Previdência aberta sofre queda de 96% na captação líquida
Dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida — FenaPrevi indicam queda significativa na captação líquida (volume de aportes menos o total de retiradas) nos planos de previdência aberta.
De acordo com a entidade, o volume apurado de janeiro a novembro de 2025 – aproximadamente R$ 2 bilhões – é 96,3% menor que a soma registrada no mesmo período em 2024.
Esse resultado é consequência do aumento da ordem de 13,9% nos resgates, que somaram R$ 140 bilhões de janeiro a novembro do ano passado e da queda expressiva dos aportes.
Segundo a FenaPrevi, as contribuições totalizaram R$ 142 bilhões até novembro de 2025, uma queda de 19,6% (em valores, mais de R$ 36,5 bilhões) quando comparadas ao mesmo intervalo do ano anterior.
Somente em novembro, houve diminuição de 32,5% nos aportes, que somaram R$ 9,3 bilhões nesse mês, acompanhado por uma alta de 2,6% nos resgates (R$ 11,7 bilhões), levando à captação líquida negativa de 2,3 bilhões, uma retração de 195,8% contra o observado em novembro do ano anterior.
No final de novembro, o setor administrava R$ 1,8 trilhão em ativos, o que equivale a aproximadamente 13,9% do PIB brasileiro.
A FenaPrevi informou ainda que 90% do total arrecadado entre janeiro e novembro foi destinado para os planos VGBL – Vida Gerador de Benefício Livre –, enquanto 8% do total (R$ 11,1 bilhões) foi aportado em planos PGBL – Plano Gerador de Benefício Livre – e os 2% restantes em planos Tradicionais.
Até novembro existiam mais de 13,6 milhões de planos de previdência aberta no Brasil. Desses, pouco mais de 8,5 milhões de planos eram do tipo VGBL (63%); outros 23% (3,1 milhões de planos) eram PGBL e 14% (cerca de 2 milhões de planos) se referem aos Tradicionais.
Os referidos planos pertencem a 11,2 milhões de pessoas, dos quais 8,9 milhões estavam em planos individuais.
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