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8 mitos e verdades sobre saúde mental na gravidez e no puerpério

  • Segunda, 21 Julho 2025 18:40
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Tais Gomes
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Psicóloga perinatal explica o impacto de frases comuns na gestação e orienta como lidar com emoções difíceis durante período

É comum que muitas mulheres escutem frases como “gravidez não é doença”, “toda mãe dá conta”, ou “depois que o bebê nascer, tudo melhora”. Mas, na prática, nem sempre é assim. Mudanças físicas, emocionais e sociais intensas tornam o período da gestação e do puerpério um dos mais vulneráveis para a saúde mental.

Apesar disso, muitas famílias ainda não conhecem a psicologia perinatal, área da psicologia voltada ao cuidado emocional antes, durante e depois da gravidez. A seguir, a psicóloga perinatal Rafaela Schiavo, fundadora do Instituto MaterOnline, esclarece os principais mitos e verdades sobre esse cuidado essencial.

1) Tristeza no pós-parto é normal e passa sozinha

Mito. Não necessariamente. Algumas mulheres vivem o chamado “baby blues”, que é comum e passageiro. Mas em outros casos, a tristeza pode ser sinal de depressão perinatal, que afeta até 1 em cada 4 mulheres. Se os sintomas forem persistentes, intensos ou atrapalharem o vínculo com o bebê, é fundamental procurar ajuda profissional.

2) Cuidar da saúde mental na gestação protege também o bebê

Verdade. Altos níveis de estresse, ansiedade ou tristeza profunda podem afetar o desenvolvimento da criança ainda na barriga. Também influenciam no vínculo após o parto e na amamentação. Cuidar da saúde emocional da mulher é cuidar da saúde de toda a família.

3) A psicologia perinatal é só para quem tem depressão

Mito. Essa área também atua de forma preventiva. Ajuda mulheres e famílias a lidar com inseguranças, medo do parto, dificuldades com a amamentação, exaustão, sobrecarga, crises no relacionamento, luto e muitas outras questões do ciclo da maternidade.

4) O puerpério é um dos períodos mais delicados da vida da mulher

Verdade. Muita gente romantiza o pós-parto como um momento de plenitude, mas a ciência mostra que é o período de maior risco para o surgimento de transtornos mentais na vida da mulher. Ter apoio psicológico nesse momento pode fazer toda a diferença.

5) Só mulheres com parto traumático ou perdas precisam de ajuda emocional

Mito. Mesmo em gestações planejadas e partos tranquilos, muitas mulheres se sentem culpadas, sobrecarregadas ou emocionalmente distantes do bebê. A psicologia perinatal ajuda a entender e acolher esses sentimentos, sem julgamento.

6) A psicologia perinatal também está presente no SUS

Verdade. O atendimento psicológico no pré-natal e pós-parto já é garantido por lei (Lei 14.721/2023). Muitas unidades de saúde oferecem esse cuidado gratuitamente, e também existem clínicas-escola e projetos sociais que facilitam o acesso.

7) Procurar um psicólogo nesse período é sinal de fraqueza

Mito. É exatamente o contrário. Buscar ajuda emocional na gestação ou no pós-parto é um ato de coragem, responsabilidade e cuidado com a própria saúde e com a do bebê. A mulher não precisa dar conta de tudo sozinha, e não deve se sentir culpada por pedir apoio.

8) Psicologia perinatal é só para a mulher grávida

Mito. Não é. A atuação também envolve o companheiro ou companheira, avós, irmãos, cuidadores e qualquer pessoa que faça parte da rotina da mãe e do bebê. Quando a rede de apoio também recebe orientação, escuta e acolhimento, o impacto do cuidado é maior e mais duradouro. A chegada de um bebê transforma a vida de todos, e todo mundo pode se beneficiar desse suporte emocional.

Sobre Rafaela Schiavo

Profª-Dra. Rafaela de Almeida Schiavo é psicóloga perinatal e fundadora do Instituto MaterOnline. Desde sua formação inicial, dedica-se à saúde mental materna, sendo autora de centenas de trabalhos científicos com o objetivo de reduzir as elevadas taxas de alterações emocionais maternas no Brasil.

Possui graduação em Licenciatura Plena em Psicologia e em Psicologia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Além disso, concluiu seu mestrado em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem e doutorado em Saúde Coletiva pela mesma instituição. Realizou seu pós-doutorado na UNESP/Bauru, integrando o Programa de Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem. Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em Desenvolvimento Humano, atuando principalmente nos seguintes temas: Desenvolvimento pré-natal e na primeira infância; Psicologia Perinatal e da Parentalidade.


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