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Medicina subestima os músculos e isso pode custar caro à sua saúde

  • Sexta, 04 Julho 2025 18:04
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Lucas Vichinheski
  • SEGS.com.br - Categoria: Saúde
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Estudos apontam que a perda muscular acelera o surgimento de doenças crônicas; especialista reforça a importância da musculação como prevenção.

O músculo esquelético representa de 30% a 50% da nossa massa corporal total, mas, mesmo com esse peso todo, continua sendo um dos componentes mais negligenciados nas conversas sobre saúde, especialmente no consultório médico. Enquanto crescem as discussões sobre longevidade, obesidade e uso de medicamentos como os GLP-1, a massa muscular se mostra um fator silencioso, porém decisivo, no destino metabólico e funcional do corpo humano.

“Pouca gente se dá conta de que o músculo vai muito além da estética ou da força física. Ele atua como um verdadeiro órgão endócrino, participa da regulação hormonal, da imunidade e é peça-chave na prevenção de doenças metabólicas e cardiovasculares”, explica o ortopedista Eduardo Tosta Garschagen, especialista em Joelho, Trauma Ortopédico e Ortopedia do Esporte pelo Instituto GRIS.

O efeito da idade nos músculos

A perda progressiva de massa muscular, que pode começar a partir dos 40 anos e se intensifica após os 60, está diretamente ligada a quadros de fraqueza, quedas, fraturas, maior tempo de internação e até risco de morte em pacientes hospitalizados. Doenças graves, traumas e cirurgias se tornam mais difíceis de superar quando o corpo não tem reservas suficientes de proteína e energia para reagir.

“A recuperação de um paciente com pouca massa muscular é mais lenta, mais complicada e, muitas vezes, incompleta. No caso de idosos, fraturas de quadril são um bom exemplo: até 50% das mulheres acima dos 65 anos que quebram o fêmur não voltam a andar. E não é só a idade: estamos vendo sinais de fragilidade física cada vez mais cedo na população”, completa o médico.

Musculação e exercícios como solução prática

A boa notícia é que existe uma forma eficaz de preservar esse verdadeiro escudo protetor do organismo: musculação. “O treino de força é fundamental não apenas para manter músculos fortes, mas também para preservar a saúde das articulações, estimular a formação óssea e manter o metabolismo ativo. Não existe envelhecimento saudável sem estímulo muscular consistente”, afirma Eduardo.

A musculação, além de combater diretamente a sarcopenia e suas consequências, promove adaptações celulares que melhoram o funcionamento das mitocôndrias, reduzem inflamações crônicas e fortalecem o sistema imunológico. Exercícios com sobrecarga também previnem e ajudam no tratamento da osteoporose, principalmente por atuarem nas regiões mais vulneráveis a fraturas, como quadris e coluna.

Ainda há solução para os desafios modernos

Apesar das evidências, ainda há desafios práticos na implementação de uma abordagem mais “pró-músculo” na rotina clínica. “A maioria dos médicos ainda não incorpora avaliação de massa muscular em suas consultas, seja por falta de tempo, de treinamento ou de recursos”, comenta Eduardo. Ferramentas simples como a circunferência da panturrilha, perguntas básicas sobre mobilidade e atividade física, ou até o uso de um dinamômetro para aferir força de preensão, já podem indicar riscos e orientar condutas. “Não precisamos de exames caros para começar a cuidar disso. Precisamos, antes, mudar o olhar”, conclui.

Outro obstáculo é a falta de orientação clara sobre o que fazer. Uma pesquisa publicada no British Journal of Sports Medicine mostra que apenas 17% dos médicos prescrevem exercícios regularmente, e 84% afirmam não se sentir preparados para orientar sobre treino de força.

A boa notícia é que há alternativas acessíveis e eficazes: estudos recentes revelam que mesmo cargas leves podem gerar os mesmos benefícios de treinos com pesos pesados. E mais: é possível ter ganhos significativos mesmo após os 70 ou 80 anos. “Mas quanto mais cedo começar, melhor. Construir massa muscular é como uma aposentadoria: quanto antes você investe, mais reserva terá no futuro”, finaliza o ortopedista.

Instituto GRIS

O Instituto GRIS, tem como compromisso priorizar o bem-estar e a saúde feminina. Sediado em Curitiba, é pioneiro como o primeiro Centro Clínico Ginecológico do Brasil, agregando as mais avançadas tecnologias para o cuidado da saúde íntima feminina. Seu enfoque abrangente e especializado combina inovação e dedicação, ajudando as mulheres a assumirem o protagonismo em suas jornadas de saúde.


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