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Dados indicam que a resistência à vacina é ideológica e não científica

  • Quinta, 11 Fevereiro 2021 07:54
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Fabíola Binas
  • SEGS.com.br - Categoria: Saúde
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Foram coletados 13.4 milhões de tweets e 103.3 milhões de interações sobre o assunto

A Zygon, adtech especializada em soluções de mídia programática, realizou um estudo recente coletando 13.4 milhões de tweets e 103.3 milhões de interações, em apenas 121 dias, para levantar e analisar dados sobre a resistência à vacina no Brasil.

“Entre os tweets com posicionamentos antivacina, 8 em cada 10 mencionam esse debate, o que mostra que a principal motivação das pessoas que se opõem às vacinas nada tem a ver com as vacinas em si, mas sim com posicionamentos políticos sobre elas”, explica Lucas Reis, CEO e Doutor em Big Data aplicada à análise de dados de redes sociais.

Três grandes picos

As publicações sobre vacinas para covid-19 têm crescido ao longo do tempo, com três picos principais:

10.2020, provocado pelo cancelamento da compra da Coronavac pelo Governo Federal. Neste dia, o volume de tweets foi 465% maior que a média dos dias anteriores.
12.2020, no dia do julgamento do plenário do STF sobre a constitucionalidade da exigência da vacinação.
Dia da aprovação do uso emergencial de duas vacinas pela Anvisa e primeira vacinação de um brasileiro contra covid-19, gerando um volume 533% maior de menções que a média do período.

Dados Gerais

- 8 em cada 10 mencionam o debate sobre a obrigatoriedade da vacinação. Isso faz desse tema a principal motivação das pessoas que se opõem às vacinas. Assuntos como a eficácia das vacinas, o tempo de desenvolvimento delas ou seus efeitos colaterais aparecem de forma bastante pontual no debate.
- Menções a Bolsonaro e a Dória são 10x mais comuns que aquelas a instituições como a Anvisa e o STF.
- A Coronavac domina o debate sobre imunizantes específicos. De todas as vezes em que aparecem nomes de vacinas, 82,6% das menções se referem à Coronavac - ou ao Butantan -, enquanto a Sputnik, por exemplo, aparece em apenas 0,5% das mensagens.
- Apenas 13% das mensagens consideradas como antivacina mencionam um imunizante específico. Portanto, a maior parte do debate não está pautada em questões ligadas a vacinas específicas, mas sim a posicionamentos mais gerais
- Em janeiro, o volume de menções a “Vacina do Butantan” foi 750% maior que a média. Já o volume de menções à “vacina da China” foi 53% menor.
- Após a declaração do presidente Bolsonaro em apoio a vacinação no dia 27.01, houve uma queda de 85% no volume de menções antivacina no Twitter.


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