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Luz Pulsada é segura e eficaz para tratar inflamação crônica nas pálpebras, diz estudo

  • Terça, 01 Dezembro 2020 11:00
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Leda Sangiorgio
  • SEGS.com.br - Categoria: Saúde
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A tecnologia também reduz a recorrência das crises da blefarite

A IRPL® (Intense Regulated Pulsed Light), mais conhecida como luz intensa pulsada, se mostra cada vez mais importante para o controle das doenças palpebrais, como a blefarite. Um estudo publicado no Journal of Ophthalmology apontou que a tecnologia é segura e eficaz para reduzir a inflamação nas pálpebras, bem como diminui a frequência das crises.

Segundo Dra. Tatiana Nahas, oftalmologista e Chefe do Serviço de Plástica Ocular da Santa Casa de São Paulo, a introdução da luz pulsada no tratamento da blefarite e das doenças relacionadas às glândulas de Meibômio, foi disruptiva.

“Os tratamentos convencionais como o uso de anti-inflamatórios tópicos e/ou antibióticos e a higiene das pálpebras não são capazes de fornecer um alívio completo e de longo prazo para os sintomas, bem como não reduzem a recorrência das crises”.

“Já a luz pulsada tem se mostrado um tratamento muito eficaz para os pacientes, principalmente para aqueles que não respondem aos tratamentos convencionais. Portanto, os estudos corroboram o que temos visto na prática clínica”, diz Dra. Tatiana.

Sintomas são piores pela manhã

O processo inflamatório envolvido na blefarite altera a secreção das glândulas de Meibômio, o que prejudica a lubrificação dos olhos, agravando a inflamação da superfície ocular. Os sintomas costumam ser mais intensos pela manhã

Olhos inchados, coceira, vermelhidão no globo ocular e nas pálpebras, sensibilidade à luz (fotofobia), ardência, perda de cílios e formação de crostas nas bordas das pálpebras, que podem, literalmente, “grudar” os olhos, são sintomas mais comuns da blefarite e da meibonite.

Da pele para os olhos

A luz intensa pulsada tem sido amplamente utilizada na dermatologia para o tratamento de várias doenças da pele. E foi justamente a observação dos efeitos da tecnologia que permitiu expandi-la para a área oftalmológica. Como?

Os médicos perceberam que a terapia com a luz pulsada feita para tratar algumas doenças de pele tinham como efeito secundário a melhora dos sintomas do olho seco.

A partir dessa observação, foram realizados estudos clínicos para analisar se isso se confirmava em pacientes com blefarite, meibonite e ceroconjuntivite sicca (olho seco).

“Os resultados foram muito animadores. A luz intensa pulsada se mostrou segura, eficaz e bem tolerada, com raras reações adversas. O tratamento é aplicado em três sessões, com resultados que podem durar até três anos, dependendo da severidade da doença.

“As manifestações clínicas da blefarite são bem variadas. A doença pode evoluir para uma ceratoconjuntivite, inflamação da córnea e da conjuntivite. Caso haja uma piora dessa condição, é possível ocorrer uma infiltração corneana, ulceração e, eventualmente, formação de cicatriz com consequente perda de visão”, alerta Dra. Tatiana.

Por dentro da tecnologia

A luz intensa pulsada é uma energia luminosa. Na hora da aplicação, essa luz se transforma em calor (energia térmica). O calor vai permitir a coagulação e ablação (cauterização) dos capilares. Com isso, há redução dos fatores inflamatórios.

Outro efeito crucial da energia térmica é a redução dos ácaros e bactérias envolvidos na blefarite e na meibonite, como o Demodex brevis e a Bacillus oleronius, potenciais mediadores dessas condições.

Por último, o efeito térmico da luz intensa pulsada ajuda a desentupir as glândulas de Meibômio, pois acaba amolecendo a secreção acumulada. E isso também ajuda a melhorar o filme lacrimal.

A luz intensa pulsada para tratamento da blefarite, meibonite e suas complicações é realizada por meio de três sessões, com intervalos de 15 e 30 dias. Cada aplicação dura em torno de 3 a 5 minutos e só pode ser feito por um oftalmologista treinado para a utilização do equipamento.


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