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Audiência pública discute alimentação saudável e prevenção da obesidade infantil

  • Segunda, 25 Outubro 2021 10:20
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Vanessa Mastro
  • SEGS.com.br - Categoria: Saúde
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O intuito é conscientizar para a necessidade de ações governamentais para incentivo à alimentação saudável e conter o avanço da obesidade infantil no país

No debate, estarão propostas para a taxação de bebidas açucaradas e proibição de publicidade infantil de alimentos ultraprocessados

Uma em cada três crianças com idade entre 5 e 9 anos está acima do peso, 9% delas com obesidade e 5%, com obesidade grave

A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) promove nesta quinta-feira (21 de outubro), na Comissão de Saúde, das 11h às 12h30, audiência pública sobre alimentação saudável infantil, em formato híbrido com transmissão pelo https://www.youtube.com/c/AlespOficial.

Participarão da exposição representantes da Abeso - Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica, SBD - Sociedade Brasileira de Diabetes, SBEM - Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, AMB - Associação Médica Brasileira,

ACT - Alimentação Saudável, IDEC, CFN - Conselho Federal de Nutrição, SBP - Sociedade Brasileira de Pediatria e CONAR.

O debate aborda a proposta de taxação de bebidas açucaradas e a proibição de publicidade infantil de alimentos ultraprocessados, diante do crescente aumento de casos de obesidade Infantil no Brasil e no mundo. Segundo o Ministério da Saúde, os números já eram preocupantes mesmo antes da pandemia, e devido à mudança de hábitos das famílias neste período, vem se agravando. No Brasil, uma em cada 3 crianças de 5 a 9 anos de idade está acima do peso e 13,2% já evoluíram para a obesidade.

Uma das principais dificuldades das crianças, adolescentes e famílias é compreender, na prática do dia a dia, o que é uma alimentação saudável. No início do mês, a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica - ABESO, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – SBEM e a Sociedade Brasileira de Diabetes – SBD lançaram o manifesto e a campanha Comer Bem Sim, com o intuito de conscientização para a necessidade de adoção de uma alimentação saudável, e sugerir ações governamentais, como a necessidade da taxação de bebidas açucaradas, em oposição aos subsídios fiscais hoje oferecidos no Brasil.

A audiência será mediada pela deputada Patrícia Bezerra, presidente da Comissão de Saúde da Alesp.

“Trata-se de tema estratégico na área da Saúde, já que obesidade infantil desencadeia problemas que podem arrastar-se por toda a vida, como diabetes e hipertensão, além de influenciar na saúde mental e desempenho escolar.”

Comer Bem Sim

A campanha Comer Bem Sim, promovida pela Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica – ABESO, Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – SBEM e Sociedade Brasileira de Diabetes – SBD, é voltada para crianças entre 4 a 12 anos e também suas famílias, educadores e profissionais ligados a este universo da alimentação, nutrição, saúde e bem-estar.

“Buscamos envolver a criança e a família em um ambiente virtual lúdico, que traz a educação em nutrição como ponto essencial de uma vida mais saudável e equilibrada”, destaca a presidente da ABESO, a endocrinologista Cintia Cercato.

A página traz dicas de como adotar e dar continuidade a novos hábitos para uma alimentação saudável, baseadas no Guia Alimentar para a População Brasileira, 2014, do Ministério da Saúde.

"Comer bem tem relação com as escolhas alimentares, tem a ver com os nutrientes que ingerimos. E a nossa intenção é ajudar os pais e crianças nessas escolhas", aponta Renata Bressan, do Departamento de Nutrição da ABESO. Comer bem é comer a quantidade certa e, principalmente, a quantidade certa daquilo que devemos comer", complementa a nutricionista.

Bebidas açucaradas

A campanha Comer Bem Sim possui dois grandes pontos que merecem atenção especial e que estarão presentes em diversos espaços, seja no game, no site ou nos materiais de divulgação. O primeiro deles é a necessidade da taxação de bebidas açucaradas, em oposição aos subsídios fiscais hoje oferecidos no Brasil.

“O Brasil, na contramão da tendência mundial de taxar bebidas açucaradas, subsidia o setor”, lembra o presidente da SBEM, César Luiz Boguszewski.

Enquanto isso, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e associações de profissionais no mundo discutem o aumento de impostos para bebidas desse tipo, como já acontece em diversos países e regiões como México, Chile, França e parte dos EUA.

Um relatório da OMS, publicado em 2016, afirma que um imposto de 20% ou mais resulta em uma queda nas vendas e consumo de bebidas açucaradas, uma forma de fazer com que as pessoas consumam menos açúcares livres, como frutose e glicose, ingiram menos calorias e reduzam o risco de cárie dentária.

“Vale destacar que o consumo de açúcares livres, incluindo produtos como bebidas açucaradas, é um fator importante para o aumento global de pessoas com obesidade e diabetes tipo 2”, destaca Maria Edna de Melo, endocrinologista do Grupo de Obesidade Infantil do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP).

Publicidade de bebidas e alimentos voltada ao público infantil

Um levantamento de 2020 do Sisvan/Ministério da Saúde mostra que, no Brasil, uma em cada três crianças com idade entre 5 e 9 anos estava acima do peso, sendo que 9% delas com obesidade e 5%, com obesidade grave.

“O maior tempo em frente às telas piora esse cenário, visto que expõe massivamente as crianças a mensagens comerciais de alimentos ultraprocessados que, em geral, contêm muito açúcar, gordura e aditivos”, informa Cintia Cercato.

De acordo com especialistas, até os 12 anos de idade, as crianças ainda não desenvolveram o pensamento crítico e, portanto, são vulneráveis aos apelos de publicidade. “Assim, considerando o fato de que o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados favorece as doenças crônicas não transmissíveis, como obesidade e diabetes, é urgente a necessidade de proibir a publicidade de alimentos e bebidas voltados ao público infantil”, encerra a assessora governamental da SBD, a endocrinologista Hermelinda Pedrosa.


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