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Grupo de risco para Covid-19, gestantes precisam manter pré-natal em dia

  • Terça, 09 Fevereiro 2021 11:51
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Cíntia Neves
  • SEGS.com.br - Categoria: Saúde
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Especialista fala sobre riscos e os cuidados necessários com as grávidas com Covid

A gravidez é um período delicado na vida da mulher. Com a pandemia do novo coronavírus, gestantes passaram a ter ainda mais preocupações quanto aos riscos e cuidados necessários com o vírus. Questões como a decisão de manter o pré-natal ou não, as chances de bebês nascerem prematuros ou mesmo a transmissão vertical de mães para seus filhos figuram entre as dúvidas de grávidas infectadas com o coronavírus.

Embora muitos estudos em grávidas ainda estejam em andamento, uma questão parece ser unânime entre os pesquisadores: grávidas infectadas ou não devem manter o pré-natal. “O medo do contágio não pode ser empecilho para deixar o acompanhamento de mãe e bebê. Até mesmo as grávidas com Covid devem seguir com o pré-natal. Existem formas alternativas para a paciente não deixar a rotina de consultas como o teleatendimento e tudo deve ser discutido com o médico. No último trimestre da gravidez, as consultas presenciais são fundamentais”, explica Renilton Aires Lima, ginecologista e obstetra do Hospital Márcio Cunha, administrado pela Fundação São Francisco Xavier e referência para o leste de Minas Gerais.

Segundo o médico, as gestantes infectadas, a depender do grau da doença, estão sujeitas a complicações como risco maior de trombose, de terem bebês prematuros, de parto por cesariana e em casos mais graves, de necessidade de um tratamento de terapia intensiva. “Quem vai avaliar as condições das grávidas e dos bebês são os médicos. Para isso, é preciso a análise de uma equipe multidisciplinar. São eles que irão discutir e avaliar a necessidade de uma intervenção por cesárea ou até mesmo de interromper uma gravidez. Mas a maioria dos estudos até agora não apontam muitos casos graves em grávidas com Covid”, diz o médico.

A preocupação com a transmissão vertical, ou seja, de mães positivas infectarem os filhos tem sido estudada. “As pesquisas ainda não são satisfatórias e tudo é muito novo em se tratando de medicina. O importante é o cuidado, a atenção e o monitoramento. Temos que acompanhar os estudos e também entender como esse vírus atuará a longo prazo”, explica o médico.

Quanto ao protocolo de tratamento de grávidas com Covid, o ginecologista esclarece que ele é o mesmo para todos com a doença. “Isolamento e acompanhamento. Não existe remédio com eficiência comprovada para o tratamento da doença”, disse.

Grupo de risco

As mulheres, principalmente, no terceiro trimestre da gravidez e as puérperas são consideradas grupos de risco. Apesar de não existirem evidências de que as gestantes se infectem mais, algumas pesquisas apontam que as grávidas possuem mais chances de desenvolverem complicações com a Covid do que as mulheres não grávidas. “Uma das explicações seriam as próprias alterações imunológicas e fisiológicas das gestantes que são mais propensas a infecções”, ressalta Renilton.

Um estudo realizado pelo Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos constatou que as mulheres grávidas em comparação às não gestantes têm mais chances de desenvolver complicações decorrentes de Covid-19, precisar de UTIs e ventilação mecânica.

A pesquisa analisou amostra de 400 mil mulheres sintomáticas de 15 a 44 anos, 23.400 delas grávidas. Os resultados mostraram que as gestantes tinham uma probabilidade significativamente maior que as mulheres não grávidas de precisar de terapia intensiva (10,5 casos por 1.000, frente a 3,9). O risco para ventilação mecânica e oxigenação era duplicado.

Para o médico ginecologista a dica para todas as gestantes continua sendo fazer pré-natal (seja presencial ou por teleconsulta) e manter os exames. “Não se descuidem das consultas e do acompanhamento. A pandemia não justifica interromper tratamentos. Os malefícios para a saúde de mãe e filho são maiores. O importante é continuar com cuidados como o uso de máscara, distanciamento social, uso de álcool em gel, lavagem das mãos e, em casos positivos da doença, reforçar o monitoramento”.


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