“Como as condições já foram pré-estabelecidas entre a área de compras da plataforma e a BPool, os profissionais de marketing ganham agilidade para iniciar um projeto com um novo parceiro especialista em até 48 horas. Todos os parceiros são acionados via um único contrato e uma única homologação, o que resulta em um processo extremamente ágil para o contratante e na redução do número de cadastros feito por Compras”, explica Beto Sirotsky, cofundador e co-CEO da BPool. No módulo de Proposals, também é possível manter um histórico comparativo de propostas de diferentes fornecedores, além de gerar uma base de todas as linhas dos orçamentos das ações e eventos. Esse processo mantém o histórico e a base de dados organizada para auditorias futuras além de facilitar as negociações.

Atualmente, a BPool já está presente em 10 países da América Latina, além dos Estados Unidos, auxiliando grandes corporações, como a Unilever, a expandir suas comunicações internacionalmente.

 


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