Artrose acomete cerca de 15 milhões de brasileiros e 80% da população mundial acima dos 65. Especialista indica o que fazer
A artrose, também conhecida como osteoartrite, é uma doença caracterizada pelo desgaste da cartilagem que reveste as articulações do corpo, o que dificulta os movimentos e pode causar dor crônica. A condição atinge principalmente pessoas maduras e representa um importante problema de saúde pública.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), atualmente cerca de 80% da população mundial com mais de 65 anos apresenta algum grau de artrose. No Brasil, a doença acomete aproximadamente 7% da população, o que corresponde a cerca de 15 milhões de pessoas, segundo dados do Ministério da Saúde.
Embora o envelhecimento seja o principal fator de risco, outras condições podem contribuir para o desenvolvimento da artrose, como obesidade — já que o excesso de peso sobrecarrega as articulações —, prática de exercícios físicos excessivos ou sem orientação adequada, histórico familiar, doenças reumatológicas e traumatismos, como acidentes e lesões articulares.
*Artrose de quadril: impacto significativo na qualidade de vida*
A artrose de quadril, também chamada de osteoartrite do quadril, é uma doença degenerativa que afeta essa articulação e atinge cerca de 10 milhões de brasileiros, segundo o Ministério da Saúde.
De acordo com o médico ortopedista e especialista em quadril, Dr. Mateus Jerônimo, os principais sintomas incluem dor persistente, rigidez, limitação dos movimentos e perda progressiva da mobilidade, impactando diretamente a qualidade de vida.
"O diagnóstico precoce e o acompanhamento médico são fundamentais para retardar a progressão da doença, evitar complicações e preservar a autonomia do paciente", adverte.
De forma geral, considerando todos os tipos de osteoartrose:
• Cerca de 60% dos casos ocorrem em mulheres;
• Aproximadamente 73% das pessoas com artrose têm mais de 55 anos;
• Embora os homens possam apresentar mais alterações visíveis em exames de imagem, as mulheres tendem a relatar mais dor e artrose sintomática;
• Globalmente, o pico de novos casos ocorre entre 60 e 64 anos.
*Principais tratamentos para a artrose de quadril*
Segundo o médico, o tratamento inicial é, na maioria dos casos, conservador, baseado em:
• Fisioterapia, com foco no fortalecimento muscular, melhora da amplitude dos movimentos e controle da dor;
• Uso de analgésicos e anti-inflamatórios, especialmente durante crises;
• Mudanças no estilo de vida, como controle do peso corporal e adaptação das atividades físicas.
"Em alguns casos, podem ser indicadas terapias complementares, como infiltrações articulares, incluindo o uso de hidrogéis ou ácido hialurônico, que auxiliam na lubrificação da articulação e no alívio dos sintomas, sempre sob avaliação médica", indica Jerônimo.
*Quando a cirurgia se torna necessária*
Quando os tratamentos conservadores não apresentam os resultados esperados e a dor passa a limitar significativamente a vida do paciente, a alternativa mais eficaz pode ser a cirurgia de artroplastia de quadril, procedimento que substitui a articulação comprometida por uma prótese.
A cirurgia pode ser realizada por meio da técnica convencional ou com o auxílio de tecnologia robótica, sendo esta última considerada mais precisa e segura, pois permite maior controle no posicionamento da prótese, melhor alinhamento e potencial redução de complicações.
“Hoje, as cirurgias de quadril são cada vez mais seguras, com técnicas avançadas que proporcionam recuperação mais rápida, menos dor no pós-operatório e melhora significativa da qualidade de vida dos pacientes”, conclui o especialista.
*Dr. Mateus Jerônimo*
Especializado em prótese total do quadril, o médico realiza cirurgias em hospitais de excelência como Sírio-Libanês, Vila Nova Star, Beneficência Portuguesa, Hospital Alemão Oswaldo Cruz e Santa Casa de Santos.
É membro titular da Sociedade Brasileira de Quadril (SBQ) e da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT).
Foi coordenador de ortopedia em hospitais de referência. Além da prótese do quadril, tem experiência em cirurgias complexas da pelve e do acetábulo, área restrita a poucos especialistas.
Ao longo de sua formação, também serviu como médico no Exército Brasileiro e no Batalhão da Guarda Presidencial.
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