Como seguradoras podem evoluir decisões para crescer no mercado
A transformação digital trouxe ganhos importantes de eficiência para o mercado de seguros, mas um novo desafio começa a se impor: a capacidade de evoluir decisões com agilidade. É o que aponta Brick, empresa de tecnologia, em artigo publicado em seu blog, ao destacar que o diferencial competitivo das seguradoras está deixando de ser apenas a automação de processos.
Segundo a empresa, muitas companhias já conseguem automatizar partes do processo de decisão, mas ainda podem levar meses para alterar regras e políticas. “Revisar critérios de subscrição, ajustar limites de cobertura ou modificar políticas de risco frequentemente exige longos ciclos de validação técnica e alterações em sistemas”, afirma a companhia.
Na prática, isso significa que, mesmo com processos digitais, a lógica por trás das decisões continua rígida. “O que deveria ser um ajuste estratégico acaba se transformando em um projeto complexo. E esse atraso tem um custo”, destaca o artigo.
Nos últimos anos, o setor avançou na digitalização, com automação de fluxos e uso de motores de regras. Esse movimento aumentou a agilidade operacional, mas, de acordo com a Brick, não resolve um problema central: a eficiência na adaptação das decisões ao longo do tempo.
“Executar decisões não é o mesmo que evoluir decisões”, ressalta a empresa. Em um ambiente de risco cada vez mais dinâmico, marcado por mudanças regulatórias, oscilações econômicas e ajustes no apetite de risco, a dificuldade em revisar critérios pode se tornar uma desvantagem competitiva.
Outro ponto levantado é que essa rigidez não surge de forma isolada, mas sim do acúmulo de regras, exceções e ajustes ao longo dos anos. “Novas regras são adicionadas, exceções surgem e controles aumentam. Isoladamente, cada ajuste parece razoável. Coletivamente, eles formam um sistema difícil de modificar”, explica Brick.
Esse cenário impacta diretamente a operação. Profissionais técnicos, como atuários e subscritores, passam a dedicar tempo relevante à interpretação de regras e validação de exceções, em vez de focar na análise estratégica.
A análise da empresa aponta dois níveis de maturidade no setor: enquanto a maioria das seguradoras avançou na execução de decisões com foco em velocidade operacional, poucas evoluíram na arquitetura decisória, que permite flexibilidade estratégica.
Nesse contexto, a capacidade de adaptação ganha protagonismo. “Em um mercado onde o risco muda rapidamente, a capacidade de evoluir decisões pode ser tão importante quanto a capacidade de executá-las”, reforça a companhia.
Para o mercado, o recado é claro: mais do que automatizar, será necessário repensar a forma como as decisões são estruturadas, testadas e ajustadas.
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