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Famílias superam diagnóstico médico difícil com ajuda do Bem me Care

  • Terça, 04 Mai 2021 10:06
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Planta e Cresce
  • SEGS.com.br - Categoria: Saúde
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Com a ajuda do programa Bem me Care, familiares de pessoas que receberam diagnóstico médico difícil podem ter suas vidas reequilibradas e, de forma mais efetiva, ajudar na tomada de decisões e na própria recuperação do paciente. Conheça histórias de superação que aconteceram com o atendimento do programa.

Nesses 10 anos de atuação, o programa Bem me Care já ajudou inúmeras famílias a lidarem com diagnósticos médicos difíceis. “Muitas vezes, o abalo familiar prejudica inclusive o tratamento”, revela Cláudia Barroso, psicanalista que lidera o programa. Ela explica: “ao entendermos como a situação abalou a estrutura da família em si, colaboramos para trazer de volta o equilíbrio necessário para a reorganização familiar e a tomada de decisões que, muitas vezes, acabam ajudando ainda mais a que o próprio paciente tenha melhoras significativas”.

Entre os atendidos, estão Renata Palostri, cuja morte do avô, patriarca da família, revelou uma desestrutura no núcleo familiar anterior ao seu falecimento e uma grande dor a ser trabalhada. Uma das dificuldades foi se perceber como neta e não filha, ou seja, não estar na posição de tomar as decisões e, aos mesmo tempo vendo as pessoas à sua volta tendo que se reestruturar. Ela conta: “conversar com a Cláudia foi importante nesse processo de assimilação de limitações, deveres e necessidades tanto da família, quanto individuais”. Ajudamos na "dança das cadeiras ", como nomeamos esse movimento de papéis dentro da família.

Para Reginea Diana Nunes & Luiz Carlos Ferreira, foi o diagnóstico de câncer de intestino dele que abalou a família: No início ele não ficou sabendo da gravidade da situação e coube a mim zelar por sua vida. Um peso insuportável. Depois pedi ao médico que contasse e “aparentemente, ele recebeu bem a notícia, mas, quando saiu do consultório, parecia enlouquecido. Estava em total desequilíbrio. Perguntava 'Por que comigo?', e chorava muito", conta Reginea. O trabalho da Bem me Care, nesse caso, a ajudou a recorrer ao médico para que contasse ao marido. Assim ele, mesmo revoltado com o diagnóstico, assumiu o tratamento e pode se curar. Regineia saiu do lugar impossível de "guardião da vida" para "companheira que apoia e ajuda", ficando ao lado do marido para enfrentar a doença.

Adriana Trussardi, empresária, procurou a Bem me Care quando sua mãe foi diagnosticada com câncer de ovário em estágio avançado. Adriana conta que foi difícil acreditar: aquela mulher infalível estava abalada e ela não poderia viver sem sua força “queria fazer o possível e o impossível para ela ficar viva". O trabalho com a Cláudia ajudou a aceitar as decisões que a mãe de Adriana tomou, abriu espaço para uma mãe agora fragilizada, pode fazer o luto simbólico da mão infalível e possibilitou uma nova estrutura familiar.

O Bem me Care atende apenas a família e foca na situação do abalo psíquico causado pelo diagnóstico médico grave com o qual estão convivendo, sem tratar individualmente questões psicológicas antigas dos participantes. O tratamento pode ser individual ou em grupo e podem participar familiares, amigos e até mesmo colegas de trabalho, dependendo de quais dinâmicas o diagnóstico atingiu.

O programa acolhe famílias e pessoas que convivem com quem teve ou tem um diagnóstico de doenças graves e até fatais, como câncer e AIDS, mas também como Alzheimer, Parkinson, TDAH (transtorno do déficit de atenção com hiperatividade), Síndrome de Down e até a própria Covid-19, nos dias de hoje.

Sobre Cláudia Barroso

Cláudia Barroso é Psicóloga Clínica formada pela Fundação Mineira de Educação e Cultura – FUMEC, com especialização em Psicoterapia Breve Psicanalítica pelo Instituto Sedes Sapientiae e Psicoterapia de Casal e Família. É Terapeuta Sexual, formada pelo Isexp e Psicanalista formada através de processo particular. Além de fundadora e idealizadora do projeto Bem me Care e co-autora do livro “O impacto da má notícia médica na família. Uma visão psicanalítica”, é também gestora do Falhei & Disse - Reflexões Psicanalíticas com Entretenimento. Hoje atende crianças, adolescentes, adultos, casais e famílias em seu consultório em São Paulo, atuando também de forma on-line.


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