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Artrite Lúpica: entenda como a doença funciona

  • Quinta, 22 Julho 2021 18:00
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Fernanda Baruffaldi
  • SEGS.com.br - Categoria: Saúde
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Especialista da Cobra Reumatologia explica tudo que um paciente precisa saber sobre a condição e como lidar com as dores

Para entender o contexto da chamada artrite lúpica, precisamos primeiro falar sobre o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), que se caracteriza em uma doença crônica inflamatória de origem autoimune. O Lúpus pode atingir diversos órgãos e se manifesta em fases de atividade e remissão ao longo do tempo, a depender do controle da doença. Os motivos podem ser genéticos, hormonais e ambientais.

As doenças autoimunes podem aparecer associadas. A artrite lúpica, diferente da artrite reumatoide, não costuma cursar com deformidades articulares graves. Porém em certos casos alguns pacientes podem ter associação da doença Artrite Reumatoide com o Lúpus Eritematoso Sistêmico e apresentar um quadro mais grave articular.

Assim como a maior parte das enfermidades reumatológicas, na artrite lúpica, os sintomas são dores nas articulações, que se manifestam geralmente pela manhã, pois o paciente acorda com bastante rigidez muscular, mas que tendem a melhorar ao longo do dia, sem deixar deformações.

Segundo a doutora Bruna Giusto, especialista na Cobra Reumatologia:

A artrite lúpica costuma ser benigna e demonstra uma resposta ágil ao tratamento simples. Diferente da Artrite Reumatoide que evolui mais rápido, de forma agressiva e pode causar deformidades, lesões e danos funcionais se não tratados rapidamente.

As partes mais afetadas são as periféricas, mãos, punhos, joelhos dificilmente afetando a coluna vertebral. O mais preocupante é quando causa danos aos ligamentos dos dedos, e a partir disso, ocasiona a frouxidão e desvio da articulação, o que pode até fazer com que os dedos entortem, mas é algo raro.

A Artrite inflamatória ainda pode apresentar correlação com outras doenças autoimunes como a doença celíaca (intolerância ao glúten) e a doença Inflamatória Intestinal, condições que devem ser excluídas como diagnóstico diferencial nas artrites autoimunes.

O diagnóstico é feito, principalmente, a partir da história clínica do paciente, que levanta a primeira suspeita, associados a exames laboratoriais, na investigação do Lúpus como uma doença sistêmica.

O tratamento quando o foco é a Artrite, envolve imunossupressores, e no caso do Lúpus, a hidroxicloroquina, com ótima resposta. Em casos mais graves refratários existem tratamentos imunobiológicos, a exemplo o belimumabe, que vem apresentando ótima resposta nos casos mais difíceis.

Os pacientes com doenças que causam dores crônicas precisam ter cuidado com a automedicação. As artrites inflamatórias respondem muito bem inicialmente ao corticoide e anti-inflamatórios, que são medicamentos de uso pontual e quando acompanhados por médicos não apresentam riscos. Porém, o uso indiscriminado e excessivo traz efeitos colaterais graves, como gastrite com formação de úlcera, lesão nos rins, sangramento intestinal, entre outros.

O primeiro passo ao se deparar com uma artrite crônica (duração maior que 6 semanas) é procurar um reumatologista, para entender o panorama da dor articular, sua evolução, progressão e acompanhar com o tratamento adequado. Desta forma, com o tratamento instituído, o paciente, com certeza, poderá levar uma vida normal, com qualidade e sem dor.

Dra. Bruna Giusto é especialista na Clínica Cobra de Reumatologia São Paulo, faz residência médica pela Universidade São Paulo (USP) e atua no Hospital Nove de Julho.


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