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Está na hora da monarquia Britânica se modernizar, como fez há 65 anos?

  • Quinta, 29 Setembro 2022 18:20
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Rafaela Costa
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Rei Charles III-Foto: Victoria Jones/PA da Assessoria

Especialista em comunicação analisa as semelhanças entre períodos de baixa aprovação da Coroa

Há 65 anos, em 1957, a Coroa Britânica foi tomada por uma revolucionária mudança na maneira de se comunicar e trabalhar as relações públicas com o povo inglês. Essa mudança foi inspirada por críticas do jornalista Lorde Altrincham, que julgava a principalmente a Rainha Elizabeth II como distante do cidadão comum e pouco acessível, o que justificava sua queda em aprovação na época.

Apesar de muitas vezes se referir de maneira ríspida à família real, as sugestões de Altrincham, como receber pessoas comuns no Palácio de Buckingham e transmitir mensagens pela televisão, foram adotadas e se tornaram um marco na trajetória de 70 anos da monarca, ganhando até um episódio na série The Crown.

“Hoje em dia pode parecer besteira que algo como a televisão, por exemplo, inspire uma mudança drástica de aprovação,” explica a jornalista e especialista em comunicação, Fabiana Teixeira. “Mas a modernização dos meios e estratégias de comunicação são essenciais para a popularidade de qualquer instituição. E a Coroa, no caso, tem tradição em protelar nesse aspecto, o que pode ser prejudicial agora que há um novo Rei.”

Charles III assumiu seu posto como rei do Reino Unido ainda este mês e desde então não tem passado uma imagem tão querida quanto sua mãe. “Popularidade e carisma não são o forte do novo rei da monarquia britânica. Uma pesquisa divulgada no primeiro semestre apontou que 75% dos britânicos avaliavam positivamente a rainha Elizabeth. A porcentagem foi de 42% para Charles,” comenta Fabiana. Os dados são da YouGov, líder internacional de pesquisa de mercado baseada na internet, também complementa que ele tem uma aprovação mais baixa ainda que seu filho William, que apresenta 66%.

Apesar disso, a especialista pontua que pelo seu discurso podemos perceber que ele parece determinado em manter a imagem conquistada por Elizabeth, e de acordo com Fabiana, apresentou uma mensagem confiante e ritmada, aparecendo notavelmente forte, mas acessível. “Ele tinha uma suavidade em seus olhos e um tom bondoso. Sua cadência era calorosa, sincera e apropriada, sem dúvida sua posse foi cuidadosamente planejada, com um discurso estratégico para que as pessoas sentissem estabilidade e continuidade durante os tempos de transição.”

Mesmo assim, devido às recentes polêmicas e ‘memes’ que foram gerados logo nos primeiros dias de seu reinado, como se irritar com os funcionários de seu gabinete, e ainda demitir 100 destas pessoas que trabalhavam com ele, é discutível se o discurso criou um senso de contentamento da população, principalmente por conta da crise de energia que a Grã-Bretanha enfrenta.

“Curiosamente, o cenário de Charles não é diferente do de sua mãe em 1957, que estava muito pressionada por causa da guerra no canal de Suez, e suas consequências econômicas. A guerra da Ucrânica fez com que o custo da energia tivesse um crescimento muito grande nos últimos meses, principalmente para o aquecimento doméstico, causando muita insatisfação pública,” comenta Fabiana.

Obviamente, a vida mudou muito desde então, mas exatamente por isso, pode ser que seja novamente um momento para mudanças na comunicação da Coroa para com seus súditos.

“Hoje estamos aprendendo que liderança não é apenas uma questão de força, mas também de humanização do líder. Percebemos uma tendência de que as pessoas mais adoradas, são aquelas que demonstram seu lado humano e se apresentam como iguais, de peito aberto para quem a vê, o que pode ser muito complicado para uma instituição tão regrada quanto a Coroa Britânica.”

Porém, a especialista também complementa que seu aprendizado como herdeiro, com duração de 70 anos, fez dele o novo monarca mais bem preparado da história, testemunhando várias gerações de líderes mundiais, incluindo 15 primeiros-ministros do Reino Unido e 14 presidentes dos Estados Unidos.

“Charles tem uma tarefa desafiadora pela frente, principalmente porque terá sua trajetória comparada com o notável e marcante reinado de Elizabeth II, mas acredito que ele saiba que seu estilo comunicativo terá que mudar. Neste momento, porém, podemos apenas esperar e observar que tipo de líder ele irá se tornar,” finaliza Fabiana.


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