Startups brasileiras: erros comuns na expansão para a América Latina
Tema será destaque em palestra no Kamay Code Rio de Janeiro, evento de inovação que acontece em 18 de março, no Museu do Amanhã
A expansão para outros países da América Latina tem se tornado um caminho natural para startups brasileiras que buscam ampliar mercado e acelerar o crescimento. Apesar da proximidade geográfica e de algumas similaridades culturais, especialistas apontam que a internacionalização dentro da região ainda apresenta desafios relevantes, especialmente para empresas que tentam replicar modelos de negócio sem adaptações locais.
Entre os erros mais recorrentes está a percepção de que os países latino-americanos funcionam de forma homogênea. Na prática, fatores como ambiente regulatório, maturidade digital, hábitos de consumo e dinâmica competitiva variam significativamente entre mercados como México, Colômbia, Chile e Argentina.
“Houve uma evolução importante no ecossistema latino-americano nos últimos anos, mas ainda existe a tendência de olhar para a região como um bloco único. Cada país tem características próprias, e isso impacta diretamente a forma como um produto ou serviço precisa ser estruturado para ganhar escala”, reflete Humberto Matsuda, membro do Comitê de Investimentos da Kamay Ventures.
Outro ponto frequentemente observado por investidores está na adaptação do produto. Startups que tiveram sucesso no Brasil nem sempre conseguem replicar a mesma solução em outros países sem ajustes. Questões relacionadas a meios de pagamento, infraestrutura logística, idioma e preferências do consumidor costumam exigir mudanças operacionais e tecnológicas.
De acordo com Matsuda, a construção de parcerias locais também costuma ser determinante para acelerar a entrada em novos mercados. “Empresas que conseguem se conectar com players do ecossistema local, como corporações, investidores e hubs de inovação, tendem a reduzir o tempo de aprendizado e identificar oportunidades com mais rapidez. Quando a expansão já acontece com clientes globais no portfólio, como Coca-Cola, Bimbo ou Arcor, o cenário muda significativamente. Entrar em um novo país já contando com receita e casos de uso ativos reduz muito o risco da operação e acelera o processo de validação do produto naquele mercado”, explica.
O planejamento financeiro da expansão é outro fator que costuma influenciar o sucesso da estratégia. Processos de adaptação de produto, entendimento regulatório e construção de presença comercial podem levar mais tempo do que o inicialmente previsto pelas startups. “Internacionalizar exige preparação. É importante que as empresas tenham clareza sobre o tempo necessário para validar o modelo em um novo país e sobre os recursos necessários para sustentar essa operação até que ela ganhe tração”, acrescenta Matsuda.
É esta semana: Kamay Code Rio de Janeiro
A discussão sobre estratégias de expansão e colaboração entre startups e grandes empresas deve ganhar espaço na programação do Kamay Code 2026, que acontece nesta semana, no dia 18 de março, no Museu do Amanhã.
O encontro reunirá no Rio de Janeiro líderes de startups, investidores e executivos de grandes empresas para debater como a cooperação entre diferentes atores do ecossistema pode acelerar a inovação e destravar novos modelos de crescimento na América Latina. Com foco em inovação aplicada, o evento também propõe debates e conexões voltadas à geração de negócios e ao desenvolvimento de provas de conceito.
A programação completa pode ser vista pelo site e quem quiser participar basta se inscrever aqui.
Sobre a Kamay Code
A Kamay Code é um evento de inovação feito pela Kamay Ventures, um CVC multicorporativo apoiado por Coca-Cola Latin America, Grupo Arcor, Grupo Bimbo, BID Lab e DFC. O evento busca conectar grandes empresas, startups e líderes do ecossistema para impulsionar soluções de alto impacto. A próxima edição, Kamay Code Rio, acontecerá no dia 18 de março, no Museu do Amanhã. Esta será a segunda edição no Brasil, a primeira ocorreu no Cubo Itaú, em São Paulo, e tem como objetivo ampliar esse sucesso com uma estratégia profundamente conectada ao ecossistema e ao público locais.
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