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Julho Amarelo - Mês De Combate Às Hepatites Virais

  • Terça, 13 Julho 2021 10:57
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Danielle Campos
  • SEGS.com.br - Categoria: Saúde
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A doença, considerada silenciosa, pode levar a complicações antes mesmo que a pessoa descubra que está infectada

As hepatites virais são um grande problema de saúde que atinge não só o Brasil, mas o mundo inteiro. As hepatites B e C também são responsáveis por dois terços dos casos de câncer de fígado no mundo. Por isso, com o objetivo de alertar e conscientizar a população sobre os riscos da doença, formas de prevenção e incentivar as pessoas a se vacinarem contra as hepatites e a buscarem o diagnóstico precoce e tratamento, criou-se o mês de combate às hepatites virais. A doença ataca o fígado e, inicialmente, apresenta poucos sintomas, especialmente as B e C. Para incentivar a testagem e o tratamento da doença, o Instituto Brasileiro do Fígado (Ibrafig), ligado à Sociedade Brasileira de Hepatologia, lançou a campanha “Não vamos deixar ninguém pra trás”. O objetivo é promover o diagnóstico precoce e evitar a necessidade de transplantes, o que hoje é muito comum.

O Brasil é signatário de um plano da Organização Mundial da Saúde (OMS) que visa reduzir a mortalidade atribuída às hepatites em mais de 75%, até 2030. Para isso, o país precisaria realizar testagem só para hepatite C entre 9 milhões e 12 milhões de pessoas todo ano, mas com a pandemia, a procura por testagens nos postos de saúde caiu muito, alerta o Ibrafig.

“As hepatites B e C costumam evoluir de forma silenciosa e o indivíduo só acaba descobrindo que tem uma doença no fígado quando desenvolve cirrose ou câncer, já em fase avançada. Nesses casos, o tratamento não é mais possível e a alternativa é o transplante”, explica Bárbara Pereira, imuno-hematologista pela UFRJ e diretora chefe do setor de análises clínicas do Laboratório e Clínica Lach, no Jardim Botânico.

A especialista lembra que o SUS disponibiliza vacina para as hepatites A e B para crianças até os 2 anos de idade e que a testagem para identificação da doença está disponível para os tipos B e C. “Adultos que nunca tomaram vacina para hepatite também precisam se vacinar. Além disso, é indicado tomar um reforço da vacina para hepatite A, o que só é feito nas clínicas particulares”, alerta Bárbara.

Para os dois primeiros tipos, a vacinação é a melhor forma de prevenção, já para a hepatite tipo C, não há vacina, mas existe tratamento e quanto mais cedo a doença for detectada, melhor. É importante ficar atento aos principais sinais de hepatite que são: cansaço, febre, tontura, enjoo, vômito, dor abdominal, mal-estar, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. “Mas, como em 80% dos casos os sintomas só aparecem na fase grave, a realização de exames periódicos é a melhor forma de detectar a doença em estágio inicial”, ressalta a especialista.

Durante esse mês de conscientização, o Lach, Laboratório e Clínica, disponibiliza com 30% de desconto a vacina combinada contra os vírus da hepatite A e B, uma boa alternativa para as pessoas que não foram vacinadas. O esquema deve ser feito em duas doses em pessoas com menos de 16 anos, com intervalo de 6 meses; e em três doses em pessoas com mais de 16 anos, sendo a segunda 1 mês após a primeira e, a terceira, 5 meses depois. O laboratório também está com desconto para outras imunizações por tempo limitado.

A imuno-hematolosita Bárbara Pereira destaca, ainda, que a vacina é especialmente importante para profissionais da área da saúde, manicures, bombeiros, policiais, hemofílicos e pacientes que fazem hemodiálise. Para esse grupo de risco, o teste anual para detecção do vírus também deve fazer parte da rotina de cuidados com a saúde. “O tratamento depende do tipo de hepatite diagnosticado. No caso da hepatite A é preciso ficar de repouso e ter cuidados com a dieta. Já as hepatites do tipo B, C e D têm tratamento por meio de medicamentos disponíveis na rede pública de saúde. Mas como os sintomas demoram a surgir, o exame anual é fundamental”, reforça Bárbara.

SOBRE CADA TESTE
Anticorpo para o HBsAg (AntiHBs)
Um resultado positivo significa que a pessoa teve contágio e eliminou o vírus, ou se vacinou contra a Hepatite B;

Anticorpos para antígeno da Hepatite B (Anti-HBc)
Um resultado positivo significa que teve contato com o vírus, recente ou no passado;

Anticorpos para antígeno core da Hepatite B da classe IgM (Anti-HBc IgM)
Um resultado positivo, ou reagente, indica infecção aguda recente;

Antígeno de superfície da Hepatite B (HBsAg)
Um resultado positivo significa que a pessoa é portadora do vírus VHB;

Antígeno de superfície da Hepatite E (HBeAg)
Um resultado positivo significa que há infecção por Hepatite B e que esta pessoa está mais propensa a passar a infecção para outras pessoas, pois o vírus está se multiplicando.

AINDA SOBRE A VACINA

Tanto a vacina da hepatite A quanto da hepatite B são fornecidas gratuitamente pelo SUS, e estão no Calendário Nacional de Vacinação para crianças. A rede pública fornece apenas a primeira dose, quando o indicado pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) são três doses para hepatite B e duas para hepatite A. É ideal fazer o reforço na rede particular. A vacina para hepatite B só foi incluída no calendário de vacinação em setembro de 1998, por isso, os adultos precisam se vacinar num esquema de três doses.


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