Escassez de talentos faz empresas investirem em formação interna
Programas in company ganham força como estratégia para desenvolver lideranças e equipes de vendas no varejo
A dificuldade para encontrar profissionais qualificados tem levado empresas brasileiras a olhar para dentro de casa e investir na capacitação de suas próprias equipes. Segundo a pesquisa Talent Shortage Survey, do ManpowerGroup (2026), 80% dos empregadores no Brasil relatam dificuldade para encontrar profissionais com as habilidades necessárias, índice superior à média global de 72%.
De acordo com o consultor de carreira e diretor executivo da ESIC Internacional, Alexandre Weiler, a qualificação interna deixou de ser apenas uma opção e passou a ser uma necessidade para muitas organizações. “O mercado está cada vez mais dinâmico e as empresas perceberam que, muitas vezes, é mais eficiente desenvolver talentos que já conhecem a cultura e o negócio do que buscar profissionais prontos no mercado. A formação in company permite preparar equipes com foco direto nos desafios estratégicos da empresa”, afirma.
Além de fortalecer competências internas, investir na capacitação dos próprios colaboradores também pode representar ganhos financeiros para as organizações. Ao desenvolver profissionais que já fazem parte da equipe, as empresas reduzem custos relacionados a recrutamento, integração e adaptação de novos funcionários, além de aumentar a retenção de talentos e a produtividade.
Entre os setores que mais têm buscado esse modelo de capacitação está o varejo, que enfrenta transformações aceleradas impulsionadas pela digitalização e pelas mudanças no comportamento do consumidor. Programas de formação corporativa têm sido estruturados para atender desde alta liderança e conselhos empresariais até equipes de vendas e atendimento ao cliente, áreas consideradas estratégicas para a competitividade do setor. “No varejo, a experiência do cliente e a capacidade de adaptação das equipes fazem toda a diferença. Muitas empresas têm investido em programas que desenvolvem desde habilidades de liderança até competências em vendas e relacionamento com o consumidor”, explica Weiler.
Segundo ele, uma das principais vantagens da formação in company é a personalização dos conteúdos, estruturados de acordo com as necessidades de cada organização. “Cada empresa tem desafios diferentes. Por isso, os programas são desenhados sob medida, considerando o momento do negócio, o perfil das equipes e os objetivos estratégicos da organização”, explica.
Além da escassez de profissionais no mercado, a evolução tecnológica tem ampliado a necessidade de capacitação contínua dentro das empresas. Pesquisa da IBM aponta que 78% das empresas brasileiras planejam aumentar os investimentos em Inteligência Artificial em 2025, o que deve ampliar a demanda por formação técnica e desenvolvimento de novas competências.
No setor de tecnologia, o desafio é ainda maior. O estudo “Demanda de Talentos em TIC e Estratégia ΣTCEM”, da Brasscom, estima que o Brasil enfrenta um déficit acumulado de cerca de 530 mil profissionais de TI entre 2021 e 2025, evidenciando o descompasso entre a demanda do mercado e a formação de novos talentos.
Com sede em Curitiba, a ESIC Internacional é uma instituição de ensino fundada na Europa em 1965, com matriz em Madrid e presença global. A escola possui 12 campi na União Europeia e atuação também na China e nos Estados Unidos. Voltada à formação de líderes e executivos, a instituição atua em áreas como ensino fundamental e médio, ensino superior internacional, MBAs, pós-graduação e educação executiva e corporativa, incluindo programas personalizados in company. Ao longo de sua trajetória, já formou mais de 80 mil alunos e figura entre as 20 melhores instituições em rankings de publicações como Forbes, Bloomberg, Wall Street Journal e QS, além de possuir nota máxima do MEC no Brasil.
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