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Dia de combate à Poliomielite |Especialista alerta para o risco de retorno da mesma e tira as principais dúvidas sobre prevenção e imunização.

  • Segunda, 27 Outubro 2025 18:47
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Queda na vacinação preocupa especialistas e reacende o risco da poliomielite no Brasil

Em meio à baixa adesão às campanhas de imunização,especialista alerta para o risco de retorno da poliomielite e tira as principais dúvidas sobre prevenção e imunização.

A baixa adesão às campanhas de imunização tem preocupado especialistas e reacendido o temor pelo retorno da poliomielite, doença erradicada no Brasil há mais de 30 anos. De acordo com dados do Ministério da Saúde, o país aplicou 23,9 milhões de doses da vacina contra a poliomielite em 2023. Em 2024, o número subiu para 26,7 milhões, mas voltou a cair drasticamente em 2025: apenas 7,8 milhões de doses foram registradas no primeiro semestre, uma redução de quase 59% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A Poliomielite, ou paralisia infantil, é uma doença infecciosa e altamente contagiosa causada pelo poliovírus, capaz de provocar paralisia irreversível e, em casos graves, levar à morte. Embora o Brasil tenha sido considerado livre da doença desde 1994, a queda na cobertura vacinal acende um sinal de alerta entre as autoridades de saúde.

Segundo Dra Isabela Pires, pediatrada Afya Brasília, a transmissão ocorre principalmente pela ingestão de água ou alimentos contaminados com fezes de pessoas infectadas, mas também pode acontecer pelo contato com gotículas de saliva. Vale salientar, ainda, que ambientes com saneamento básico precário aumentam o risco de contágio.

Sinais e sintomas da Poliomielite

A médica explica que os sintomas da poliomielite variam conforme a forma da doença, que pode ser assintomática, leve (não paralítica) ou grave (paralítica). As formas leves, também chamadas de não paralíticas ou abortivas, são as mais comuns e costumam ser confundidas com outras infecções virais, causando febre baixa, dor de cabeça, dor de garganta, mal-estar, náuseas, vômitos, dores musculares e, às vezes, rigidez na nuca e nas costas, desaparecendo em poucos dias sem deixar sequelas. Já a forma grave, a mais temida e menos frequente, inicia-se com sintomas semelhantes aos da forma leve, febre, mal-estar, dor de cabeça e dores musculares , mas evolui rapidamente para fraqueza muscular súbita, geralmente em uma perna, perda de reflexos, dor intensa e dificuldade para andar, engolir ou respirar, podendo causar paralisia flácida permanente. Segundo a Dra. Isabela, as complicações mais sérias incluem deformidades nos membros, insuficiência respiratória e, em casos extremos, morte.

Existe tratamento para a Poliomielite?

A professora da Afya explica que não existe tratamento específico para a doença. “O cuidado se concentra em aliviar os sintomas e evitar complicações. Por isso, a única forma eficaz de prevenção é a vacinação. É fundamental que os pais levem seus filhos às unidades de saúde e mantenham o calendário vacinal atualizado”, reforça.

Como se proteger da poliomielite?

Além de proteger cada indivíduo, a imunização é essencial para interromper a circulação do vírus e garantir a proteção coletiva. “Quando vacinamos desde a infância, estimulamos o sistema imunológico das crianças a desenvolver anticorpos que as defendem de várias doenças”, completa a especialista da Afya.

Para Isabela, recuperar os índices ideais de vacinação é uma urgência de saúde pública. “O Brasil já foi referência mundial na erradicação da poliomielite. Não podemos permitir que o descuido com a imunização traga de volta uma doença que já havia sido superada”, alerta. Ela ressalta ainda que o combate à desinformação e o fortalecimento das campanhas de imunização são medidas fundamentais para evitar o retorno do poliovírus ao país. “Vacinar é um ato de responsabilidade e de proteção não apenas individual, mas também social”, conclui.

Sobre a Afya

A Afya, maior ecossistema de educação e tecnologia em medicina no Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior em todas as regiões do país, 33 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde. São 3.653 vagas de Medicina autorizadas pelo Ministério da Educação (MEC), com mais de 23 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 - Saúde e Bem-Estar.


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