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Ansiedade coletiva: Por que Março costuma ser o mês em que o cansaço emocional aparece

  • Segunda, 09 Março 2026 18:41
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Carol Freitas
  • SEGS.com.br - Categoria: Saúde
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Especialistas explicam por que a sobrecarga mental tende a se intensificar neste período do ano e como reconhecer sinais de esgotamento emocional antes que eles se agravem

Embora o início do ano seja frequentemente associado a recomeços e novas metas, é no mês de março que muitas pessoas começam a perceber o peso real da rotina. Após o período de férias, festas e planejamentos, a volta completa às responsabilidades profissionais, financeiras e pessoais pode desencadear uma sensação crescente de sobrecarga emocional.

Nos últimos anos, especialistas em comportamento humano têm chamado atenção para um fenômeno cada vez mais comum: a chamada ansiedade coletiva. Diferente de um quadro individual de ansiedade, o termo descreve um estado emocional compartilhado por grandes grupos de pessoas que vivenciam, ao mesmo tempo, sensações semelhantes de pressão, cansaço mental e dificuldade de desacelerar.

O cenário se reflete também nos números. Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que o Brasil está entre os países com maior prevalência de transtornos de ansiedade do mundo. Estima-se que cerca de 18,6 milhões de brasileiros, aproximadamente 9,3% da população, convivam com o problema, um índice muito acima da média global, que gira em torno de 3,6% a 4%. Além disso, levantamentos do Ministério da Saúde mostram que as internações relacionadas a estresse e ansiedade entre jovens de 13 a 29 anos cresceram 136% na última década, evidenciando a dimensão do desafio para a saúde pública.

Para Núria Santos, especialista em comportamento coletivo e inteligência emocional, esse tipo de esgotamento está diretamente ligado ao ritmo acelerado da vida contemporânea.

“Hoje vivemos em uma cultura que valoriza produtividade constante. Existe uma expectativa de que as pessoas estejam sempre entregando resultados, evoluindo e demonstrando estabilidade emocional, mesmo em cenários de instabilidade econômica, excesso de informação e pressão social. Essa soma de fatores cria um ambiente emocionalmente desgastante”, explica Núria Santos.

Segundo a especialista, março costuma ser o período em que esse desgaste se torna mais evidente. Isso acontece porque, após o entusiasmo inicial de janeiro e a pausa simbólica de fevereiro, muitas pessoas começam a confrontar a realidade das metas, das cobranças profissionais e das responsabilidades acumuladas.

“Existe uma narrativa cultural de recomeço no início do ano, mas é em março que as demandas reais aparecem com mais intensidade. Quando as expectativas criadas no começo do ano não se alinham com a realidade, surge uma sensação de frustração e cansaço emocional que pode aumentar a ansiedade”, afirma a especialista.

Outro fator que contribui para esse cenário é o impacto das redes sociais. A exposição constante a conquistas, metas e estilos de vida aparentemente bem-sucedidos pode intensificar comparações e aumentar a sensação de insuficiência.

De acordo com Núria Santos, reconhecer esse estado emocional coletivo é fundamental para evitar que a sobrecarga evolua para quadros mais graves, como crises de ansiedade, burnout ou esgotamento psicológico.

“Muitas vezes o cansaço emocional é tratado como fraqueza ou falta de disciplina, quando na verdade ele é um sinal de que a mente está lidando com excesso de estímulos e pressão. Aprender a reconhecer limites, reorganizar prioridades e buscar apoio emocional são atitudes essenciais para preservar a saúde mental”, destaca Núria.

Para a especialista, discutir saúde mental de forma aberta e preventiva é um dos caminhos para construir uma relação mais equilibrada com o trabalho, as expectativas pessoais e o ritmo da vida moderna.

“Cuidar da saúde mental não é apenas uma escolha individual. É uma necessidade coletiva diante das demandas do mundo atual. Quanto mais consciência tivermos sobre isso, mais preparados estaremos para viver de forma mais saudável e sustentável”, conclui a especialista.

Sobre Núria Santos

CEO da Tijoleste e mentora do método Evo, Núria Santos atua com inteligência emocional aplicada e empreendedorismo feminino. Sua metodologia combina práticas de autoconhecimento, neurociência emocional e estratégia de performance.


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