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Novembro Azul: depressão após o diagnóstico do câncer de próstata

  • Quarta, 11 Novembro 2020 18:57
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Fernanda Glinka
  • SEGS.com.br - Categoria: Saúde
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Segundo o Dr. Sivan Mauer, psiquiatra especialista em depressão, pacientes diagnosticados com câncer de próstata devem ser avaliados, principalmente, em relação à depressão e ansiedade

O diagnóstico do câncer de próstata pode provocar um sofrimento psíquico significativo nos homens. O medo da morte e da dor, assim como a preocupação com a sexualidade e com possíveis alterações no funcionamento familiar, interferem sensivelmente no modo de pensar do paciente e alteram sua maneira de enxergar a vida. Estes sentimentos podem ser gatilhos para a aparição de episódios de transtornos de humor ou, até mesmo, para o desenvolvimento da ideação suicida.

Para o Dr. Sivan Mauer, médico psiquiatra especialista em depressão e transtornos de humor, saber lidar e tratar corretamente os quadros de transtorno de humor pode melhorar significativamente o desfecho dos pacientes, resultando em mais qualidade de vida e maior adesão ao tratamento. Contudo, ele aponta a necessidade de entender a variação do risco de suicídio por sexo, idade e tipo de tumor. “No caso do câncer de próstata, é necessária uma avaliação do ponto de vista psiquiátrico principalmente em relação à depressão e ansiedade, provenientes da preocupação com a sexualidade, que podem envolver não apenas a disfunção erétil, mas também a incapacidade de sentir prazer ou de se satisfazer sexualmente o parceiro ou parceira”, explica.

O câncer de próstata é o tumor mais frequente entre homens com mais de 50 anos. No Brasil, ele é o segundo tipo de câncer mais comum entre pessoas do sexo masculino, sendo responsável por 10% de todas as mortes causadas pela doença, atrás somente do câncer de pele não melanoma. Durante o 1º ano de diagnóstico do tumor, os pacientes apresentam taxa de incidência 77% maior de transtornos de humor quando comparada à população saudável. Esse risco persiste em até 47% dos enfermos mesmo após 1 ano de acompanhamento da doença.

A opção terapêutica vai depender da gravidade do quadro. “O melhor a se fazer é direcionar o paciente para uma avaliação com um médico psiquiatria a fim de entender a melhor alternativa terapêutica”, aponta o especialista. “Dessa forma, conseguimos tempo hábil para encaminhar esses homens aos serviços de saúde mental e, consequentemente, aumentar as chances de sucesso no tratamento”, completa o Dr. Sivan Mauer.


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