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Rir é o melhor remédio, confirma estudo

  • Quarta, 19 Janeiro 2022 11:00
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Raquel Pinho
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Nesta terça-feira, 18 de janeiro, a demonstração de humor tem dia garantido no calendário, mas influencer goiano garante sorrisos o ano inteiro por meio de memes

Que a vida não está nada fácil para ninguém todos sabem. Mas rir é uma atitude de otimismo, cura, bem-estar e soltar uma boa gargalhada no dia a dia é sempre necessário. Por tudo isso e muito mais é que no dia 18 de janeiro é celebrado o Dia Internacional do Riso, cujo objetivo é chamar a atenção da população para a importância de rir e identificar seus benefícios.

Estudo divulgado pelas Universidades do Tenessee, Knoxville e Texas A & M, na revista científica Psychological Bulletin em 2019, constatou que as expressões faciais causam, sim, impacto no sentimento das pessoas. A equipe combinou dados de 138 estudos testando mais de 11.000 participantes de todo o mundo, por meio de meta-análise. O resultado mostra que expressões como sorrir fazem as pessoas se sentirem mais felizes. E o contrário também acontece.

Os povos demonstram a expressão de alegria de diversas formas, geralmente alinhados à sua cultura e modo de vida. O goiano, por exemplo, apresenta um jeito único e autêntico de rir da vida e de si mesmo. É o que acredita o influencer e empresário, Evandro Duarte, criador do Enquanto Isso em Goiás, um dos maiores portais de humor do Estado, que há 10 anos vem produzindo e compartilhando o humor goiano nas redes sociais.

“O goiano é autêntico, no seu jeito escrachado de ser, falar e agir nas coisas simples. Uma das coisas que mais faz um goiano ‘rachar o bico’ é a linguagem própria que nós mesmos elaboramos, zoar das situações, brincar com os perrengues. Ser goiano é fazer graça das amizades que não valem um caroço de pequi roído,” brincou o influencer.

Vandim observa que o estilo de humor e piada foram mudando. “Antigamente, as piadas eram contadas nas rodas de conversa, na mesa do botequim, de forma oral. Com a internet, ganhou impulso os memes, que podem ser mais compartilhados. Foi assim que, despretensiosamente, comecei a fazer piada em minhas redes sociais”, conta ele, que atualmente também produz acessórios bem humorados com o vocabulário típico goiano, como canecas e camisetas com frases como "Num dô conta duns trem desse não”, “Vai cuidá da sua vida, miséra ruim”” e “Piqui é mió que muuuuita gente”.

Rir por trás das máscaras

Como o riso proporciona diversos benefícios para a saúde gerando prazer e alegria, é preciso evidenciar o ato, mesmo que estejamos nos protegendo do vírus, por meio de máscaras. Para o doutor em Antropologia Social, professor e historiador, Túlio Fernando Mendanha de Oliveira, a pandemia trouxe uma série de desafios cotidianos os quais temos que enfrentar, mas rir de problemas, ou como preferem alguns historiadores, fazer graça da própria desgraça é algo muito característico do brasileiro.

“Como as máscaras não permitem contemplar o sorriso do outro, nota-se que fomos criando outras formas de comunicar alegria, seja por outros gestos corporais, a comunicação em Libras e até nos atentando para outras sensibilidades, centradas em conhecer as corporalidades que nos cercam e notar momentos efusivos e descontraídos nas outras pessoas”, salientou.

O doutor ainda explica que desenvolvemos formas de rir através das variadas performances sociais, principalmente com a criação de conteúdos digitais. “Os memes são prova disso”, ressaltou. “Hoje em dia, o brasileiro acorda, lê ou vê uma desgraça e vai trabalhar. Muitos preferem fazer graça disso. Se Nietzsche dizia que precisamos da arte para não enlouquecer diante da verdade e se Freud dizia que precisamos amar para não adoecer, acredito que o brasileiro precisa do riso só para ter uma vida minimamente digna consigo mesmo”, contou.


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