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Jovens também precisam ser foco no Setembro Amarelo

  • Segunda, 08 Setembro 2025 18:31
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Raquel Pinho
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O Setembro Amarelo também deve discutir a saúde mental dos jovens, segundo especialista - Freepik

A saúde mental entre crianças e adolescentes precisa de atenção e especialista comenta sobre isso

Levantamento da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado no ano passado, aponta que a probabilidade de casos de suicídio entre adolescentes no país teve um crescimento maior do que em outras faixas etárias. Entre 2000 e 2022, o suicídio representou, em média, 4,02% das mortes entre pessoas de 10 a 29 anos. No grupo de 30 anos ou mais, ele foi a causa de 0,68% das mortes. Já entre adolescentes, ele corresponde a 3,63% dos óbitos. Entre jovens adultos, ficou em 4,21%.

Em 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio e o mês ganha a cor amarela para debater a temática. A psicóloga Aparecida Tavares, que atende no centro clínico do Órion Complex, em Goiânia, ressalta a importância da campanha entre esse público. “O Setembro Amarelo é um momento oportuno para ampliar o diálogo sobre prevenção ao suicídio. Investir na saúde mental dos jovens é investir no futuro da sociedade. Que possamos, enquanto comunidade, construir redes de cuidado que acolham, protejam e transformem vidas desde os primeiros anos”, destaca.

Segundo a especialista, os motivos para o aumento desses dados entre os jovens são vários. “Diversos fatores contribuem para esse cenário alarmante. A pressão social, as exigências acadêmicas e o uso excessivo das redes sociais têm sido apontados como gatilhos para o desenvolvimento de quadros de ansiedade, depressão e outros transtornos”, afirma. “Nesse contexto, o acesso à psiquiatria infantojuvenil e à psicoterapia torna-se essencial e urgente. A presença de profissionais especializados permite não apenas o diagnóstico adequado, mas também o acompanhamento contínuo e humanizado, respeitando as particularidades do desenvolvimento emocional de cada criança ou adolescente”, completa.

Família e escola

Aparecida Tavares ressalta a importância do envolvimento familiar com as crianças e adolescentes. “O engajamento dos pais na vida de seus filhos é essencial. De mais compreensão e menos cobranças, o desempenho e o bom comportamento é apenas uma consequência daquilo que vivemos dentro de nossos lares, nas nossas relações interpessoais. A família é o primeiro berço dessas relações, onde nós construímos o nosso caráter, onde desenvolvemos a nossa autonomia e as práticas de bem-estar”.

Dentro do ambiente escolar isso também se faz necessário, para a especialista. “Os professores devem atuar como aqueles que insere as crianças e adolescentes no mundo civil, o que é cidadania, o que ser humano numa sociedade que necessita tanto de valores, de condutas que gerem crescimento não só a esse próprio indivíduo, mas a sociedade e a humanidade como um todo. Na minha prática clínica eu tenho percebido muito as cobranças, tanto por meio das escolas quanto dos próprios pais, de que essas crianças sejam perfeitas, que não deem trabalho. Criança é movimento, adolescente é criação e eles sofrem uma poda nisso”.

Para a psicóloga a palavra chave é acolhimento. “O papel da família, da escola, da sociedade é favorecer um espaço de acolhimento, de aprendizagem e, acima de tudo, de saúde integral desse ser humano que está em formação. O acesso a orientação parental, psicoeducação e engajamento da família e da escola é fundamental. Primeiramente, é preciso não invalidar os sentimentos da criança ou adolescente, acolhê-los no seu jeito de descrever como se sentem diante de determinadas situações e emoções. Dizer que está ali para ajudá-los. Além de envolvê-los em atividades esportivas, de cultura, arte e lazer”, exemplifica.

Aparecida Tavares ressalta ainda que a prevenção faz toda a diferença quando se trata de saúde mental. “É urgente ampliar a rede de atenção psicossocial, integrar abordagens terapêuticas ao ambiente escolar e capacitar educadores para identificar sinais de sofrimento emocional. É importante que a rede credenciada e particular tenha a infância e juventude como alvo não somente de intervenções, mas também de prevenção. Quando o pediatra e o hebiatra realizam os devidos encaminhamentos à psicoterapia e psiquiatria, auxilia no diagnóstico e intervenção precoce”, afirma.


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