Pedrinha Promove Live Sobre Olhar Positivo Diante do Isolamento
O Clube da Pedrinha RS promoveu uma live na noite de segunda-feira, 08 de junho, em seu perfil no Instagram, com a psicóloga Arieli de Freitas Groff. Crise e Oportunidades: Um Olhar Positivo Sobre o Isolamento foi o tema da atividade virtual, que teve a mediação da presidente da entidade, Suellen Farias. A live constitui-se em um bate papo descontraído entre a convidada, a mediadora e os internautas que fizeram observações e questionamentos para a psicóloga.
Especialista em crises, luto e gestão de negócios e pessoas, Arieli iniciou a atividade refletindo a respeito dos desdobramentos decorrentes do isolamento social e da crise econômica provocados pela pandemia da Covid-19. De acordo com a psicóloga cada um está sendo afetado pela atual situação de uma maneira diferente. “Não posso achar que uma pessoa que perdeu seu emprego devido à pandemia está no mesmo barco que alguém que segue com seu trabalho ou sua atividade profissional”, ressaltou.
“Quando reconheço que estou num lugar, diante de um cenário maior, extremamente privilegiado eu preciso fazer algo com isso. E aí eu tenho quase que uma obrigação de olhar o lado positivo de tudo que está se vivendo e verificar de que forma posso contribuir para as outras pessoas. Venho me colocando nesse papel de levar esse olhar mais positivo esse momento, que é difícil para todos, embora não estejamos no mesmo barco”, complementou Arieli. Na opinião da psicóloga é preciso que cada um comece a reconhecer em que barco está e verifique aquilo que existe de positivo em seu barquinho, para encontrar forças e seguir remando, inclusive em prol de outras pessoas também. “Esse é meu convite hoje, que possamos fazer essa reflexão”.
Em tom reflexivo a convidada argumentou que cada ser humano está percebendo a crise de um jeito diferente e que nesse sentido todos somos vítimas, pois cada um é afetado de uma forma. Quando ocorre uma quebra de nosso mundo presumido se instala uma crise e nesse caso a situação atinge a todos, pois acontece em escala mundial, mas de forma diferente. “Entretanto, permanecer no papel de vítima é uma escolha. Que papel é esse que eu me coloco e que escolha eu faço diante de uma crise inevitável”, questionou. Segundo a psicóloga, cada pessoa precisa olhar e ver quais são os seus recursos de enfrentamento, ou seja, quais são as ferramentas internas que cada um possui. “Não podemos esperar a mudança do cenário para agirmos, pois o cenário já mudou. Nenhum de nós é a mesma pessoa em comparação a época do início da pandemia. Nós já somos outras pessoas, porque ninguém vive uma crise sem se transformar”.
Para Arieli, a crise nos impõe um processo de luto. E nesse caso específico ela considera que toda a sociedade está de luto. “A vida como conhecíamos não existe mais. Isso nos foi tirado. E quando algo é subtraído de nós, por conseqüência vivemos um processo de luto. Estamos enlutados porque perdemos as nossas rotinas e convivências. Alguns perderam salários, outros a liberdade de ir e vir. A nossa rotina não é a mesma e não será mais igual, pois nós já não somos mais os mesmos. E como voltaremos para o mundo onde nós não somos mais os mesmo. Com certeza o mundo estará diferente”.
Para a psicóloga, diante da nova realidade é fundamental que cada indivíduo consiga encontrar recursos de enfrentamento, além de evitar as notícias trágicas. “O que me faz bem, o que me energiza? Isso inclui até aquelas coisas mais bobas e simples, mas que têm um significado especial. São nas pequenas coisas que encontramos motivação para seguir adiante”, exemplificou Arieli.
A especialista convidou a todos a fazerem no final da live questionamentos relativos aos recursos de enfrentamento respondendo as seguintes perguntas: “o que te faz bem, o que te oxigena e o que te energiza?”
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