IA transforma o monitoramento e a segurança veicular no Brasil
Por Vitor Corrêa, gerente de Comando e Monitoramento do Grupo Tracker
O Brasil possui uma das maiores frotas de veículos do mundo. Segundo dados consolidados do Denatran, o país ultrapassa a marca de 120 milhões de veículos registrados, considerando automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus e motocicletas. Esse volume expressivo amplia os desafios relacionados à segurança patrimonial e torna a gestão de risco um tema central para proprietários individuais, empresas, frotistas e seguradoras.
Em 2025, apenas o Estado de São Paulo registrou 88.544 boletins de ocorrência envolvendo roubo ou furto de veículos de todos os segmentos (automóveis, pick-ups, SUVs, utilitários, caminhões e motocicletas), conforme aponta o Boletim Tracker Fecap. O número ilustra a dimensão do problema e reforça a importância de soluções tecnológicas capazes de mitigar prejuízos e reduzir sinistros.
Observamos, nos últimos anos, uma mudança relevante na dinâmica criminal. A migração do roubo para o furto de veículos reflete uma estratégia adotada pelos criminosos para reduzir riscos e aumentar a probabilidade de êxito. Do ponto de vista legal, o furto é considerado um crime menos grave que o roubo e, em muitos casos, mais difícil de ser comprovado, o que contribui para essa mudança de comportamento.
Na prática, isso significa ações mais cautelosas e oportunistas. Os criminosos passaram a atuar, com maior frequência, em momentos de vulnerabilidade: durante refeições, entregas, períodos de descanso ou em locais com baixa supervisão. Esse novo cenário exige evolução contínua das tecnologias de segurança e das estratégias de monitoramento. O uso de soluções híbridas com dupla comunicação, como GPS e radiofrequência, torna-se fundamental. Essa combinação amplia a capacidade de monitoramento em tempo real e aumenta significativamente as chances de localização em caso de roubo ou furto, inclusive em situações em que há tentativa de bloqueio de sinal.
No Grupo Tracker, essa estratégia é sustentada por uma infraestrutura robusta, com rede própria de radiofrequência e mais de 40 mil antenas dedicadas distribuídas pelo território nacional, a maior na América Latina. Essa capilaridade é determinante para a efetividade das operações de recuperação.
Outro avanço decisivo é a aplicação de inteligência artificial ao monitoramento. O sistema cruza, em tempo real, dados provenientes de tecnologias como GPS, LBS e radiofrequência, correlacionando essas informações com padrões comportamentais, regiões de risco, tipos de veículos e horários de maior incidência.
A análise automatizada permite a geração de alertas preditivos, possibilitando que a central de operações atue de forma antecipada, muitas vezes antes mesmo da comunicação formal do sinistro. Isso reduz o tempo de resposta, aumenta a eficiência operacional e amplia as probabilidades de restituição do bem.
Esse modelo também é apoiado por um sistema avançado de mapeamento de risco, que identifica regiões com maior incidência de ocorrências, áreas com presença de desmanches e locais com histórico de uso de bloqueadores de sinal (jammer). A combinação entre inteligência de dados e estratégia operacional permite atuação mais direcionada e preventiva.
Mas a tecnologia não opera sozinha. A operação é conduzida por uma equipe especializada, com mais de 25 anos de experiência no combate ao roubo e furto de veículos. A integração entre inteligência artificial, infraestrutura tecnológica e expertise operacional tem garantido elevados índices de recuperação e resultados consistentes, mitigando prejuízos em todos os segmentos atendidos.
O cenário criminal é dinâmico e, para acompanhar esse movimento, é essencial que as empresas de rastreamento invistam continuamente em inovação, análise de dados e inteligência aplicada. Para os proprietários de veículos, transportadores, seguradoras e gestores de frota, trata-se de uma ferramenta decisiva para proteger ativos, reduzir impactos financeiros e fortalecer a segurança patrimonial.
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