Unimed Londrina faz primeiro implante de marcapasso sem eletrodo no átrio da América do Sul
Procedimento minimamente invasivo utiliza tecnologia recém-introduzida no Brasil
O Hospital Regional Unimed Londrina realizou um procedimento inovador na área de estimulação cardíaca: o implante de um marcapasso sem eletrodo diretamente no átrio do coração. A tecnologia é extremamente recente e começou a ser utilizada no Brasil em fevereiro deste ano. Até então, no país, havia sido realizado apenas um implante do dispositivo envolvendo átrio e ventrículo. O procedimento feito na cooperativa no início de março é o primeiro na América do Sul com implante exclusivo no átrio.
Diferentemente do marcapasso convencional, que exige a passagem de eletrodos — fios que conduzem os estímulos elétricos — até o coração, o novo dispositivo dispensa esses cabos, reduzindo riscos associados à presença dos fios nas veias e nas cavidades cardíacas.
“O marcapasso tradicional é implantado no tórax e utiliza eletrodos que passam pelas veias até o coração para levar o estímulo elétrico. Em alguns pacientes isso pode gerar complicações, como infecções ou obstruções vasculares. No caso que tratamos hoje, o paciente apresentava trombose por onde passavam esses fios”, explica o cardiologista Dr. Gustavo Galli.
Segundo o médico, a nova tecnologia amplia as possibilidades de tratamento para perfis específicos de pacientes, como aqueles que realizam hemodiálise, apresentam problemas de coagulação ou que têm limitações para o implante convencional.
O dispositivo mede cerca de três centímetros, mas possui bateria de longa duração, que pode chegar a até dez anos. O implante é realizado por cateterismo, em um procedimento minimamente invasivo feito pela virilha.
“Introduzimos o dispositivo por meio de um cateter e o conduzimos até o coração, onde ele é implantado no local adequado. É um procedimento rápido, seguro e com recuperação muito tranquila para o paciente”, destaca o especialista.
Mesmo com poucos meses de funcionamento, o Hospital Regional Unimed Londrina já realiza procedimentos de alta complexidade. Por se tratar de uma tecnologia inovadora e ainda em fase inicial de implementação no mundo, o implante contou com o suporte de uma equipe dos Estados Unidos, responsável pelo acompanhamento e controle de qualidade dos primeiros procedimentos realizados globalmente.
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