Alta do e-commerce fortalece o transporte e aumenta a importância do corretor de seguros
Em 2025, o comércio eletrônico movimentou R$ 235 bilhões, ampliando a demanda por soluções mais técnicas e especializadas para gestão de riscos no transporte.
O avanço do e-commerce no Brasil vem redesenhando não apenas o consumo, mas toda a estrutura logística do país e, com ela, as demandas por proteção no transporte de mercadorias. Em 2025, o setor movimentou cerca de R$ 235 bilhões, crescimento de 15,3% em relação ao ano anterior. As projeções para 2026 apontam um mercado acima de R$ 258 bilhões, mantendo um ritmo de expansão próximo a 10% ao ano. Nos últimos anos, o e-commerce brasileiro acumulou crescimento médio de 17% ao ano, consolidando o país como um dos principais mercados globais.
Esse avanço tem impacto direto na infraestrutura logística. Apenas em 2025, o Brasil adicionou quase 3 milhões de metros quadrados em galpões logísticos, o maior volume desde 2022, enquanto a taxa de vacância caiu para 7,7%, o menor nível da série histórica. O movimento reflete uma engrenagem em plena expansão, onde o transporte de cargas se torna peça central para sustentar o crescimento.
Com mais veículos nas estradas e operações cada vez mais complexas, cresce também o nível de exposição ao risco. Frotas maiores, rotas mais intensas e cargas mais valiosas exigem soluções de seguros mais técnicas e, principalmente, mais aderentes à realidade de cada operação.
Nesse cenário, ganha força o papel do corretor de seguros como estruturador dessas soluções. Mas, diante da complexidade do transporte e da velocidade do mercado, cresce também a necessidade de apoio especializado.
É esse o ponto destacado por Silvio Formiga, sócio da Fazseg Consultoria em Seguros. “O corretor continua sendo o protagonista da relação com o cliente, mas o nível de exigência aumentou muito. Hoje, para atender frotas e veículos pesados, é fundamental ter ao lado uma consultoria especializada que ajude a entender o risco e estruturar a melhor solução”, afirma.
Segundo ele, o desafio não está apenas na contratação do seguro, mas na leitura da operação. “Cada cliente tem uma dinâmica diferente: tipo de carga, região, uso da frota. Quando existe esse apoio técnico, o corretor ganha mais segurança para orientar e consegue atender melhor uma demanda que só cresce”, explica.
Além da análise de risco e da estruturação das coberturas, esse tipo de apoio também envolve serviços específicos para o dia a dia da operação, como assistências voltadas a frotas e veículos pesados, que garantem suporte em momentos críticos. O ponto é que, muitas vezes, essas estruturas são contratadas sem aderência à real utilização da frota, gerando ineficiências que passam despercebidas. Quando bem estruturada, a combinação entre assistência 24h especializada, modelo de contratação adequado e uma leitura tributária eficiente, com uso de soluções fora da incidência de IOF, pode gerar ganhos relevantes, com potencial de redução de até 8% no custo total da operação.
Para Formiga, o movimento do mercado é claro: o crescimento do transporte impulsionado pelo e-commerce está elevando o nível de exigência técnica. “Não é mais só cotar. É entender, orientar e acompanhar. E isso exige especialização”, resume.
A Fazseg conta com um time dedicado exclusivamente ao segmento de frotas e veículos pesados, além de produtos, serviços e assistências desenhados para atender esse mercado específico. Essa especialização permite maior assertividade na recomendação de coberturas e fortalece o corretor na negociação e no posicionamento junto ao cliente final.
“Quando o corretor conta com uma assessoria especializada, ele ganha velocidade, segurança e profundidade técnica. E isso faz diferença em um mercado cada vez mais exigente”, completa Formiga.
Com o transporte assumindo papel estratégico na economia digital, a tendência é que a demanda por soluções de seguros mais sofisticadas continue crescendo. Nesse cenário, a especialização deixa de ser diferencial e passa a ser necessidade, tanto para corretores quanto para empresas que dependem da logística para crescer.
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