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Alerta vascular para o Dia das Mães: por que as varizes merecem um diagnóstico tão sério quanto a pressão alta?

  • Quinta, 23 Abril 2026 18:05
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Fran Oliveira
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Muitas mulheres adiam a consulta vascular por anos, enquanto a doença avança silenciosamente. Quando finalmente procuram ajuda, o tratamento minimamente invasivo já não é mais suficiente

A mulher que se desdobra entre os cuidados com a casa, os filhos e a carreira raramente se coloca como prioridade na própria agenda. O corpo, no entanto, cobra a conta desse descuido, e o sistema vascular das pernas é um dos primeiros a manifestar os sinais dessa sobrecarga silenciosa.

O que muitas mães chamam de "cansaço normal" depois de um dia longo pode ser, na verdade, um sinal precoce de insuficiência venosa crônica. “A doença atinge veias das pernas que perdem a capacidade de bombear o sangue de volta ao coração. Em vez de subir, o sangue represa. As veias dilatam. A parede vascular enfraquece. O resultado vai desde os pequenos vasos visíveis na superfície até varizes grossas e tortuosas, acompanhadas de dor, peso, coceira e inchaço que piora ao fim do dia”, avalia a Dra. Haila Almeida, médica cirurgiã vascular e fundadora do Instituto Alphaveins, clínica referência em medicina vascular de alta performance.

Dados da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) indicam que 38% da população adulta brasileira convive com algum grau de varizes. Entre as mulheres, a prevalência é ainda maior. A razão é fisiológica e hormonal. O estrogênio, por exemplo, relaxa a parede das veias. A progesterona, em níveis elevados durante a gravidez ou com uso de anticoncepcionais, também compromete o tônus venoso. Soma-se a isso o fator genético: se a mãe ou avó tiveram varizes, o risco herda-se junto com os traços de família.

A cirurgiã vascular observa que a maioria das mulheres chega ao consultório quando o problema já avançou. "Elas convivem com dor por anos. Normalizam o inchaço. Acham que é consequência inevitável da rotina. Mas não é. O corpo estava avisando desde o início, com aquela sensação de perna pesada no fim da tarde ou os vasinhos que apareceram sem motivo", compartilha a médica.

O problema de ignorar esses primeiros alertas é que a doença vascular não estaciona. Ela progride. “O sangue que não sobe adequadamente acumula-se nas extremidades. A pressão dentro das veias aumenta. Com o tempo, as válvulas venosas, estruturas minúsculas que funcionam como catracas de mão única, deixam de vedar por completo. O quadro então se agrava. Surgem edemas que não desaparecem mais com o repouso. A pele ao redor do tornozelo escurece, engrossa, coça. Pequenos traumas viram feridas de difícil cicatrização”, destaca a Dra Haila. Segundo a médica, em casos extremos, o sangue estagnado coagula dentro da veia: é a trombose venosa superficial, que pode evoluir para um quadro profundo e embolia pulmonar.

A boa notícia, é que o sistema vascular responde bem à prevenção e aos tratamentos precoces. "A circulação das pernas não é passiva. Depende da musculatura da panturrilha, o chamado segundo coração. Cada passo que a mulher dá contrai essa musculatura e empurra o sangue para cima. Por isso, o sedentarismo é um dos maiores inimigos das veias", explica a Dra. Haila.

A cirurgiã vascular recomenda um hábito simples e de alto impacto. “Caminhadas diárias de 30 minutos. Não precisa ser corrida. O movimento leve, mas constante, ativa a bomba muscular e melhora o retorno venoso. Outra orientação prática é elevar as pernas acima do nível do coração sempre que possível, por 15 a 20 minutos, duas vezes ao dia. Dormir com um travesseiro sob os pés também ajuda a drenagem noturna”, indica a especialista.

A hidratação adequada mantém o sangue menos viscoso, o que facilita seu trajeto contra a gravidade. Já o excesso de sódio na alimentação retém líquido nos tecidos, aumenta o edema e sobrecarrega ainda mais as veias já comprometidas. A cirurgiã sugere ainda evitar cruzar as pernas por longos períodos. O hábito, comum entre mulheres, comprime veias profundas e prejudica o fluxo.

Quando o assunto é tratamento, a medicina vascular avançou bastante nas últimas duas décadas. Para vasinhos superficiais (telangiectasias e veias reticulares), a escleroterapia com solução líquida ou espuma ainda é o padrão-ouro. Agulhas finíssimas injetam a substância diretamente na veia, que cicatriza e desaparece. Para veias maiores e com refluxo, o tratamento de escolha deixou de ser a cirurgia convencional com cortes e anestesia geral. Hoje, técnicas endovenosas a laser ou radiofrequência selam a veia doente por dentro, com apenas uma micropunção na pele. O paciente anda após o procedimento e retorna à rotina no dia seguinte.

No Instituto Alphaveins, a médica desenvolveu o Protocolo LUX Deep Flow, um método que integra técnicas minimamente invasivas com foco em recuperação ágil e menos desconforto. A estrutura permite consultas longas, exames no mesmo dia e um acompanhamento que vai da avaliação inicial à fisioterapia vascular.

A médica defende que essa é uma oportunidade para as mulheres ressignificarem o autocuidado. Não como luxo, mas como necessidade fisiológica. "A mãe que ignora a dor nas pernas não está sendo forte. Está adiando um problema que vai exigir mais tempo, mais dinheiro e mais sofrimento no futuro. Uma consulta com o Doppler dura 40 minutos. Dá tempo de ir e voltar antes de buscar as crianças na escola", recomenda.

Varizes não são apenas questão de estética. São um marcador de saúde circulatória. E, quando tratadas a tempo, perdem a força de complicar a vida de quem já tem tantas tarefas.

Dra. Haila Almeida

Médica cirurgiã vascular com atuação focada em tratamentos de vasinhos e varizes por meio da tecnologia a laser. É fundadora e líder do Instituto Alphaveins, clínica reconhecida por seu padrão de excelência em medicina vascular de alta performance. Com sólida formação e vivência prática, alia conhecimento técnico, gestão estratégica e experiência humana para ir além do tratamento, promovendo também o autocuidado, longevidade e autoestima, com foco em resultados reais, segurança e uma experiência verdadeiramente memorável.

Empresária e mentora de outros profissionais da área da saúde, conduz uma abordagem inovadora na formação de médicos empreendedores, apoiando o desenvolvimento de carreiras conceituadas, éticas e bem-posicionadas.

À frente do Alphaveins, coordena uma equipe multidisciplinar, desenvolve protocolos exclusivos e mantém-se atualizada com as mais recentes tecnologias no campo da cirurgia vascular.

Reconhecida por sua liderança inspiradora e conhecimento prático, mantém atuação ativa também como comunicadora nas redes sociais, promovendo informação acessível e conscientização sobre cuidados vasculares. Mais informações: https://www.instagram.com/hailaalmeidaa/

Sobre o Instituto Alphaveins

Localizado em Alphaville (SP), o Instituto Alphaveins é especializado em medicina vascular de alta performance. Fundado e liderado pela médica vascular Dra. Haila Almeida, o centro reúne atendimento clínico, procedimentos minimamente invasivos e exames realizados no próprio local.

O Instituto atua no diagnóstico e tratamento de vasinhos e varizes com uso de tecnologia a laser, reúne corpo clínico especializado e estrutura voltada à precisão e segurança. O modelo de atendimento integra ciência, tecnologia e prática médica baseada em evidências.

Além da assistência direta ao paciente, o Alphaveins desenvolve programas de capacitação para profissionais da saúde e mantém protocolos próprios voltados à prática vascular no setor privado. Com atuação reconhecida no segmento, o Instituto também se tornou referência em desenvolvimento de carreira médica e empreendedorismo feminino na medicina.


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