Vendas nas redes sociais: como transformar seguidores em clientes
Especialista da Conaje explica como converter engajamento em negociações efetivas
As redes sociais se tornaram um amplo ambiente de vendas e negociações de produtos nos últimos anos, independentemente do segmento. De acordo com dados da GoDaddy, 43% das pequenas empresas no Brasil já operam em marketplaces ou redes sociais para venderem seus produtos e serviços.
Muitos negócios possuem uma grande quantidade de seguidores, mas esbarram na conversão de vendas de produtos ou serviços. A principal tarefa das empresas é escolher uma narrativa e manter essa comunicação clara e objetiva.
Para Danilo Souza, diretor de comunicação da Confederação Nacional de Jovens Empresários (CONAJE), as redes sociais são excelentes ferramentas para gerar confiança com os consumidores. “Conexão é o que vende. Seguidor engajado é muito bom, mas cliente satisfeito é o que faz com que qualquer negócio continue funcionadno”, afirma.
O acúmulo de funções em uma só pessoa pode ser o principal desafio do empresário que deseja vender nas redes sociais. “É necessário um grande malabarismo. A pessoa precisa gerir todo o fluxo, sendo o criador de conteúdo, o vendedor, estoquista e o suporte do cliente ao mesmo tempo. O grande desafio não é atrair, e sim ter estrutura para converter e entender com qualidade”, diz Danilo.
Outro ponto de atenção é o uso das “fórmulas mágicas” e gurus da internet, principalmente para quem está começando no mundo digital. Os pequenos empreendedores que costumam se comparar com outros negócios, lucros e trajetórias alheias tendem a se frustrar no meio do caminho. “Cada negócio tem um tempo de maturação. O marketing de verdade dá trabalho e não conta com atalhos, mas sim com processos”, comenta o especialista.
Primeiros passos e posicionamento digital
Clareza e objetivo são os principais fatores para quem deseja iniciar as negociações nas redes sociais. As pequenas empresas precisam se posicionar de forma constante e verdadeira. As pessoas estão cansadas de conteúdos robóticos e engessados. É necessário criar conexão humana e real com o público consumidor.
“Para ser relevante nas redes, é necessária atenção para a humanização. A capacidade de criar comunidade é o que vai manter os negócios ativos. O algoritmo muda o tempo todo, mas a confiança do público coloca a empresa à frente do concorrente. Simplificar é o primeiro passo. O mundo digital é uma extensão do negócio físico. Tratar o consumidor como se ele estivesse acabado de chegar na loja física é a diferença”, finaliza.
Sobre a Conaje
A Confederação Nacional de Jovens Empresários (Conaje) é uma entidade sem fins lucrativos que atua há 25 anos no fomento ao empreendedorismo e na capacitação de jovens lideranças empresariais. Está presente em 17 estados e reúne mais de 15 mil jovens empresários. Com 20 movimentos locais ativos, a Conaje promove ações voltadas à formação de lideranças, à geração de negócios e ao fortalecimento de políticas públicas para o desenvolvimento de micro e pequenas empresas. Entre os projetos de maior relevância da entidade estão o Feirão do Imposto, o Conaje Capacita, a Semana Global do Empreendedorismo e o Concurso Nacional de Startups. A Conaje também representa o Brasil em instâncias como BRICS Jovem, FIJE (Federação Ibero-Americana de Jovens Empresários), Mercosul Jovem e G20, na articulação de pautas do empreendedorismo nacional para o cenário internacional.
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