SEGS Portal Nacional

Saúde

Surto de mpox: saiba como identificar os sintomas e prevenir a transmissão doméstica

  • Quinta, 26 Fevereiro 2026 18:22
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Matheus Garcia
  • SEGS.com.br - Categoria: Saúde
  • Imprimir

Créditos: Freepik

Especialistas reforçam importância do diagnóstico precoce e do isolamento domiciliar

O cenário epidemiológico da mpox no Brasil em 2026 apresenta um quadro de vigilância ativa e controle. De acordo com o Ministério da Saúde, o país soma 90 casos de mpox desde o início de 2026, com mais de 180 notificações de suspeitas distribuídas por diferentes regiões.

O estado de São Paulo concentra o maior número de ocorrências, com aproximadamente 60 registros confirmados e 70 em análise. Em 2025, foram confirmados 1.079 casos e duas mortes no Brasil. No mesmo período do ano passado, o país tinha 215 casos registrados e ao longo de 2025 a maioria dos infectados era composta por homens, especialmente na faixa etária de 30 a 39 anos, e houve o registro de dois óbitos relacionados à doença.

A infectologista da Afya São João del-Rei, Dra. Janaína Teixeira, explica que a mpox é uma doença zoonótica, ou seja, pode acometer tanto seres humanos quanto alguns animais. Ela é causada pelo vírus monkeypox, que leva o mesmo nome da doença, sendo ele semelhante ao vírus da varíola, enfermidade já erradicada no Brasil graças à vacinação, sendo considerados vírus “primos”.

“No nosso organismo, o vírus do monkeypox se manifesta principalmente com lesões de pele. Essas lesões começam com elevações bem delimitadas na pele que evoluem para vesículas, pequenas bolhas com conteúdo aquoso, geralmente com um pontinho central chamado de umbilicação. As lesões podem aparecer no rosto, tronco e se espalhar pelo corpo. Além das lesões, podem surgir sintomas sistêmicos como febre, dor de cabeça, inchaço dos linfonodos (ínguas) e mialgia (dor no corpo)”.

O estado de Minas Gerais registrou seus primeiros casos do ano no final deste mês de fevereiro. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), três homens com idades entre 35 e 45 anos foram diagnosticados com a doença no estado, sendo dois residentes em Belo Horizonte e um em Contagem.

Dra Janaína esclarece que a transmissão da monkeypox ocorre principalmente por contato próximo. Isso inclui contato direto com as lesões de pele, com secreções ( inclusive respiratórias) e situações de contato íntimo ou prolongado. “Pessoas que vivem no mesmo domicílio ou que mantêm relações sexuais, por envolverem contato muito próximo, têm maior risco de transmissão. Além disso, o vírus pode ser transmitido por meio de objetos e utensílios contaminados, como roupas de cama e toalhas que tenham tido contato com secreções”.

Embora as confirmações acendam o alerta para a circulação contínua do vírus, os dados são positivos quanto à recuperação, uma vez que todos os pacientes evoluíram para a cura. Este início de ano em Minas Gerais mostra uma tendência de estabilidade quando comparado aos anos anteriores, visto que o estado fechou 2025 com 135 casos e 2024 com 69 registros oficiais.

Prevenção e combate contra a mpox no ambiente doméstico

Diante da confirmação de casos e da manutenção da circulação do vírus, os cuidados no ambiente doméstico tornam-se essenciais para reduzir o risco de transmissão, especialmente entre pessoas que convivem no mesmo espaço. Como a mpox é transmitida principalmente por contato próximo, a adoção de medidas simples dentro de casa pode fazer toda a diferença na proteção de familiares e contatos próximos.

A médica da Afya Contagem, Dra Érica Abjaudi, comenta algumas sete medidas simples mas que podem fazer total diferença na prevenção:

Manter o paciente em quarto separado e bem ventilado.
Evitar o compartilhamento de objetos de uso pessoal, como roupas, toalhas, talheres e lençóis.
Lavar roupas e roupas de cama com água e sabão.
Higienizar superfícies com desinfetantes comuns.
Manter as lesões de pele cobertas.
Utilizar máscara ao permanecer no mesmo ambiente que outras pessoas.
Higienizar as mãos com frequência.

“Ao identificar sinais suspeitos, a orientação é buscar atendimento médico e seguir corretamente as recomendações de isolamento e cuidados. A conscientização da população e a adoção de medidas preventivas continuam sendo as principais aliadas para reduzir a transmissão e proteger a saúde de todos”, complementa a especialista.


Compartilhe:: Participe do GRUPO SEGS - PORTAL NACIONAL no FACEBOOK...:
 

<::::::::::::::::::::>

 

 

+SAUDE ::

Fev 26, 2026 Saúde

Artrose acomete cerca de 15 milhões de brasileiros e…

Fev 26, 2026 Saúde

Dengue antes do sintoma: com até 1,8 milhão de casos…

Fev 26, 2026 Saúde

Como manter uma alimentação equilibrada no verão sem…

Fev 26, 2026 Saúde

Médico alerta que canetas emagrecedoras não substituem…

Fev 25, 2026 Saúde

Estalo no joelho vira queixa comum entre adultos ativos…

Fev 25, 2026 Saúde

Emagrecimento e telemedicina: como saber se um…

Fev 25, 2026 Saúde

Inteligência artificial muda a forma como brasileiros…

Fev 24, 2026 Saúde

Alimentação saudável na escola ganha força com…

Fev 24, 2026 Saúde

Embolia pulmonar exige diagnóstico imediato

Fev 24, 2026 Saúde

Não é gordura localizada nem celulite: entenda o que é…

Fev 23, 2026 Saúde

Como evitar lesões nos esportes de areia

Fev 23, 2026 Saúde

Fevereiro Laranja reforça alerta: Brasil deve registrar…

Fev 23, 2026 Saúde

Ressonância magnética: três cuidados que fazem a…

Fev 20, 2026 Saúde

Cansaço persistente, infecções frequentes e ínguas:…

Fev 20, 2026 Saúde

Pós-Carnaval sem sofrimento: dicas para cuidar da…

Fev 20, 2026 Saúde

Verão e saúde da pele: dicas para evitar micoses,…

Mais SAUDE>>

Copyright ©2026 SEGS Portal Nacional de Seguros, Saúde, Info, Ti, Educação


main version