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Gravidez tardia: riscos e desafios da gestação após os 40 anos

  • Quarta, 18 Junho 2025 18:23
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Larissa Crippa
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Crédito: Canva

Maternidade após os 40 cresce no Brasil; Dr. Vamberto Maia Filho, ginecologista e especialista em reprodução humana, alerta para os riscos e a importância do planejamento e acompanhamento médico adequado

As recentes declarações da cantora Solange Almeida levantaram novamente o debate sobre gravidez tardia. “Tratam a mulher como algo com prazo de validade”, lamentou. Simone congelou os óvulos aos 39 anos e revelou recentemente que gostaria de ser mãe novamente, agora aos 50 anos.

Cada vez mais mulheres estão optando por engravidar após os 40 anos, motivadas pela busca de estabilidade profissional, realização de projetos pessoais ou pelo desejo de se sentirem mais preparadas para a maternidade. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o número de mulheres que se tornam mães após essa idade cresceu cerca de 90% entre 1998 e 2018, passando de 48.402 para 91.212.

No entanto, essa decisão traz consigo uma série de riscos e desafios que não devem ser ignorados. “A gestação após os 40 anos pode ser absolutamente saudável, mas exige cuidados redobrados. É fundamental que essas mulheres estejam bem informadas e acompanhadas por profissionais especializados”, afirma o Dr. Vamberto Maia Filho, ginecologista especializado em reprodução humana. Por isso, ele destaca alguns cuidados essenciais para uma gestação mais segura e tranquila:

Riscos clínicos aumentados

Com o avanço da idade, crescem as chances de complicações como diabetes gestacional, hipertensão, pré-eclâmpsia e restrição de crescimento fetal. Um estudo realizado no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo revelou que a incidência de diabetes gestacional e doença hipertensiva específica da gestação em mulheres com 40 anos ou mais foi de 14,6% e 19,6%, respectivamente. “O acompanhamento médico deve ser mais frequente e detalhado para monitorar esses riscos de perto e agir preventivamente”, alerta o Dr. Vamberto.

Redução da fertilidade e necessidade de tratamentos

A partir dos 35 anos, há uma queda significativa na reserva ovariana e na qualidade dos óvulos, o que reduz as chances de uma concepção natural. Por isso, muitas mulheres acima dos 40 anos recorrem a tratamentos de reprodução assistida, como a fertilização in vitro (FIV). “A preservação da fertilidade através do congelamento de óvulos, quando possível, também pode ser uma alternativa para quem deseja postergar a maternidade com mais segurança”, sugere o especialista.

Desafios emocionais e físicos

A maturidade emocional pode ser uma vantagem, mas é importante estar ciente das demandas físicas e dos desafios que podem surgir durante a gestação tardia, como o aumento do cansaço, dores articulares e a necessidade de um pré-natal mais rigoroso. “O suporte psicológico é tão importante quanto o acompanhamento médico, especialmente para lidar com a ansiedade e as expectativas dessa fase”, enfatiza o Dr. Vamberto.

Planejamento e acompanhamento especializado

A decisão de engravidar após os 40 anos é um passo importante que exige preparação e cuidados específicos. Com informação, planejamento e o suporte correto, é possível viver essa experiência de forma segura e plena.

Planejar a gravidez com antecedência, realizando exames para avaliar a saúde reprodutiva e o bem-estar geral, ajuda a reduzir riscos e proporciona mais segurança tanto para a mãe quanto para o bebê. “O planejamento adequado, aliado ao acompanhamento médico especializado desde o início, é a chave para uma gestação saudável e tranquila”, conclui o ginecologista.


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