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5 mitos e verdades sobre a cirurgia que diminui a testa

  • Quarta, 18 Agosto 2021 10:22
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Rafaela Costa
  • SEGS.com.br - Categoria: Saúde
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Por ser uma cirurgia relativamente nova no país, ainda existem muitas preconcepções erradas sobre a frontoplastia

Neste período de isolamento social o rosto ficou em extrema evidência nos bate papos em vídeo, lives e ‘quadradinhos’ das salas de reunião virtual. As imperfeições que antes não eram tão sentidas ao se olhar no espelho, refletiram no aumento da procura por procedimentos estéticos e cirúrgicos para corrigir insatisfações, principalmente no público jovem.

Uma das procuras que aumentou bastante na pandemia, de acordo com a Dra. Patricia Marques, cirurgiã plástica especialista em procedimentos de cabeça e pescoço, foi a da frontoplastia, que corrige o tamanho desproporcional da testa, diminuindo seu tamanho de 2 a 3 centímetros. “Tivemos quase o dobro de consultas nos últimos meses, em sua maioria mulheres entre 18 e 30 anos”, pontua.

Segundo Marques, que é pioneira da técnica no Brasil, apesar da cirurgia já ser um pouco conhecida, em 2020 houve um boom de curiosidade e dúvidas sobre como funciona a frontoplastia. “Acredito que o uso da máscara evidencie ainda mais a testa maior, como contaram muitos de meus pacientes,” a especialista observa.

Por ser um uma cirurgia relativamente nova no país, pouco se sabe sobre os benefícios da operação e como ela funciona, o que acaba gerando muitas teorias e às vezes, até conclusões falsas sobre o procedimento. A cirurgiã esclarece 5 mitos e verdades sobre a frontoplastia:

A frontoplastia mexe com as estruturas ósseas do rosto.

Mito. Pode parecer que alteramos o osso presente na testa, mas na realidade a cirurgia é bem mais simples e menos agressiva do que isso. O que fazemos é uma incisão em zigue-zague bem rente do couro cabeludo, retirando o excesso da pele e puxando esta linha capilar para baixo, o que reduz quanta pele há visível na testa, não seu crânio.

Pode ocorrer paralisia facial após o procedimento.

Mito. Os nervos motores da face não estão na região operada, então não, não é possível ocorrer uma paralisia. Além disso, a cirurgia por si só não altera feições como a posição dos olhos ou o formato dos lábios. Este tipo de mudança pode acontecer no lifting facial cirúrgico, por exemplo, que envolve incisões nas laterais do rosto, diferente da Frontoplastia.

O cabelo pode cair após a cirurgia.

Verdade. É um risco que existe em todo procedimento cirúrgico, onde pode haver uma pequena queda de cabelo por alterações hormonais chamada Eflúvio Telógeno, mas não é permanente, durando apenas algumas semanas e melhora espontaneamente.

A cicatriz fica muito aparente.

Mito. A técnica de incisão que utilizamos preserva os folículos pilosos, responsáveis pelo crescimento do cabelo. Conforme a cicatrização progride, cabelo cresce por meio dos cortes, o que ajuda a camuflar a cicatriz, por isso é fundamental o tratamento adequado do couro cabeludo.

É sempre bom lembrar, porém, que caso o paciente seja homem a cicatriz pode se tornar aparente mais para frente, devido a calvície, sendo recomendado complementar o tratamento com o transplante capilar.

A recuperação é muito difícil

Mito. Acredito que esse mito venha da preconcepção de que a frontoplastia envolve a estrutura óssea, mas na verdade a recuperação costuma ser muito tranquila, com pouca dor e inchaço, mas é importante separar duas semanas para descansar bem. A região da cicatriz costuma ficar também um pouco adormecida, mas isto é comum em cirurgias do tipo, e dentro de 3 a 6 meses voltará ao normal.

Sobre a Especialista:

CRM- SP 146410

Doutora Patricia Marques é graduada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, membro especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, com especialização em reconstrução de mama e cirurgia linfática no Hospital Santa Creu i Sant Pau em Barcelona, e complementação em cirurgia reparadora de mama, cabeça e pescoço no Hospital Memorial Sloan-Katering Cancer Center, em NY, EUA.


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