Felicidade corporativa
Artigo da especialista em desenvolvimento humano Flávia Knop
Parece uma utopia colocar a palavra felicidade em uma mesma frase que “corporativismo”, mas não é. O mundo atual, pós pandemia, evidenciou ainda mais a necessidade de conciliar o trabalho com a vida pessoal e mais do que isso, hoje é fundamental ser feliz fazendo o que ama e não somente trabalhando.
Devemos começar a entender o real significado de “felicidade”. Segundo o escritor Deepak Chopra ser feliz está diretamente ligado a um motivo externo e tem ligação com outros dois conceitos: o de dor e o de prazer. Já a alegria (joy) vem de dentro, independentemente do que está acontecendo a sua volta. Chopra chama-a de “leveza do ser”.
E por que as empresas deverão se preocupar com isso? Simples, colaboradores mais felizes são mais produtivos. E o que levará a um aumento de faturamento da empresa. A partir desse pensamento a “felicidade” passou a ser então uma estratégica de gestão. Grave essa equação: funcionário feliz + empresa feliz = lucro. Posso citar aqui Shawn Achor, escritor do livro “O Jeito Harvard de ser Feliz”, diz que o ser humano não precisa do sucesso para ser feliz, mas a felicidade potencializa nossos resultados, produtividade e ganhos financeiros.
Como conseguir isso? Cabe aos gestores criar um ambiente positivo, que estimule um astral bom entre os colaboradores. Principalmente em um ano cujo tivemos diversos desafios e uma migração em massa para o home office, onde a saúde mental e emocional dos colaboradores parecem ter tomado uma proporção nunca antes vista nas companhias.
Para ajudar nessa missão seguem algumas dicas:
1) Promova o dia da gratidão: a gratidão é uma emoção positiva muito poderosa e ajuda a espantar outras emoções negativas. Repare como a nossa mente tem a tendência a ser ingrata, damos sempre mais valor as coisas que perdemos do que o que ganhamos. Quando você passar a incentivar seus colaboradores a agradecer mais notará que com o tempo haverá uma diminuição de reclamações, queixas, fofocas, discórdia, raiva, brigas e desentendimentos. O exercício ajudará com que eles tragam a memória os momentos bons ou ruins que aconteceram na semana e para os quais somos gratos de alguma forma.
Um estudo realizado pela Wharton School, da Universidade da Pensilvânia, o agradecimento revelou resultados imediatos. Gerentes que passaram a dizer um simples “obrigado” aumentaram muito a produtividade de sua equipe de trabalho. Link da pesquisa: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/20515249/
2) Alinhe metas: Estamos falando de felicidade e ela não existe sem que haja o envolvimento da vida pessoal do seu colaborador. Para incentivar e motivar a sua equipe você pode traçar metas individuais que foquem no trabalho, na equipe e no pessoal. Por exemplo: Peça para que eles coloquem em um papel metas pessoais como viagens, compra de uma casa, um carro, uma moto, a faculdade do filho, uma viagem etc. E depois as metas profissionais. E monte um cenário que faça o seu colaborador entender como uma está diretamente ligada a outra e como ele pode conseguir conquistar esse desafio.
3) Ofereça programas voltados para a saúde mental: Na pandemia ficou ainda mais evidenciado a importância de manter ações que ajudem aos colaboradores a cuidar da saúde mental. Uma boa opção para isso é investir em programas de mindfulness – atenção plena. Isso irá ajudar no foco, finalização de tarefas, controle da ansiedade e fará com que a mente consiga além de ser mais produtiva, também descansar.
4) Apoio psicológico: as maiores causas de afastamento do trabalho são doenças como: burnout, depressão e síndromes do pânico. Isso é o resultado de conflitos mentais, dores e problemas que não foram resolvidos e que se acumularam ao longo do tempo.Para que você entenda melhor a gravidade desse problema um estudo feito pela Organização Mundial de Saúde (OMS) indicou que, até o final de 2020, a depressão causada pelo ambiente corporativo vai pular da 4ª para a 2ª posição no ranking das principais causas de afastamento do trabalho no mundo, afetando 121 milhões de profissionais. Somente no Brasil, estima-se que 17 milhões de pessoas sofram com essa doença nas empresas. Manter uma linha aberta e oferecer acompanhamento psicológico aos seus colaboradores pode ser uma ajuda necessária e evitar afastamentos.
Artigo de autoral da Flavia Knop
Bacharel em direito e contadora experiente em análise gerencial, plano e reestruturação de negócios. Também aprimorou-se nas áreas de humanas, especializando em neurociência, comportamento, programação neurolinguística, carreira, liderança e psicologia positiva.
Formação e desenvolvimento de pessoas, com alta capacidade de performance e entrega profissional. Especialista e treinadora em gestão de pessoas, com expertise direta para líderes e equipes.
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