Proteína em excesso pode prejudicar os rins: médica explica os riscos por trás das dietas da moda
As dietas hiperproteicas ganharam popularidade nos últimos anos, impulsionadas pela promessa de emagrecimento rápido e ganho de massa muscular. Nas redes sociais e nas academias, aumentar o consumo de proteínas virou sinônimo de saúde e boa forma. Mas, especialistas alertam que o excesso pode trazer consequências importantes, especialmente para os rins, e que a busca por resultados imediatos não deve ignorar os limites do organismo.
De acordo com a médica nefrologista, Manuela Lordelo, o consumo elevado de proteínas por períodos prolongados pode sobrecarregar os rins, que são responsáveis por filtrar substâncias do sangue. “Quando há proteína em excesso, esse sistema precisa trabalhar mais, o que pode levar a um aumento da filtração renal de 30 a 60% e, ao longo do tempo, favorecer o surgimento de alterações na função do órgão. Estudos indicam que dietas acima de cerca de 2g de proteína por quilo de peso corporal ao dia já acendem um sinal de alerta, podendo inclusive elevar o risco de cálculos renais”, explica a médica.
O problema se torna ainda mais preocupante em pessoas que já possuem algum grau de comprometimento renal, que muitas vezes é silencioso. Manuela Lordelo conta que, nesses casos, a ingestão exagerada de proteínas pode acelerar a perda da função dos rins sem que o indivíduo perceba através de mecanismos como inflamação, fibrose e glomeruloesclerose. Além disso, o consumo indiscriminado de suplementos proteicos, como whey protein, sem orientação adequada, também pode agravar o cenário. “Sintomas como inchaço, pressão alta e alterações na urina costumam aparecer apenas em estágios mais avançados, o que reforça a importância da prevenção”, afirma a nefrologista.
Para evitar riscos, a recomendação é buscar equilíbrio e organização da dieta. Nem todo organismo precisa de grandes quantidades de proteína, e a ingestão ideal varia conforme peso, rotina e objetivos. O acompanhamento com profissionais de saúde é fundamental para ajustar o consumo de forma segura, além da realização de exames simples que avaliem a função renal. Como destaca Manuela Lordelo, mais importante do que seguir modismos é garantir que a alimentação seja adequada, sustentável e, acima de tudo, segura para a saúde a longo prazo.
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