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Leucemia infantojuvenil: caso do filho de Mara Pinheiro chama atenção para o câncer mais comum em crianças e adolescentes

  • Quinta, 22 Janeiro 2026 18:55
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Mariana Baiter Santos
  • SEGS.com.br - Categoria: Saúde
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Foto: Reprodução / Instagram @/marapinheiro

Retorno da jornalista ao MG2 após afastamento para acompanhar o tratamento de Hércules reforça dados, sinais de alerta e avanços no cuidado oncológico pediátrico

Na última semana, a jornalista Mara Pinheiro, âncora do MG2, da Globo Minas, retornou à bancada após oito meses afastada para acompanhar o tratamento médico do filho, Hércules, de 4 anos, diagnosticado com leucemia. Ao falar publicamente sobre o período fora do ar e a fase atual do tratamento da criança, o caso voltou a chamar atenção para a leucemia infantojuvenil, o tipo de câncer mais frequente entre crianças e adolescentes no mundo.

O afastamento ocorreu para que a jornalista pudesse se dedicar integralmente ao cuidado do filho, que segue em tratamento. Em publicações recentes, Mara explicou que Hércules entrou na fase de manutenção, considerada menos agressiva do ponto de vista físico, mas ainda longa e cercada de acompanhamento contínuo. Essa etapa do protocolo costuma se estender por cerca de um ano e meio.

A leucemia representa cerca de 30% de todos os tumores diagnosticados antes dos 15 anos e aproximadamente 20% dos casos abaixo dos 20 anos. Segundo dados mais recentes do Instituto Nacional do Câncer (INCA), são estimados 11.540 novos casos da doença por ano no Brasil, o que a coloca como o décimo tipo de câncer mais frequente na população brasileira.

Em linhas gerais, a leucemia é uma doença maligna das células do sangue, caracterizada pelo acúmulo de células jovens anormais, chamadas de blastos, que passam a ocupar o espaço das células sanguíneas normais na medula óssea. Essas células também podem se infiltrar em outras partes do corpo, como gânglios linfáticos, baço, fígado, sistema nervoso central, testículos e olhos.

Entre os subtipos da doença, as Leucemias Agudas são as mais incidentes na infância e juventude, com destaque para a Leucemia Linfóide Aguda (LLA), a mais comum nessa faixa etária. Já a Leucemia Mielóide Aguda (LMA) é mais frequente em adultos e tem incidência crescente com o avanço da idade.

“Comparados com casos em adultos, os tumores na infância são muito mais agressivos e evoluem com maior velocidade. Em contrapartida, a resposta às terapias costuma ser muito mais rápida, o que faz com que a maioria dos casos de câncer infantil sejam curáveis desde que haja o diagnóstico preciso e rápido e a criança seja prontamente encaminhada aos cuidados de uma equipe preparada para lidar com as especificidades da doença nos mais jovens”, comenta Sidnei Epelman, líder da especialidade de oncopediatria da Oncoclínicas e fundador e presidente da Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer (TUCCA).

O que causa a leucemia infantil?

Na maioria dos casos, não há uma causa comprovada pela ciência que explique o surgimento da leucemia na infância e adolescência. Algumas condições genéticas, como a síndrome de Li-Fraumeni ou a síndrome de Down, podem aumentar a predisposição, assim como tratamentos prévios com quimioterapia ou radioterapia e o uso prolongado de medicamentos imunossupressores após transplantes de órgãos. Ainda assim, esses fatores são considerados exceções.

“É importante ressaltar que, apesar de existir um risco do desenvolvimento de leucemia nestes casos, ele ainda é muito pequeno”, explica o especialista. Por não ser uma doença prevenível, a atenção aos sinais de alerta é fundamental. “Quanto antes o tratamento for iniciado, maiores são as chances de cura”, acrescenta.

Fique atento aos sintomas

Por serem sintomas comuns a outras condições que afetam as crianças, é muito importante estar atento ao conjunto de sinais e iniciar a investigação médica precocemente. Os principais são:

- Dor nas pernas;
- Dor nas articulações;
- Sensação de cansaço extremo (fadiga);
- Febre;
- Palidez;
- Manchas roxas (equimoses) e/ou pintinhas vermelhas (petéquias) na pele;
- Hemorragias;
- Aumento dos gânglios linfáticos ou ínguas;
- Dor abdominal (causada por aumento do fígado ou do baço);
- Cefaleia;
- Vômitos;
- Nódulos subcutâneos;
- Falta de apetite contínua; e
- Perda de peso sem motivo aparente.

Para o início da investigação, será realizada uma análise da história clínica do paciente e também um exame físico. Durante a consulta, o especialista irá checar ainda os linfonodos (ínguas ou gânglios), áreas de sangramento, hematomas e aumento do baço ou fígado.

"O hemograma completo é uma ferramenta importantíssima também nessa primeira etapa. Através do exame, podemos checar se há alterações sanguíneas, assim como anemias, plaquetas baixas e presença de blastos", frisa Sidnei Epelman.

O exame pode incluir: mielograma (identifica a presença de células blásticas em número aumentado na medula óssea); a citometria de fluxo e imuno-histoquímica (que tem o objetivo de classificar a leucemia e o acompanhamento da resposta ao tratamento); cariótipo ou citogenética (avaliação dos cromossomos para identificar alterações genéticas) e a biologia molecular (mais sensível que o cariótipo na avaliação da mutação genética dos cromossomos).

Em alguns casos, pode ser necessário ainda uma biópsia do osso ou exame do líquor. Contudo, vale lembrar que apenas o médico poderá recomendar quais exames devem ser realizados durante a investigação.

Como funciona o tratamento para leucemia?

"Para definir o tratamento adequado, é importante levar em consideração cada caso individualmente. O mais realizado é a quimioterapia. Já o transplante de medula óssea, utilizamos naqueles casos que não evoluem bem ou de altíssimo risco", diz o especialista. Vale lembrar que a duração do tratamento para cada paciente também poderá variar.

A quimioterapia tem o objetivo de destruir as células doentes. Seus possíveis efeitos adversos são náusea, vômitos, queda do cabelo, mucosites (lesões em variados graus na mucosa do trato gastrointestinal e diarreia. É administrada por via venosa, oral, intramuscular ou subcutânea.

O oncopediatra ressalta que “o importante é garantir uma estrutura para oferecer o melhor acolhimento e a melhor condição de diagnóstico e tratamento dessas crianças e suas famílias. Esse é o caminho para, sem dúvidas, chegarmos a um final feliz”, finaliza Sidnei Epelman.

Sobre a Oncoclínicas&Co

A Oncoclínicas&Co, um dos principais grupos dedicados ao tratamento do câncer no Brasil, oferece um modelo hiperespecializado e inovador voltado para toda a jornada oncológica do paciente. Presente em mais de 140 unidades em 47 cidades brasileiras, a companhia reúne um corpo clínico formado por mais de 1.700 médicos especializados na linha de cuidado do paciente oncológico. Com a missão de democratizar o acesso à oncologia de excelência, realizou cerca de 670 mil tratamentos nos últimos 12 meses. Com foco em pesquisa, tecnologia e inovação, a Oncoclínicas segue padrões internacionais de alta qualidade, integrando clínicas ambulatoriais a cancer centers de alta complexidade, potencializando o tratamento com medicina de precisão e genômica. É parceira exclusiva no Brasil do Dana-Farber Cancer Institute, afiliado à Harvard Medical School, e mantém iniciativas globais como a Boston Lighthouse Innovation (EUA) e a participação na MedSir (Espanha). Integra ainda o índice IDIVERSA da B3, reforçando seu compromisso com a diversidade. Com o objetivo de ampliar sua missão global de vencer o câncer, a Oncoclínicas chegou à Arábia Saudita por meio de uma joint venture com o Grupo Al Faisaliah, levando sua expertise oncológica para um novo continente. Saiba mais em: www.oncoclinicas.com.


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