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Abril Marrom: o que é importante saber sobre prevenção à cegueira

  • Sexta, 30 Abril 2021 08:56
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Fabiane Giusti
  • SEGS.com.br - Categoria: Saúde
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Avanços tecnológicos facilitam diagnósticos e trazem melhores resultados e qualidade de vida aos pacientes

Abril Marrom é o mês dedicado à campanha de saúde sobre prevenção da cegueira. De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, há mais de 1,2 milhão de cegos no Brasil. No entanto, a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que cerca de 80% dos casos de cegueira são evitáveis e/ou tratáveis, ou seja, mais de 950 mil brasileiros que perderam a visão poderiam estar enxergando, se tivessem recebido tratamento apropriado e em tempo adequado.

“A prevenção não pode parar nem em tempo de pandemia. Procure o oftalmologista para um check-up e prevenção das principais causas de cegueira no mundo: catarata, glaucoma e a degeneração macular relacionada à idade (DMRI)”, alerta o Dr. Takashi Hida, oftalmologista-chefe do Setor de Catarata do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), empresa do Grupo Opty. Todas as unidades da Opty seguem rigorosos protocolos para atender com segurança os pacientes.

O médico também alerta para outras questões trazidas pelo novo coronavírus que merecem atenção. Desde o início da pandemia, a Academia Americana de Oftalmologia vem divulgando diversas pesquisas relacionados à disseminação do vírus e às suas repercussões sistêmicas e oculares. Recentemente apresentou uma série de casos de perda de visão em paciente com COVID-19 decorrente de oclusão vascular da retina*. “Pesquisadores lutam para entender e combater as consequências causadas pela COVID-19. Apesar de não ser claro o que o vírus causa nos pacientes recuperados, já está comprovado que essa doença pode originar danos cardiometabólicos**, como diabetes e hipertensão podendo gerar de leves a graves implicações indiretas, retinopatia diabética, catarata e retinopatia hipertensiva entre elas”, comenta o Dr. Takashi. “Ainda não há pesquisas sistemáticas de longa data com resultados robustos sobre o assunto por ser uma doença recém diagnosticada, mas recomendamos fortemente que pessoas que tiveram COVID-19 façam acompanhamento regular com o oftalmologista para detecção de possíveis sequelas”, afirma.

Principal causa – A OMS estima que a catarata é responsável por 47,8% dos casos de cegueira no mundo, sendo a principal causa de cegueira adquirida em todo o mundo. A doença provoca a perda progressiva, porém reversível, da visão, podendo ser imperceptível pelo paciente nos estágios iniciais. A cirurgia da catarata consiste na remoção do cristalino opaco e sua substituição por uma lente intraocular artificial transparente. Paralelamente, a presbiopia, a diminuição progressiva da capacidade de focar nitidamente objetos a curta distância, é um dos principais problemas que podem surgir com o envelhecimento e costuma ocorrer a partir dos 40 anos de idade. “É cada vez mais comum encontrarmos pessoas entre 40 e 50 anos se submetendo a cirurgias de catarata, resolvendo, assim, essas perdas graduais de visão”, conta o Dr. Takashi.

O implante de lentes intraoculares multifocais é uma opção que tem se tornado frequente para aqueles que têm interesse em reduzir a dependência de óculos no pós-operatório da cirurgia de catarata. “Há evidências, inclusive, que as lentes multifocais podem ajudar a diminuir acidentes domésticos e o risco de queda de idosos”, explica o oftalmologista.

Avanços tecnológicos, como as Lentes Intraoculares (LIOs) Trifocais, têm demonstrado melhores resultados para esses pacientes tanto refrativos quanto visuais. “As Lentes Intraoculares Bifocais apresentam apenas dois focos principais: longe e perto. No entanto, atualmente, o foco intermediário tem sido cada vez mais exigido, com o uso muitas vezes excessivo de telas, como computadores, smartphones e tablets. Essa necessidade estimulou o desenvolvimento das lentes com três pontos focais”, destaca o Dr. Lucas Perez Vicente, do HCLOE, uma empresa do Grupo Opty em São Paulo. “Estudos clínicos recentes, como o realizado em 15 localidades e publicado no Journal of Cataract & Refractive Surgery (novembro/2020), têm demonstrado o quanto essas lentes mais modernas têm beneficiado esse público, apresentando melhor desempenho visual em distâncias próximas e intermediárias, além de baixa incidência de fenômenos fóticos”, completa. A diminuição da sensibilidade ao contraste e a presença de reflexos/halos são preocupações potenciais para pacientes que recebem lentes intraoculares multifocais (bifocais), que frequentemente relatam aumento de distúrbios visuais em comparação com aqueles que recebem LIOs monofocais.

Outros alertas – Já o glaucoma é a segunda causa de cegueira no mundo (12,3%), superado apenas pela catarata (47,8%), de acordo com a OMS. Há cerca de 900 mil glaucomatosos no Brasil. Contudo, o Ibope Inteligência constatou recentemente que 40% das pessoas desconhecem essas doenças. O glaucoma pode causar cegueira permanente, uma vez que a perda de visão não pode ser recuperada. O tratamento consiste em controlar os sintomas por meio de colírios ou uso de stents medicamentosos inseridos em procedimentos cirúrgicos pouco invasivos. “A detecção precoce de uma doença silenciosa como o glaucoma somente é possível por meio do exame oftalmológico rotineiro, o que torna a prevenção fundamental”, alerta o Dr. Lucas Perez Vicente.

A degeneração macular relacionada à idade (DMRI), por sua vez, é uma doença crônica progressiva que ocorre na parte central da retina chamada mácula e que leva à perda progressiva da visão central. É a principal causa de perda irreversível da visão entre as pessoas acima de 50 anos. Atualmente, cerca de 30 milhões de pessoas no mundo têm DMRI, de acordo com a OMS. Condições ambientais, alimentação e predisposição genética também são fatores de risco, porém o maior deles é a idade: o problema acomete 10% de pacientes entre 66 a 74 anos e 30% com mais de 75 anos.

“Vale destacar que, hoje em dia, a inteligência artificial no mapeamento de retina é uma aliada na detecção precoce de retinopatia diabética, DMRI e glaucoma. O exame também consegue identificar a catarata, através da sombra que ela causa no próprio exame. Hoje existe um software inteligente, com big data baseado em 300 ou 400 mil exames, que já faz uma leitura precisa desses achados”, conta o Dr. Takashi Hida.

*American Academy Ophthalmology, Renée Solomon, 26/02/2021

**Diabetes, Obesity and Metabolism, 27/11/2020

Sobre o Opty

O Grupo Opty nasceu em abril de 2016, a partir da união de médicos oftalmologistas apoiados pelo Pátria Investimentos, que deu origem a um negócio pioneiro no setor oftalmológico do Brasil. O grupo aplica um novo modelo de gestão associativa que permite ampliar o poder de negociação, o ganho em escala e o acesso às tecnologias de alto custo, preservando a prática da oftalmologia humanizada e oferecendo tratamentos e serviços de última geração em diferentes regiões do País. No formato, o médico mantém sua participação nas decisões estratégicas, mantendo o foco no exercício da medicina.

Atualmente, é o maior grupo de oftalmologia da América Latina, agregando 25 empresas oftalmológicas, e mais de 1800 colaboradores e 750 médicos oftalmologistas. O Instituto de Olhos Freitas (BA), o DayHORC (BA), o Instituto de Olhos Villas (BA), a Oftalmoclin (BA), o Hospital Oftalmológico de Brasília (DF), o Hospital de Olhos INOB (DF), o Hospital de Olhos do Gama (DF), o Centro Oftalmológico Dr. Vis (DF), o Hospital de Olhos Santa Luzia (AL), o Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem (SC), o Centro Oftalmológico Jaraguá do Sul (SC), a Clínica Visão (SC), o HCLOE (SP), a Visclin Oftalmologia (SP), o Eye Center (RJ), Clínica de Olhos Downtown (RJ) e COSC (RJ), Lúmmen Oftalmologia (RJ), Hospital de Olhos do Meier (RJ), Hospital Oftalmológico da Barra (RJ), Centro Cirúrgico Jardim de Alah (RJ), o Oftalmax Hospital de Olhos (PE), UPO Oftalmologia – Unidade Paulista de Oftalmologia (SP) e do HMO – Hospital Medicina dos Olhos (SP) fazem parte dos associados, resultando em 55 unidades de atendimento. 


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