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Internet no Quênia: balões substituem antenas

  • Terça, 14 Julho 2020 09:19
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Instituto Presbiteriano Mackenzie
  • SEGS.com.br - Categoria: Demais
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Vivaldo José Breternitz

Acaba de entrar em operação comercial no Quênia, o primeiro serviço de internet que utiliza balões ao invés de estações rádio base (antenas).

O serviço é fornecido pela Loon, subsidiária da Alphabet, empresa-mãe do Google, em parceria com a empresa Telkom Kenya, a maior operadora de telecomunicações do Quênia. A tecnologia já havia sido usada para atendimento de urgência a 250 mil usuários em áreas atingidas por um furacão em Porto Rico, no ano de 2017.

A operação começou com 35 balões, cobrindo uma área de aproximadamente 50 mil quilômetros quadrados do Vale do Rift, uma região extensa, pouco povoada, muito pobre e assolada por doenças, onde seria inviável instalar antenas. Moradores da região precisavam se deslocar até 60 quilômetros até a cidade mais próxima quando necessitavam acessar a internet.

O serviço é de qualidade bastante razoável: as velocidades médias de download e upload durante os testes foram, respectivamente, de 18,9 Mb/s (megabits por segundo) e 4,74 Mb/s, enquanto a latência média de foi 19 milissegundos.

Cada balão, flutuando a uma altitude de 20 mil metros, cobre uma área cerca de cem vezes maior que a coberta por uma antena. Inflados com gás hélio, são lançados a partir da Califórnia ou Porto Rico e controlados remotamente a partir de uma estação da Loon instalada no Silicon Valley. Ferramentas de inteligência artificial são usadas para reduzir ao mínimo a intervenção humana em sua pilotagem - ventos fortes ou picos de utilização podem exigir correções no posicionamento dos balões, que são dotados de painéis solares e baterias.

Os provedores pretendem em breve adicionar mais balões ao serviço, o que faz bastante sentido: na fase de testes, foram atendidos 35 mil usuários, mas após o lançamento da operação comercial, esse número deve crescer consideravelmente.

Os balões parecem ser uma alternativa interessante para regiões com características semelhantes.

Vivaldo José Breternitz é Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor da Faculdade de Computação e Informática da Universidade Presbiteriana Mackenzie.


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