Projetos de IA em 2026: por que a maioria falha e o que empresas líderes fazem diferente
Estudo do MIT expõe o abismo entre o hype dos AI Agents e o valor real para as empresas
Apesar do avanço acelerado da inteligência artificial generativa no ambiente corporativo, a maior parte das iniciativas ainda não consegue sair do discurso para o impacto real no negócio. Um estudo do MIT Sloan Management Review, em parceria com o Boston Consulting Group (BCG), aponta que 95% das iniciativas de IA generativa, incluindo pilotos e projetos corporativos, não geram retorno financeiro mensurável nem impacto significativo nas operações, revelando um descompasso entre adoção tecnológica e geração efetiva de valor.
O relatório “The GenAI Divide: State of AI in Business 2025” mostra que o principal obstáculo não está na tecnologia, mas na forma como a IA é implementada. Muitas empresas tratam agentes inteligentes como soluções prontas, apostando que plataformas no-code, por si só, serão capazes de escalar resultados. Sem capacitação adequada, governança e integração com sistemas críticos, como CRMs e ERPs, esses projetos permanecem restritos a experimentos isolados, sem impacto financeiro relevante.
É a partir desse diagnóstico que empresas especializadas em adoção corporativa de IA estruturam as estratégias, combinando capacitação profunda em capacidades práticas de agentes inteligentes, entendimento dos processos corporativos e plataformas flexíveis, desenhadas para se integrar às principais infraestruturas tecnológicas das organizações. Para Tiago Morelli, da Go Enablers, o erro do mercado está em confundir acesso à ferramenta com maturidade no uso da IA.
“Não basta simplesmente oferecer um agent builder. É fundamental capacitar profundamente as pessoas em todas as competências práticas que envolvem o uso de agentes inteligentes e, a partir disso, disponibilizar uma plataforma flexível e intuitiva. Essas são premissas das quais grandes players como Microsoft, Google e similares ainda estão muito distantes.”
A experiência prática reforça esse ponto. Em projetos corporativos já em operação, observa-se que apenas 10% a 20% dos profissionais treinados conseguem se destacar na construção de agentes realmente estratégicos, capazes de gerar ganhos exponenciais de produtividade, eficiência operacional e qualidade na tomada de decisão quando conectados aos objetivos do negócio.
À medida que o hype em torno da IA generativa dá lugar a uma fase mais madura, empresas que desejam se diferenciar precisarão ir além da adoção de novas ferramentas e cada vez se torna mais essencial ter a IA incorporada ao negócio, transformando pilotos em operações escaláveis e mensuráveis, e evitando que a maioria dos projetos continue sem gerar valor, como apontam os dados do estudo do MIT.
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