Cinco tendências estratégicas para empresas em 2026, segundo a Claranet
IA Agêntica, dados governados, cibersegurança e computação verde deixam de ser apostas tecnológicas e passam a compor a infraestrutura estratégica do crescimento empresarial
O avanço acelerado da inteligência artificial, aliado à pressão por eficiência, escala e sustentabilidade, está levando a inovação corporativa a um novo patamar. Em 2026, mais do que adotar novas tecnologias, as empresas precisarão estruturar bases sólidas para sustentar operações cada vez mais autônomas e orientadas por dados. A partir de sua atuação global em cloud, dados, plataformas digitais e cibersegurança, a Claranet, provedora global de serviços de tecnologia, mapeou cinco tendências de tecnologia que devem impactar diretamente a competitividade dos negócios no próximo ciclo.
“Já não estamos mais em uma fase experimental da inovação, estamos em um momento em que tecnologia passa a definir o modelo operacional das empresas. Quem não estruturar essa base corre o risco de perder relevância em um intervalo muito curto de tempo”, afirma Leonardo Piva, diretor de Novos Negócios, Parcerias, Produtos e Marketing da Claranet no Brasil.
IA Agêntica passa a operar processos, não apenas apoiar decisões
A principal ruptura para 2026 é a consolidação da IA Agêntica (Agentic AI), que evolui de sistemas consultivos para agentes capazes de planejar, decidir e executar fluxos de trabalho completos de forma autônoma. Isso muda a lógica de produtividade e escala: crescer deixa de significar apenas contratar mais pessoas e passa a depender da capacidade de orquestrar agentes digitais integrados ao negócio.
“O impacto não é só tecnológico, é organizacional. A IA passa a assumir operações contínuas, enquanto as pessoas se concentram em definir o direcionamento e as especificações do trabalho desses agentes, além de ter mais tempo para focar em estratégia e inovação”, explica Piva.
Dados se tornam o principal ativo econômico da era da IA
Com a IA no centro das operações, plataformas de dados modernas, baseadas em arquiteturas como Data Mesh e Data Fabric, deixam de ser uma escolha técnica e passam a ser um fator crítico de competitividade. Essas arquiteturas permitem federar dados entre áreas com governança, qualidade e rastreabilidade. Segundo a Claranet, empresas que tentam acelerar a IA sem resolver a base de dados acabam construindo soluções frágeis, com baixo retorno e alto risco operacional. “Não existe IA eficiente sem dados confiáveis. O algoritmo pode ser sofisticado, mas sem dados prontos para a IA, o investimento não se sustenta”, reforça Fabio Santos, COO da Claranet no Brasil.
Cibersegurança cognitiva vira habilitadora direta da inovação
Em 2026, a cibersegurança se consolida ainda mais como um tema não só de proteção e compliance. Com a ascensão da IA ofensiva, ataques se tornam mais rápidos, automatizados e personalizados, tornando modelos reativos insuficientes.
A Claranet aponta a evolução para a cibersegurança cognitiva, que utiliza IA defensiva para antecipar ameaças em tempo real e integrar segurança desde o desenho das soluções (Security by Design). “Empresas mais maduras entendem que só é possível inovar com velocidade quando a segurança está integrada à arquitetura. Confiança digital vira um ativo estratégico”, afirma Luciano Simão, CISO da Claranet no Brasil.
Green Data Centers entram na equação de custo e soberania de dados se torna um tema importante na competitividade global
O crescimento exponencial do uso de IA intensifica o consumo energético e reposiciona os Data Centers sob a ótica da pauta de ESG. Eficiência energética, conformidade regulatória e menor pegada de carbono passam a influenciar diretamente decisões de investimento e localização de operações.
Nesse cenário, o Brasil se destaca pela matriz energética predominantemente renovável, criando oportunidades para operações intensivas em dados e IA com menor impacto ambiental e maior atratividade global.
Em um cenário global com tensões geopolíticas mais presentes, disputas comerciais e regulações cada vez mais rígidas sobre privacidade, a soberania de dados emerge como uma tendência estratégica. À medida que países reforçam controles sobre onde e como informações críticas podem ser armazenadas e processadas, organizações passam a repensar suas arquiteturas digitais para garantir conformidade, reduzir exposição a riscos internacionais e preservar autonomia operacional. Esse movimento transforma a soberania de dados de um tema regulatório para um a questão estratégica.
Alerta para lideranças
Para a Claranet, o maior risco para os Executivos não é a adoção tardia de uma tecnologia específica, mas a obsolescência acelerada causada pela falta de base estrutural. A distância entre empresas que organizam dados, segurança e governança agora e aquelas que adiam essas decisões tende a se tornar rapidamente irreversível.
“Não estamos falando de ficar um pouco menos eficiente. Estamos falando de competir contra empresas que operarão com uma força de trabalho digital autônoma, 24 horas por dia, tomando decisões em tempo real. Ignorar isso pode significar simplesmente deixar de competir”, conclui Piva.
Sobre a Claranet
A Claranet é uma provedora global de serviços de tecnologia com um propósito claro: impulsionar o futuro digital dos clientes. Com expertise em Cloud, AI, Data, Cybersecurity, Applications e Workplace, atua de forma consultiva, apoiando empresas em todas as etapas na jornada da transformação digital, desde a estratégia até a implementação de soluções personalizadas, com eficiência.
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