SEGS Portal Nacional

Demais

Questões éticas do envelhecimento: autonomia e dignidade

  • Segunda, 14 Novembro 2022 18:36
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Guilherme
  • SEGS.com.br - Categoria: Demais
  • Imprimir

Carlos José Serapião, médico, é coordenador do Instituto Dona Helena de Ensino e Pesquisa (Idhep) e idealizador do Simpósio Catarinense de Bioética; inscrições abertas para a 21ª edição do evento, que ocorre em Joinville (SC) no dia 25 de novembro

Bioética, envelhecimento e finitude da vida é o tema de abertura do 21º Simpósio Catarinense de Bioética, com palestra do ex-presidente do Conselho Federal de Mecicina (CFM) Roberto Luiz D´Ávila. Fundamental refletir sobre os muitos problemas éticos relacionados com o envelhecimento. Primeiro, sobre as questões relacionadas diretamente com a capacidade de envelhecer retendo a autonomia e a dignidade, o que não é simples frente à redução do poder de agir e até mesmo de pensar com a necessária clareza.

Ao mesmo tempo, as questões que resultam das obrigações para com os idosos, principalmente os considerados frágeis, como consequência de enfermidades que comprometem sua capacidade cognitiva associada à doença de Alzheimer e colocam em dúvida as demandas de nossa atenção e cuidado. Algumas prioridades podem ser citadas em nível mundial:

- Os idosos e o processo de desenvolvimento.
- A promoção da saúde e do bem-estar para todo o ciclo da vida.
- Viabilização de políticas para a família e a comunidade promoverem um envelhecimento ativo.

No que se refere aos aspectos demográficos, algumas reflexões podem ser úteis. Nos últimos dois séculos, em especial nos países ocidentais, a idade e a causa das mortes têm se modificado de modo dramático. A expectativa de vida quase dobrou neste período. A pirâmide populacional alterou sua forma, reduzindo a amplitude da base, como resultado de declínio na mortalidade infantil, redução nas mortes por enfermidades infecciosas, ampliação da expectativa de vida, redução nos índices de fertilidade, envelhecimento da população.

As projeções sobre esperança de vida se elevam continuamente. Já as questões relacionadas com a autonomia , tão destacadas nas sociedades ocidentais, que prezam a autonomia individual e a independência, tornam-se críticas a partir da perda das capacidades vitais e do surgimento de uma dependência de outros para a realização das atividades comuns da vida diária.

O conceito de autonomia em bioética reforça os ideais de independência e da livre escolha, o que parece pouco significativo para o indivíduo em fase de amplos impedimentos que caracterizam os cuidados prolongados.

E, porque prezamos tanto essa autonomia, como um fenômeno primário que envolve independência de ação, fala e pensamento, o idoso reluta em aceitar as dependências que tão frequentemente acompanham o processo de envelhecimento, uma vez que foram sendo incorporados a este sentido de autonomia, a capacidade de desenvolver uma gama de crenças, preferências e valores, com os quais o idoso se identifica.

O envelhecimento leva naturalmente a um exercício de autoexame e questionamentos, que coincidem com eventos especialmente marcantes, tais como a aposentadoria, a morte de amigos e colaboradores, nascimentos de netos ou bisnetos etc.

O ideal inscrito na chamada “aposentadoria ainda ativa” está identificado naquele evento como um período que oferece oportunidade para desenvolver atividades de jovens, como esportes, hobbies, lazer de toda natureza, reforçando o sentido de que o velho só é valorizado na medida em que atenda à nossa cultura de idolatria do jovem.

Pelo menos em nosso país, estereótipos da velhice comprometem a possibilidade de uma qualidade de vida melhor. Em nosso meio, velhice está associada a perda de autonomia, incapacidade, dependência, impotência, decrepitude, doença, desajuste social, baixos rendimentos, solidão, viuvez, cidadania de segunda classe, e assim por diante; idoso é chato, rabugento, implicante, triste, demente e oneroso.

Mas o que pode uma geração ensinar à outra? O que os idosos transmitem aos jovens? Memória cultural e de valores éticos fundamentais, do mesmo modo que uma educação voltada para o envelhecimento

O que os jovens ensinam aos mais velhos? Uma educação para novas tecnologias. Uma educação para novos tempos (novos valores morais)

Uma parábola, para concluir:

# O pai, mirando o horizonte no oceano: “Nada maravilhoso, este início de século”!

# O filho a seu lado: “Não te inquietes papai, eu cheguei”.


Compartilhe:: Participe do GRUPO SEGS - PORTAL NACIONAL no FACEBOOK...:
 

<::::::::::::::::::::>

 

 

+DEMAIS ::

Abr 02, 2026 Demais

Vermelhidão, sensibilidade e inchaço: qualquer pessoa…

Abr 02, 2026 Demais

Semana Santa: Nutricionista ensina receitas sem carne…

Abr 02, 2026 Demais

Vacinas para gatos: quais as mais importantes?

Abr 02, 2026 Demais

Começar devagar é a melhor estratégia para não…

Abr 02, 2026 Demais

Raio X do morar em SP: QuintoAndar revela os bairros…

Abr 02, 2026 Demais

Rotina de limpeza ajuda a manter o ar mais saudável em…

Abr 02, 2026 Demais

Brasil consome 50% mais açúcar que o recomendado e…

Abr 02, 2026 Demais

Brasil ganha protagonismo global e atrai novos países…

Abr 02, 2026 Demais

Gates of Olympus: Como e Onde Jogar, Estratégias e Mais

Abr 01, 2026 Demais

Os estados que mais buscam por lutas femininas: confira…

Abr 01, 2026 Demais

Chocolate é altamente tóxico para os cães

Abr 01, 2026 Demais

A era dos apartamentos decorados está chegando ao fim?

Abr 01, 2026 Demais

Cidadania italiana: entre a turbulência legislativa e a…

Abr 01, 2026 Demais

Páscoa 2026: brasileiros reúnem menos gente e gastam…

Abr 01, 2026 Demais

Novo ferro de passar da Oster® une potência e…

Abr 01, 2026 Demais

Primeira lancha: o guia prático para não transformar o…

Mais DEMAIS>>

Copyright ©2026 SEGS Portal Nacional de Seguros, Saúde, Info, Ti, Educação


main version