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Biópsia líquida: o que é e como essa abordagem está revolucionando a tratativa do câncer

  • Terça, 16 Setembro 2025 18:22
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Rodolfo Milone
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Crédito: Freepik

Exame minimamente invasivo permite diagnosticar, monitorar e personalizar tratamentos contra o câncer a partir de uma simples amostra de sangue

Entre os avanços mais promissores da oncologia moderna, a biópsia líquida tem se destacado como um exame minimamente invasivo, ao identificar alterações genéticas por meio de biomarcadores tumorais, presentes em amostras de sangue e outros fluidos corporais. De acordo com um estudo publicado no Journal of Clinical Oncology a técnica, por exemplo, pode detectar mutações acionáveis em pacientes com câncer de pulmão em estágio avançado, comprovando o potencial da abordagem para apoiar decisões terapêuticas em tempo real.

Segundo Arthur Silva, especialista em diagnósticos de oncologia e precisão da QIAGEN, a biópsia líquida inaugura uma nova era no tratamento do câncer. “Com uma simples amostra de sangue, conseguimos acessar informações que antes só eram possíveis com uma cirurgia ou punção invasiva. Isso nos permite antecipar diagnósticos, acompanhar a resposta ao tratamento e personalizar a terapia de acordo com o perfil molecular do tumor de cada paciente. É um avanço que coloca a medicina de precisão ao alcance do dia a dia clínico”, afirma.

Biomarcadores: as pistas deixadas pelo câncer

De forma simples, Silva explica que os biomarcadores podem ser definidos como moléculas liberadas pelas células tumorais, a exemplo de fragmentos de DNA e RNA circulantes no sangue ou até mesmo células inteiras que chegam à corrente sanguínea.

O DNA tumoral circulante, por exemplo, pode revelar mutações críticas para orientar terapias-alvo e indicar resistência a determinados medicamentos. Já as células tumorais circulantes trazem informações sobre a biologia da doença e o risco de metástases, enquanto o RNA circulante auxilia na compreensão de processos celulares ativos.

“Esses biomarcadores são pistas que o câncer deixa no organismo. Ao identificá-los e monitorá-los, conseguimos enxergar a dinâmica da doença de forma muito mais completa”, complementa Silva.

As principais tecnologias por trás da biópsia líquida e suas aplicações

Para tornar essa análise possível, o especialista da QIAGEN explica que existem diferentes tecnologias disponíveis atualmente. Entre elas estão o PCR em tempo real, que permite identificar alterações genéticas específicas de forma rápida e sensível, e o PCR digital, que oferece ainda mais precisão ao detectar mutações raras em meio a grandes quantidades de DNA saudável.

“Há também o sequenciamento de nova geração, conhecido como NGS, que pode fornecer um panorama abrangente das alterações genômicas de um tumor, sendo decisivo na escolha de terapias personalizadas. Existem, ainda, métodos que estudam diretamente as células tumorais circulantes, avaliando sua agressividade e potencial de disseminação, além da análise de exossomos e vesículas extracelulares, pequenas estruturas que carregam DNA, RNA e proteínas capazes de revelar detalhes adicionais sobre a biologia do tumor”, detalha Arthur.

De acordo com o especialista da QIAGEN, cada técnica tem sua aplicação clínica específica. Enquanto o PCR digital é ideal para acompanhar a resposta de um paciente a uma terapia direcionada e detectar precocemente sinais de resistência, o NGS dá uma visão completa do perfil genético do tumor e abre caminho para estratégias altamente personalizadas.

“Já a análise de células tumorais circulantes e exossomos aprofunda nosso entendimento sobre a progressão da doença e seu comportamento metastático. O mais importante é que todas essas abordagens podem ser repetidas diversas vezes ao longo do tratamento, algo inviável com a biópsia de tecido. Por meio dessas tecnologias que ampliam a capacidade de detecção e interpretação dos sinais do câncer, a medicina personalizada sai cada vez mais da teoria para a prática clínica, um avanço que soma grandes esforços na luta e tratativa da doença”, conclui Silva.


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