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Vacina contra COVID-19: ABE defende a imunização para pessoas com epilepsia

  • Quarta, 10 Fevereiro 2021 11:09
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Giovana Telles
  • SEGS.com.br - Categoria: Saúde
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Associação Brasileira de Epilepsia comenta sobre fake news das vacinas da COVID-19 e promove live com neurologistas para esclarecerem informações sobre a bula da Coronavac e abordarem sobre tópicos que envolvem a vacinação nas pessoas que possuem epilepsia

A vacinação contra o coronavírus já começou e pessoas que têm algum problema de saúde, estão em busca de informações para saberem se podem tomar a vacina. Para inibir o surgimento de fake news e a falta de conhecimento, a Associação Brasileira de Epilepsia destaca que não existe nenhum impedimento para pessoas com epilepsia serem imunizadas contra a COVID-19. Apenas há a necessidade de uma avaliação médica individual no caso de quem tem sensibilidade para ter crise com febre ou após vacinas, algo mais comum em crianças, em especial com Síndrome de Dravet.

De acordo com o Neurologista e Vice-Presidente da ABE, Doutor Lécio Figueira, não há evidências de que pessoas que têm epilepsia, possuem risco maior de terem efeitos colaterais. Porém, antes de receber a vacina, quem tem a doença precisa informar ao local onde vai adquirir a dose.

“Alergias em geral, reações alérgicas a vacinas anteriores e todos os medicamentos tomados, principalmente, os que suprimem o sistema imunológico, são tópicos que devem ser avisados. Em casos como o de pessoas que têm epilepsia e possuem sensibilidade para ter febre após vacinações, o ideal é que conversem com seus médicos para estes analisarem os riscos e os benefícios de tomar a vacina conta a COVID-19. Em algumas pessoas, a febre pode facilitar a ocorrência de crises epilépticas”, explica.

A Mestre em Ciências da Saúde, Doutora Daniela Bezerra, também destaca que ter epilepsia e os medicamentos para crises normalmente utilizados, não são fatores de risco para o coronavírus. “O que não deve ser esquecido é que algumas das pessoas que têm epilepsia, também têm outros problemas de saúde como diabetes, ou seja, precisam ter cuidado redobrado. Mesmo após receber a vacina contra o coronavírus é importante continuar usando máscara e mantendo o isolamento social”, afirma.

Para contribuir com a disseminação de informações corretas, além de divulgar conteúdos sobre o assunto nas redes sociais, a Associação Brasileira de Epilepsia promove no dia 18, às 19 horas, no Facebook, a live “Vacina de COVID-19 e Epilepsia”. Os profissionais, Doutor Lécio Figueira e a Doutora Daniela Bezerra vão esclarecer informações sobre a bula da vacina Coronavac e abordar sobre diversos tópicos que envolvem a vacinação nas pessoas que possuem epilepsia.

Segundo a Presidente da ABE, Maria Alice Susemihl, levar informações confiáveis para as pessoas é essencial, principalmente, quando o assunto está relacionado com vidas. “Em um momento repleto de novidades, precisamos contribuir da melhor maneira possível, esclarecendo dúvidas e até tranquilizando o público, por meio de explicações de especialistas. Um dos objetivos da Associação Brasileira de Epilepsia é sempre disseminar informações sobre a doença, então não poderíamos deixar de abordar sobre um assunto tão sério”, conclui.

Serviço

Live

Tema: “Vacina de COVID-19 e Epilepsia”

Dia: 18 de fevereiro de 2021

Horário: 19h

Local: facebook.com/AssociacaoBrasileiradeEpilepsia

Sobre Associação Brasileira de Epilepsia

A ABE é uma Associação sem fins lucrativos que se estabeleceu como organização para divulgar conhecimentos acerca dos tipos de epilepsia, disposta a promover a melhora da qualidade de vida das pessoas que convivem com a doença. Integra o International Bureau for Epilepsy e é composta por pessoas que têm epilepsia, familiares, neurologistas, nutricionistas, advogados, assistentes sociais, pesquisadores e outros profissionais. Atua formando grupos de autoajuda, facilitando a reabilitação profissional, lutando pelo fornecimento regular de medicamentos nos postos de saúde e hospitais públicos, além de batalhar, incansavelmente, pelo bem-estar das pessoas que convivem com a doença e pelo fim dos estigmas e preconceitos sociais.


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