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Especialista desvenda Mitos e verdades na hora da anestesia

  • Segunda, 17 Novembro 2025 18:11
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Beatriz Felicio
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Mitos e verdades na hora da anestesia

Especialista desvenda mitos e verdades sobre um dos maiores avanços da medicina

Em 16 de outubro de 1846, o americano Thomas Green Morton realizou a primeira anestesia geral com éter, marcando um avanço histórico na medicina. O método chegou ao Brasil no ano seguinte e transformou a prática cirúrgica, garantindo segurança e conforto aos pacientes e possibilitando o avanço da medicina moderna. Atualmente, o país conta com cerca de 25 mil anestesiologistas, segundo a Demografia Médica 2023 da AMB, profissionais essenciais que acompanham o paciente desde a avaliação prévia até a recuperação pós-cirúrgica, monitorando cada sinal vital para assegurar estabilidade e bem-estar.

Como explica o professor de anestesiologia da Afya Ribeirão Preto, Dr. Moisés Neves, o anestesiologista vai muito além de aplicar a anestesia: ele atua em todas as etapas do cuidado, unindo ciência, tecnologia e empatia. Com o avanço de dispositivos de monitoramento e técnicas cada vez mais seguras, o anestesista também exerce um papel humano e acolhedor, oferecendo conforto emocional e reafirmando a anestesiologia como uma especialidade que cuida não apenas do corpo, mas também da experiência humana diante da cirurgia.

Mitos e verdades sobre anestesia

Embora muito importante e utilizada, a anestesia ainda gera muitas dúvidas entre a população. Para esclarecer os questionamentos mais comuns, o professor responde algumas das principais dúvidas sobre o tema, desmistificando conceitos e explicando como funciona esse procedimento essencial para a segurança e o conforto do paciente

“A anestesia é só uma injeção para tirar a dor?”

Mito.

A anestesia é um ato médico complexo que vai muito além de eliminar a dor. Trata-se de um conjunto de técnicas que controlam a dor, a consciência, o tônus muscular e as funções vitais, tornando o ato cirúrgico possível com segurança. Durante todo o procedimento, o anestesiologista monitora parâmetros como frequência cardíaca, pressão arterial, oxigenação e respiração, ajustando as doses conforme necessário para garantir estabilidade e bem-estar ao paciente.

“Posso não acordar depois da anestesia?”

Verdade – Mas raro.

Os avanços da medicina tornaram esse risco extremamente baixos. As anestesias modernas são precisas e seguras, e o anestesiologista ajusta continuamente as doses e monitora todos os parâmetros vitais. O que pode acontecer, em alguns casos, é uma sonolência mais prolongada, especialmente em idosos ou pacientes com doenças graves.

“A anestesia pode me deixar acordado durante a cirurgia?”

Depende

Nas anestesias gerais modernas, os equipamentos monitoram o nível de consciência, o que praticamente elimina esse risco. Em anestesias regionais (como raqui ou peridural), o paciente pode estar acordado, mas sem dor, e isso é intencional, não uma falha. Ou seja, estar acordado não significa sentir dor.

“Crianças e idosos correm mais risco com anestesia?”

Geralmente, sim.

Esses grupos exigem ajustes nas doses e monitoramento mais intenso, já que apresentam metabolismo e sensibilidade diferentes a determinadas variações fisiológicas. Por isso, a avaliação pré-anestésica é fundamental. O anestesiologista precisa conhecer doenças pré-existentes, alergias e medicamentos em uso. Com essa avaliação prévia, preparo adequado e monitorização contínua, a anestesia pode ser segura em qualquer idade. Atualmente, anestesiologistas pediátricos e geriátricos são altamente capacitados para lidar com essas especificidades,

“Não posso comer antes da anestesia?”

Verdade.

O jejum antes da anestesia é essencial para evitar complicações, como a aspiração de conteúdo gástrico, quando o alimento do estômago pode ir para os pulmões durante o procedimento. Essa medida garante que o estômago esteja vazio e reduz riscos graves. O tempo de jejum varia de 2 a 8 horas, dependendo da idade do paciente, do tipo de alimento ingerido e do procedimento a ser realizado.

“O anestesista só aplica a anestesia e vai embora?”

Mito.
O anestesiologista é o médico responsável pela segurança do paciente durante todo o procedimento, desde a sedação até o despertar. Ele controla dor, respiração, circulação e temperatura, e deve permanecer ao lado do paciente durante todo o tempo.

“A anestesia demora para sair do corpo?”

Depende.

O tempo de eliminação varia conforme o tipo de anestesia e o metabolismo de cada pessoa. Em anestesias locais ou regionais, o efeito pode durar algumas horas, e isso é desejável para manter o conforto no pós-operatório. Já na anestesia geral, a recuperação do nível de consciência costuma ser rápida, e o paciente acorda logo após o término do procedimento.

Sobre a Afya

A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior, 33 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.753 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e 3.643 vagas de Medicina em operação, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 - Saúde e Bem-Estar. 


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