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Psoríase atinge 5 milhões de brasileiros

  • Terça, 17 Novembro 2020 11:38
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Raquel Pinho
  • SEGS.com.br - Categoria: Saúde
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Causada por uma série de fatores associados, mesmo sem cura, é possível ter uma vida sem lesões ao aliar tratamentos com qualidade de vida, aponta especialista

De acordo com informações da ONG Psoríase Brasil, a doença acomete mais de 125 milhões de pessoas no mundo todo. No Brasil, são mais de cinco milhões de portadores da doença que pode surgir em qualquer idade. A médica dermatologista Julyanna do Valle Lima (CRM 16116/RQE 10437) explica que, mesmo não tendo cura definitiva, os tratamentos disponíveis são eficientes para que os acometidos da doença possam conviver com uma pele sem lesões, por isso a importância de buscar um tratamento adequado.

A psoríase é uma doença inflamatória da pele relativamente frequente, que atinge cerca de 2% da população mundial. Pode-se iniciar em qualquer idade e acomete igualmente homens e mulheres. Embora a causa seja desconhecida, pode estar relacionada a vários fatores atuando em conjunto para o seu surgimento como problemas no sistema imunológico, estilo de vida e predisposição genética, como detalha a médica que atende no centro clínico do Órion Complex. “A doença se manifesta com lesões que podem variar desde manchas vermelhas com escamas secas esbranquiçadas ou prateadas, descamação e coceira no couro cabeludo até alterações nas unhas e dor nas articulações”, pontua.

A doença possui algumas graduações que recebem tratamentos diferentes, mas o que funciona bem para uma pessoa não necessariamente funcionará para outra. “Por isso o tratamento da psoríase deve ser sempre individualizado, pois já é possível viver com uma pele sem ou quase sem lesões, até mesmo para quem apresenta as formas mais graves”, ressalta Julyanna. Administração de cremes, loções e shampoos são recomendados aos casos mais leves, já nos moderados, são indicados tratamentos sistêmicos que envolvem a fototerapia (exposição a radiação ultravioleta UVA E UVB), medicamentos orais e, em casos mais graves, as medicações injetáveis, os biológicos (ou imunobiológicos), que foram incorporados recentemente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

É importante ressaltar, que dependendo do tipo e do estado do paciente, as crises podem durar de algumas semanas a meses e as lesões podem mudar de tamanho, forma e localização. Julyanna lembra ainda que embora a psoríase possa causar descamação e vermelhidão no couro cabeludo, semelhante ao quadro de caspa, as duas são doenças de pele diferentes e por isso, ao aparecer sintomas é importante consultar um dermatologista, que é o profissional capacitado para fazer o diagnóstico e indicar o tratamento mais adequado. “É sabido há muito tempo que a exposição solar moderada melhora muito as lesões, porém, a exposição exagerada pode piorá-las”, completa.

O estresse emocional é um fator desencadeante bastante conhecido e, por esse motivo, muitas vezes a psoríase é considerada uma doença puramente de fundo emocional. A médica desmente esse mito e lembra que o estresse é apenas um dos fatores desencadeantes que também podem estar associados ao consumo de bebidas alcoólicas e cigarro, por exemplo. No entanto, a redução da ansiedade é importante no controle da doença. “Outro mito que devemos derrubar é sobre contágio. Como já falei, as causas estão relacionadas a uma série de fatores, mas de nenhuma forma é possível transmitir de uma pessoa para outra,” afirma a médica. Além do estresse, podem piorar a situação o hábito de coçar ou cutucar a pele, o tempo frio, que deixa a pele mais ressecada e uso de medicamentos.


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