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Seja antifrágil: enfrente riscos e reverta as crises a seu favor

  • Terça, 23 Março 2021 11:07
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Carol Herling
  • SEGS.com.br - Categoria: Demais
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Recentemente, a consultoria global Deloitte lançou o estudo “Global Resilience Report ― A construção de uma organização resiliente”, no qual trouxe insights sobre o enfrentamento das empresas em meio à crise instalada a partir do início da pandemia. De acordo com o estudo, características como responsabilidade, confiança e colaboração predominam entre as empresas verdadeiramente resilientes.

A pandemia, no entanto, nos mostrou que é verdadeiramente necessário pensar fora da caixa, ampliar os horizontes, ir além do convencional. É preciso considerar novos conceitos e tendências, a fim de evitar a estagnação. Uma das ideias que mais gosto de estudar é o conceito de antifragilidade, criado pelo autor libanês Nassim Nicholas Taleb no livro Antifrágil: coisas que se beneficiam com o caos, publicado em 2012. O termo pode soar complicado ou mesmo estranho, mas saiba que essa é uma das maiores qualidades que um profissional ou uma empresa podem ter. Na atual conjuntura, prosperar a longo prazo requer entender e abraçar essa característica para evoluir com eventuais erros e crescer cada vez mais forte.

De modo geral, a antifragilidade ajuda a lidar com os riscos e incertezas presentes nos mais diversos âmbitos de nossas vidas. Para entender rapidamente o que é antifrágil, uma boa maneira é pensar na definição do que é frágil, que seria algo que se quebra, rompe ou deforma quando submetido à pressão. O antifrágil nada mais é do é algo que melhora quando está diante de uma situação inesperada. Se você está tendo contato com este conceito pela primeira vez e ainda não entendeu do que se trata, pense em um avião. Se hoje o avião é um dos meios de transporte mais seguros que existem (já que, comprovadamente, é mais provável morrer em um acidente de carro indo para o aeroporto do que dentro de um avião), isso acontece porque no começo da aviação acidentes eram bem comuns - só que, a cada novo acidente, a aviação se reinventava em busca de mais segurança. Pegando um exemplo recente, o acidente com o avião de uma companhia aérea francesa (que após decolar do Brasil caiu no meio do oceano) motivou uma série de mudanças nos sistemas de segurança dos aviões em todo o planeta, a fim de eliminar o congelamento dos sensores durante o voo. Nesse exemplo, todas as empresas do segmento, mais os fabricantes de aviões se reinventaram, aplicando o princípio da antifragilidade.

Tornar-se antifrágil requer, entre outras coisas, analisar as próprias fraquezas. Isso porque o antifrágil cria, com o passar do tempo, a consciência da existência de fatores externos e inesperados e, diante desses fatores, encara a aleatoriedade com naturalidade e como fator benéfico, sempre buscando aperfeiçoamento. Em outras palavras, enquanto o seu concorrente vai pelo caminho da prevenção dos riscos e da antecipação de crises, você se torna o único capaz de crescer e a se desenvolver em situações adversas. Em um mercado cada vez mais competitivo, sobretudo em tempos de pandemia, todos somos constantemente testados. Os mais frágeis não resistem à ocorrência dos eventos inesperados (tais como o lockdown e o isolamento social), e quem absorve o conceito de antifragilidade se torna um sobrevivente.

Sendo assim, caso você resolva aplicar a ideia e se tornar um antifrágil, saiba que não poderá mais adiar uma crise, pois sem a aleatoriedade, o caos, a desordem e o estresse, você não terá como aprender, nem como melhorar e, muito menos, como evoluir. Segundo Taleb,o recomendado é que toda vez que um erro aparecer na sua frente, não acredite que ele vai desaparecer de repente. O jeito mais fácil de superar uma dificuldade é encará-la de frente e buscar maneiras de melhorar usando o erro a seu favor.

Em resumo, ser antifrágil não é adotar uma postura defensiva ante o imprevisível, mas, sim, aprender com ele. Lidando melhor com os riscos, torna-se possível encarar o indesejável não como um problema, mas como uma oportunidade. E, quanto mais exposto às incertezas você estiver, menos acomodado você estará, e consequentemente evitará situações adversas que podem trazer consequências irreversíveis.

(Por Leonardo Azevedo, diretor de Customer Experience da Neo)


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