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Esclerose Múltipla, doença de Christina Applegate, atriz de Férias Frustradas e Perfeita é a Mãe, impacta 150 mil famílias todos os anos no Brasil

  • Quarta, 18 Agosto 2021 10:14
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Katiuscia Zanatta
  • SEGS.com.br - Categoria: Saúde
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O que as atrizes Cláudia Rodrigues e Christina Applegate têm em comum, além do talento para os palcos e o cinema? Ambas convivem com a Esclerose Múltipla, doença que acomete mais de 150 mil pessoas por ano, apenas no Brasil. O que todo mundo fala é sobre o doente em si. Mas, e a família? Como lidar com uma doença crônica, que muda não apenas a vida do paciente, mas de quem convive com ele?

No último dia 10, a atriz americana Christina Applegate revelou, em sua rede social, que foi diagnosticada com Esclerose Múltipla. A também americana Selma Blair filmou um documentário sobre sua convivência com a doença, que deve ser lançado em outubro, nos Estados Unidos. No Brasil, a atriz Cláudia Rodrigues chocou os fãs ao declarar, em 2006, que tinha sido diagnosticada com Esclerose Múltipla e demorou a voltar aos palcos. Isso porque teve que aprender a lidar com a doença e sua progressão no dia a dia. Isso, claro, só para citar alguns casos.

Seja na sua família ou em alguma família conhecida, de amigos ou até colegas de trabalho, é bem provável que você já tenha se deparado com algumas das dificuldades que essa doença traz, não apenas para quem a tem, mas para quem convive com ela. O próximo dia 30 de Agosto é considerado o Dia Nacional da Conscientização sobre a Esclerose Múltipla, doença que atinge cerca de 150 mil brasileiros todos os anos e é uma doença crônica, que pode se estender por anos e necessitar, aos poucos, de cuidados intensos.

A psicanalista Cláudia Barroso, à frente do Bem Me Care, programa que há mais de 10 anos oferece tratamento emergencial para familiares de pacientes que que estão lidando com um diagnóstico médico difícil, fala sobre a importância de se conhecer mais sobre o assunto para que seja possível cuidar não apenas do paciente, mas de quem convive com ele: “ao se falar sobre a doença, pode parecer que ‘quanto mais conhecimento, mais dor’, mas a verdade é ‘quanto mais conhecimento maior a possibilidade de se lidar com o problema e também com a dor que ele traz’”.

A Esclerose Múltipla é uma doença crônica, que pode se estender por anos e necessitar, aos poucos, de cuidados intensos. “Como a Esclerose Múltipla evolui de forma muito particular em cada pessoa e são muitos os sintomas possíveis, a incerteza é muito grande”, lembra Cláudia, “como é uma doença cujos sintomas são diversos e que podem se confundir com outras doenças, compreender o quadro, as possíveis evoluções, prognósticos e tratamentos, será melhor para o paciente e, consequentemente, para sua família, que poderá lidar com a realidade e não com a fantasia ou com a negação”.

“Meu conhecimento sobre a doença veio do atendimento em consultório a pacientes cujas família estavam lidando com as dificuldades que ela traz”, lembra Cláudia, antes de explicar: “no caso dos familiares, quando de fato o diagnóstico acontece, o primeiro sentimento é de culpa por não ter compreendido as reações que estavam acontecendo e, junto a isso, um medo quanto à evolução da doença”, lembra ela: “no começo, muitos sintomas são confundidos com falta de vontade, falta de interesse, preguiça, manha, desgastando a relação do paciente com sua família, gerando um estresse que precisa ser observado”.

“Quando o diagnóstico de EM efetivamente acontece, o paciente e sua família já estão lidando com os sintomas difusos há algum tempo e já estão desgastados emocionalmente e tomados pela insegurança. Além disso, são necessários muita persistência e tolerância no atendimento às limitações que a doença traz, e também muita força emocional para presenciar as mudanças na aparência física do familiar adoecido” explica a psicanalista.

As demandas físicas, apesar de difíceis e muito cansativas, costumam ser mais fáceis de absorver do que as demandas emocionais: “e é aí que o atendimento do Bem me Care pode fazer toda a diferença, trabalhando as demandas psíquicas e emocionais dos familiares que estão ligadas àquele quadro especifico, ajudando a lidar com a inseguranças, as mudanças de rotina e papeis e ampliando o bem-estar necessário para lidar melhor com a situação”.

Sobre Cláudia Barroso

Cláudia Barroso é Psicóloga Clínica formada pela Fundação Mineira de Educação e Cultura – FUMEC, com especialização em Psicoterapia Breve Psicanalítica pelo Instituto Sedes Sapientiae e Psicoterapia de Casal e Família. É Terapeuta Sexual, formada pelo Isexp e Psicanalista formada através de processo particular. Além de fundadora e idealizadora do projeto Bem me Care, é autora do livro "O impacto da má noticia médica na família. Uma visão psicanalítica", tendo como co-autora Sonia Pires, além de gestora do Falhei & Disse - Reflexões Psicanalíticas com Entretenimento. Hoje atende crianças, adolescentes, adultos, casais e famílias em seu consultório em São Paulo, atuando também de forma on-line.


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