Uso de IA avança nas empresas, mas decisões estratégicas continuam sob responsabilidade humana
Movimento reflete o aumento da complexidade digital e a intenção de reposicionamento estratégico das companhias
A crescente adoção de inteligência artificial nas empresas está transformando rotinas, processos e a forma como decisões são tomadas nas organizações. Ainda assim, especialistas defendem que o fator humano continua sendo central na condução dos negócios.
No Brasil, uma pesquisa conduzida pela Cisco em parceria com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostra que 51,6% dos brasileiros já utilizam ferramentas de IA generativa, colocando o país entre os líderes globais de adoção da tecnologia. O avanço também se reflete nas empresas. Cerca de 80% das organizações brasileiras já utilizam algum tipo de modelo de inteligência artificial para apoiar os negócios, segundo estudo da NewNew.
Na avaliação de Noemi Sakitani, head de RH da Getronics para a América Latina, a IA deve ser encarada principalmente como uma ferramenta de apoio às decisões estratégicas, e não como substituta da análise humana. “Eu a vejo como uma ferramenta de suporte. Ela pode ajudar muito em tarefas repetitivas e na organização de informações, mas decisões estratégicas ainda exigem avaliação humana”, afirma a executiva.
Tecnologia como apoio à tomada de decisão
Noemi aponta que um dos principais ganhos está na capacidade de processar grandes volumes de dados. “A IA pode fornecer informações relevantes para apoiar decisões. Ela amplia nossa capacidade de analisar dados e identificar tendências. Mas a decisão estratégica depende da nossa interpretação, junto da análise de múltiplas variáveis”, explica.
Nesse contexto, a tecnologia passa a atuar como uma aliada das lideranças empresariais, oferecendo mais informações para embasar decisões e reduzir incertezas em ambientes cada vez mais complexos. Essa visão reflete uma tendência crescente entre empresas que buscam equilibrar inovação tecnológica com uma gestão orientada por pessoas.
A rápida disseminação da inteligência artificial também tem impulsionado discussões sobre qualificação e treinamento nas organizações. De acordo com o mesmo levantamento da OCDE, países que apresentam maior adoção de IA, como Brasil, Índia, México e África do Sul, também registram níveis mais altos de engajamento em treinamentos relacionados à tecnologia.
Esse movimento reforça que o valor das soluções depende diretamente da capacidade das empresas de preparar pessoas para utilizar as ferramentas de forma estratégica, interpretar dados e transformar informações em decisões de negócio.
Cultura organizacional baseada em confiança
“Na Getronics, o uso de tecnologia caminha lado a lado com uma cultura organizacional centrada em respeito e confiança. Somos uma empresa de serviços e nosso principal ativo são as pessoas. Elas precisam estar bem para trabalhar bem”, afirma Noemi.
Para a executiva, mesmo em um cenário de rápida evolução tecnológica, a qualidade das decisões corporativas continua diretamente ligada à capacidade das pessoas de interpretar informações, colaborar e agir com responsabilidade. “A tecnologia evolui rapidamente. O que permanece essencial é a capacidade das pessoas de interpretar informações, resolver problemas e tomar decisões responsáveis”.
Sobre a Getronics
A Getronics é uma fornecedora global de serviços de tecnologia da informação com mais de 130 anos de história. Com mais de 4000 colaboradores em 22 países na Europa, Ásia-Pacífico e América Latina, a Getronics oferece um portfólio robusto em Digital Workspace, Business Apps, serviços de multi-cloud e segurança. A empresa é membro líder da Global Workspace Alliance, que oferece serviços de TI distribuídos em 185 países com um único ponto de contato e entidade de faturamento, gerenciando 10 milhões de ativos no ambiente de trabalho em todo o mundo.
Compartilhe:: Participe do GRUPO SEGS - PORTAL NACIONAL no FACEBOOK...:
<::::::::::::::::::::>