A análise do projeto de lei sobre o rol taxativo, em trâmite no Senado Federal, deverá impactar os preços dos planos de saúde
Pesquisa ANAB de Assistência Médica evidenciou que quase 50% dos brasileiros precisaram ajustar contas para manter o benefício no último ano.
Mudança no rol deve trazer ainda mais desafios para a população fechar essa conta
“O Congresso Nacional está prestes a mudar, em tempo recorde, a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), pelo rol taxativo, que deverá impactar os preços dos planos e os próximos reajustes, sem contar o aumento das demandas judiciais”, alerta o advogado Alessandro Acayaba de Toledo, presidente da Associação Nacional das Administradoras de Benefícios (ANAB).
A recente Pesquisa ANAB de Assistência Médica confirma que a saúde é bastante valorizada pelos brasileiros, seja ele usuário do SUS ou possuidor de plano de saúde. O serviço é tão importante que 47% precisaram ajustar o orçamento no último ano para não perder o benefício.
“Ficou evidenciado, na última pesquisa ANAB, que 83% dos brasileiros desejam ou temem perder o plano de saúde. Isso pode ser explicado com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), onde 45,4% dos titulares de plano possuíam um serviço pago parcial ou integralmente pelo empregador”, destaca o presidente da ANAB.
Na última atualização da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), com dados de beneficiários de planos de saúde, o crescimento continua sendo puxado pela modalidade coletivo empresarial, que alcançou, em junho, 34,4 milhões de beneficiários, ou seja, 69,2%, do total de 49,8 milhões.
A Constituição Federal estabelece que “A saúde é um direito de todos e um dever do Estado”. Conclui-se, portanto, que no caso de aprovação pelo Congresso Nacional do rol exemplificativo, a população pode exigir do Estado cobertura ilimitada para a assistência médica, entende Alessandro Acayaba de Toledo..
Sobre ANAB
A Associação Nacional das Administradoras de Benefícios (ANAB) representa as empresas que fazem a gestão e comercialização de planos de saúde coletivos, aquela em que o benefício é vinculado a alguma empresa ou entidade de classe a que o consumidor pertença. De acordo com a ANS, há 176 administradoras de benefícios cadastradas no país. Levantamento da ANAB aponta que, nos últimos 10 anos, quem tinha uma administradora de benefícios na gestão do plano de saúde economizou mais de R$ 6 bilhões. Esse valor representa a diferença entre o reajuste pedido pelas operadoras anualmente e o efetivamente cobrado dos clientes das administradoras de benefícios após a atuação dessas empresas na negociação em prol dos consumidores.
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